Série – Discipulando o Cristão – A IMPORTÂNCIA DE TER UM RITMO BEM DEFINIDO QUANTO AO OBJETIVO DO DISCIPULADO

A IMPORTÂNCIA DE TER UM RITMO BEM DEFINIDO QUANTO AO OBJETIVO DO DISCIPULADO

v Como regra geral, o mais comum é que o homem viva uma vida improvisada. Uma vida improvisada gera tensões, inseguranças e desilusões indesejáveis. A vida não é assim; a vida se transforma em algo assim quando não se tem um mínimo de ordem, e de planejamento para o futuro (Lucas 15.11-17).

v O caminho para a maturidade espiritual pode tornar-se pesado e mais complicado que o normal se não se tem um ritmo ou um plano bem traçado até o objetivo.

v De nada aproveita ter metas claras na vida se carecemos dos meios para chegar a tais metas (Juízes 7.14-23. etc.).

v Nas corridas de atletismo sempre se pode observar que as raias estão bem definidas com linhas brancas que chegam até o alvo. Tais raias garantem que o atleta chegará à linha de chegada sem perder tempo com desvios (I Coríntios 9.25-27).

v Quando falamos de ter um ritmo bem marcado até a meta falamos basicamente de fazer um plano que seja coerente com nossas capacidades e limitações.

v No caso concreto do discipulado, trata-se de ter certas prioridades bem definidas, e estas são:

  • Definir que lugar eu ocupo na sociedade e o que Deus espera que eu faça como cristão nessa posição.

 

Por exemplo: Quem eu sou?

 

Pai, Mãe, ambas as coisas              – Empregado

       – Avô, Avó sem filhos dependentes        – Chefe

       – Avô, Avó com filhos dependentes        – Governanta do lar

       – Filho, filha dependente dos pais         – Estudante

       – Filho, filha independente dos pais       – Etc.

       – Etc.     

  • Definir isto lhe ajudará a entender quem é você, que lugar deve ocupar, e o que se espera que você faça. Uma vez definido isto é mais fácil saber quais são suas necessidades mais urgentes.
  • Definir, de acordo com minha posição, que estudos eu preciso fazer primeiro.

           

Por exemplo:

  • Os pais com filhos terão a necessidade de compreender urgentemente a base bíblica para o lar cristão.
  • Os solteiros precisam compreender os princípios do Romance Real, também contidos no curso de Família Cristã (Fundamentos).
  • Um filho jovem terá a necessidade de compreender urgentemente como fazer frente aos desejos da carne, os desejos dos olhos e a vaidade da vida (I João 2.15-17).
  • Os avôs ou avós (sem filhos aos seus cuidados) terão a necessidade de estudar e compreender sua função passiva de conselheiros e guias para com os menos experimentados. Devem evitar envolver-se em coisas muito dinâmicas. Eles têm a responsabilidade de aprender e ensinar como se usa a experiência.
  • Um casal sem filhos deve ter como prioridade o estudo do casamento cristão, já que quando chegarem os filhos eles deverão aprender outras coisas relativas ao novo integrante familiar.
  • Um cristão que já passou por estas etapas poderia ter como prioridade o estudo de outras doutrinas “menos indispensáveis“.
  • Cada um destes exemplos se relaciona com doutrinas diferentes, e não podemos esquecer que todos necessitam conhecer as doutrinas básicas.
  • Uma vez que a pessoa já definiu isto, ela deve encaminhar-se para o estudo. No caso de haver pessoas capazes de discipular, deveriam aproveitá-las, criando vínculos entre elas e os novos convertidos e/ou irmãos que ainda não estão sendo acompanhados. No caso de não haver pessoas capazes ou prontas para discipular, poderiam pedir os materiais e estudar por si mesmos, debaixo da supervisão de alguém experimentado. Isto não é o ideal, mas foi um método utilizado por Paulo, quando deixava alguém numa cidade onde estivera por pouco tempo.
  • A meta de todo discipulado é levar o discípulo à maturidade o suficiente para que este ensine e aprenda a estudar por si mesmo (Atos 17.10-12; I Timóteo 4.13-14).
  • Em resumo, diríamos que cada um deve entender que posição ele ocupa, assumi-la, e buscar aperfeiçoar-se como filho de Deus em vista de suas circunstâncias. Isto forma o plano que nos leva por diferentes caminhos até à maturidade (I Coríntios 3.1-9; I Coríntios 7.1-24).

Não ter um plano que conduz a uma meta definida traz junto consigo certas consequências negativas:

  • O investimento de um precioso tempo em estudos de pouca prioridade.
  • Dificuldade em encarar problemas urgentes.
  • Interrogações desalentadoras diante da falta de soluções.
  • Uma debilidade crescente que termina no abandono da carreira cristã.

v  A “Grande Comissão” que nos foi recomendada implica num ensinamento doutrinário profundo, já que ela é o que significa “ide e fazei discípulos“. Por esta razão é necessário que além do que assimilamos na igreja pela pregação da Palavra de Deus, tenhamos, o quanto for possível, estudos pessoais nos quais cada um possa abordar temas específicos.

v  Conhecer a meta do discipulado é algo muito importante, mas também é muito importante ter um plano para alcançar tal meta.