A PESSOA DE JESUS CRISTO

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A PESSOA DE JESUS CRISTO

 

“CREIO EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR”

 

Deus providenciou a salvação para o homem através da vinda de Seu Filho ao mundo. O Credo dos Apóstolos declara: “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso senhor, o qual foi concebido por obra Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria….” Nessa afirmação do Credo, há a apresentação dos dois aspectos da pessoa de Jesus Cristo: Sua divindade e Sua humanidade. Consideremos ligeiramente esses dois aspectos.

 

  1. A DIVINDADE DE CRISTO:

Reconhecemos na pessoa de Cristo a pessoa do próprio Deus. A  expressão “seu único Filho, nosso Senhor”, significa que Ele não somente participa da divindade, mas é o próprio Deus.

 

No Antigo Testamento temos as seguintes declarações sobre o Cristo que havia de vir: “Seu nome será maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is.9:6).

“Eis que vem dias , diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará e agirá  sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra…. será este o seu nome, com que será chamado: o Senhor justiça nossa” (Jr.23:5-6).

“E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq.5:2).

Em qualquer profecia messiânica do Antigo Testamento nos livros proféticos, poéticos e históricos, o Messias que havia de vir é apresentado como Deus.

 

No Novo Testamento a apresentação de Cristo como Deus é ainda mais clara. Citemos alguns exemplos:

O Evangelista Mateus, citando o profeta Isaías, confirma a divindade de Cristo: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. Que quer dizer: Deus conosco.” (Mt.1:23).

O Evangelista João apresenta Cristo do seguinte modo: “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo.1:1).

O apóstolo Paulo declara a respeito de Cristo: “Ele é a imagem invisível, o primogênito de toda a criação… porque aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude” (Cl.1:15,19).

O que encontramos claramente no Antigo e no Novo Testamento é a apresentação de Cristo como pessoa divina, o próprio Deus.

 

  1. A HUMANIDADE DE CRISTO:

A Bíblia afirma que Jesus Cristo foi também homem. O credo resumindo essa crença, afirma: “foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu de Virgem Maria.” Anotemos essas duas expressões foi concebido e nasceu. Somente  um ser humano real pode ser concebido e nascer. Ele “foi concebido por obra do Espírito Santo”, quer dizer que a sua entrada no mundo não dependeu da iniciativa e da vontade dos homens, mas foi responsabilidade do próprio Deus. A doutrina do nascimento virginal de Cristo é importante porque chama a nossa atenção para esse fato, isto é, a intervenção sobrenatural na História, enviando seu Filho ao mundo. “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.”. Assim afirmou Paulo (Gl.4:4). Lemos no Novo Testamento que Jesus Cristo era homem completo. Ele se encarnou assumindo a natureza humana (Jo.1:14). Ele possuía os elementos essenciais da natureza humana: corpo, alma, espírito, sangue, coração (Mt.26:26, 28, 38; Jo.11:33; Hb.2:14). Ele estava sujeito às leis do desenvolvimento físico e mental (Lc.2:52). Ele estava sujeito às tentações e sofrimentos (Hb.2:10,18). Ele passou por experiências normais da pessoa humana: fome, sede, sono, compaixão, raiva, cansaço, choro, angústia, morte, etc. (Mt.4:2; 8:24; 9:36; Mc.3:5; Lc.22:44; Jo.4:6; 11:35; 19:28,30). Enfim, Ele foi uma pessoa semelhante a qualquer um de nós em todos os aspectos, exceto no pecado (Hb.4:15). Podemos, então, afirmar hoje o que a Igreja tem afirmado em todas as épocas de sua existência: Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

 

  1. OS NOMES DE CRISTO:

Cada um de nós tem um nome. Na Bíblia, os nomes dados a Cristo são importantes porque descrevem, ora a Sua pessoa, ora a Sua missão, ora a Sua posição como Messias. Cada nome apresenta um aspecto importante do Salvador. Consideremos cada um dos nomes de Cristo:

 

  • JESUS: Este nome foi dado ao Salvador no Seu nascimento. É o nome pelo qual Ele era chamado em Seu lar, pelos seus parentes e amigos. Esse nome não era uma simples palavra sem sentido, a palavra Jesus é a forma grega do nome hebraico, que significa SALVAÇÃO. Como disse o anjo ao anunciar o nascimento a José “e lhe porás nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt.1:21).

 

  • CRISTO: Esse nome não era uma simples palavra hebraica, significa UNGIDO. A palavra Ungido era usada para designar o Messias. O nome CRISTO chama  atenção para a divindade de Jesus para o Seu ofício Messiânico. O Messias é o redentor prometido no Antigo Testamento e esperado ansiosamente pelo povo de Israel.

 

  • FILHO DO HOMEM: Esse nome aparece no Antigo Testamento, especialmente no livro dos Salmos e nas profecias de Daniel e Ezequiel. O uso de nome nos Evangelhos é baseado no sentido de Daniel 7:13-14. Jesus chamou-se a Si mesmo de “Filho do homem” umas quarenta vezes. Poucas vezes a expressão “Filho do homem” é usada por outra pessoa. Esse nome é um tanto obscuro no seu significado, mas tudo indica que Jesus se referia à pessoa do Filho do Homem como um nome escatológico, isto é, relacionado com os últimos acontecimentos do universo, à salvação, que Deus trouxe ao mundo através de Seu Filho.

 

  • FILHO DE DEUS: Esse título era usado no Antigo Testamento para os reis, os anjos e o povo eleito em geral que era considerado FILHO DE DEUS. Esse título tornou-se um dos nomes de Jesus porque chama a atenção para a Sua pessoa divina e messiânica. Mas, especialmente, é usado para descrever a relação de Cristo com o Pai, como vimos na doutrina da Trindade (Mt.3:17; 11:27). Também no sentido de o Seu nascimento depender de Deus (Lc.1:35).

 

  • SENHOR: Esse nome é a tradução grega de um dos nomes de Deus no Antigo Testamento: ADONAI. Nos Evangelhos e nas Epístolas o nome SENHOR refere-se ao Senhorio de Cristo e à Sua Autoridade como Deus (Lc.2:11; At.2:36; Fl.2:11).

Através desses nomes nós podemos conhecer mais um pouco sobre a pessoa do nosso Salvador, o Deus-Homem que veio salvar o homem perdido.

Além desses nomes há várias figuras bíblicas para descrever a obra e a pessoa de Jesus. Exemplo: “O Cordeiro de Deus”, a “resplandecente estrela da manhã”, “o caminho”, “a porta”, “o pastor”, etc. Em todas as páginas do Novo Testamento a pessoa de Cristo é glorificada e exaltada.

OS LIMITES DE DEUS

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OS LIMITES DE DEUS

João 11:4

 A partir das palavras de Jesus aprendemos que há limites para todas as coisas, inclusive para as enfermidades. Aqui há um “para” em que seu fim derradeiro é refreado além do qual não pode ir. Lázaro pode passar pela morte, mas a morte não foi o ultimato da sua doença. Em toda doença, o Senhor diz às ondas de dor: “Até aqui virás e não mais adiante”. Seu propósito estabelecido não é a destruição, mas a instrução de seu povo. A soberania de Deus coloca o termômetro à entrada da fornalha e regula o calor.

 

  • ESTE LIMITE É ANIMADORAMENTE ABRANGENTE

O Deus da providência limitou o tempo, a conduta, a intensidade, a repetição e os efeitos de toda nossa doença; cada batimento cardíaco está decretado, cada hora sem dormir está predestinada, cada recaída determinada, cada abatimento de espírito previsto e cada resultado santificador eternamente designado. Nada, grande ou pequeno, escapa da mão determinadora do Senhor que conta os cabelos de nossa cabeça. A vontade de Deus é: boa, perfeita e agradável (Rm12:2)

 

  • ESTE LIMITE É SABIAMENTE ADAPTADO

Nossa força, resiliência[1] é diretamente influenciada pela sabedoria de Deus, destinando-nos para o fim, providenciado conforme a graça[2]. A tribulação não vem acidentalmente – o peso de cada golpe do cajado é precisamente medido. “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar”. (1Co 10:13). Aquele que não comete erros ao equilibrar as nuvens e administrar os céus, não comete enganos ao medir os ingredientes que compõem o medicamento para nossa alma. Não há como sofrermos demais ou receber o alívio tarde de mais.

 

  • ESTE LIMITE É AMOROSAMENTE DESIGNADO

O bisturi do Cirurgião celestial nunca corta mais fundo do que realmente é necessário. Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens. (Lm 3:33). O coração de uma mãe clama: “Poupe meu filho”; mas nenhuma mãe é mais compassiva que o nosso Deus gracioso. Quando consideramos como somos teimosos, é surpreendente não sermos conduzidos com freios mais severos.

 

PODEMOS CONSIDERAR…

Deus estabeleceu todas as coisas em nossa vida, os limites de nossa habitação e os limites da nossa tribulação. SOLI DEO GLORIA

 

[1] A resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse, algum tipo de evento traumático

[2] O presente não merecido, espontâneo no divino favor na salvação dos pecadores, e a influência divina operando no homem para a sua regeneração e santificação.

Algumas bases do discipulado

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Salmos 32:8 e Isaías 48:17

O discipulado é uma visão do coração de Deus. Após o discípulo ser consolidado, firmado em Cristo Jesus, ele necessita aprofundar-se no conhecimento de Deus e de Sua graça. E a melhor maneira para que isso aconteça é por meio do discipulado, ensinando-o com clareza e destreza os preceitos e estatutos do Reino de Deus.

Introdução

Trabalhamos com a visão do discipulado um a um.Nossa experiência tem sido satisfatória, principalmente no que diz respeito a participarmos do crescimento do Reino. Os novos crentes se tornam discípulos ao serem consolidados através do processo do discipulado.

A palavra discipular, na Bíblia, pode ser definida através dos termos hebraicos Yarah e Lamed.

YARAH significa instruir, dirigir, ensinar, apontar, atirar, visar, arremessar, lançar em linha reta. “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir, guiar-te-ei com os meus olhos.” (Salmo 32:8)

LAMED significa instruir, treinar, estimular, incitar, ensinar, fazer alguém aprender. “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar.” (Isaías 48:17)

Alguns pontos são fundamentais neste processo de discipulado, tais como:

  1. Estabelecer a visão do discipular

A visão do discipulado se estabelece no relacionamento do discipulador com o discípulo. As definições acima revelam o caráter de Deus investindo em cada ser humano, através de Jesus, para que procedamos de igual modo.

O ato de discipular confere a cada um dos filhos de Deus responsabilidades especiais para com aqueles a quem estão discipulando. Isso quer dizer que não podemos negligenciar a tarefa de cuidar dos discípulos dando-lhes uma referência segura, a fim de que tenham em quem se espelhar. Para que isso aconteça, é necessário estarmos refletindo claramente o caráter de Cristo através de nosso procedimento.

  1. Fundamentar o discipulado

A orientação  dada por Deus, nas cartas escritas à Igreja, fundamenta a visão do discipulado através de três pontos: – Equipando os discípulos e assistindo-os com objetivo de levá-los a uma vida de serviços frutíferos (Efésios 4:11,12).

– Transmitindo a verdade a cada geração sucessiva de convertidos, isto é, discipulando aqueles com quem você mantém contato, para que estes, por sua vez, discipulem aqueles que são do seu círculo de relações (II Timóteo 2:2).

– Multiplicando através do exemplo. Isso representa buscar uma vida de santidade, pois a multiplicação só é eficiente se for obedecida por discipuladores, líderes que primeiro vivam a verdade na pureza e poder do Evangelho. Assim, cada nova geração de discípulos no Corpo de Cristo manterá a semelhança de Jesus, cuja vida e caráter não são apenas proclamados, mas se acham presentes na vida daqueles que discipulam em Seu nome.

  1. Princípios da visão do discipulado

O discipulador, na visão do discipulado, precisa de princípios bem estabelecidos em sua vida para que expresse com exatidão o caráter d’Aquele que representa na Terra. Os princípios que perfilam o caráter do discipulador são Santidade e Fidelidade, que geram o Compromisso.

3.1 Santidade

“Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os Seus santos. ” (I Tessalonicenses 3:13)

A palavra santidade tem origem na palavra grega hagiosune e significa o processo, qualidade e condição de uma disposição sagrada e a qualidade da santidade na conduta pessoal. É o princípio que separa o crente do mundo.

Hagiosune nos consagra ao ministério do discipulado, no corpo e na alma, encontrando realização na dedicação moral e uma vida comprometida com a pureza.

A santidade faz com que cada característica nossa seja submetida à inspeção divina e receba a Sua aprovação. A fonte da santidade é um relacionamento pessoal com Jesus e não um sistema de obras.

3.2 Fidelidade

“Como o frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores.” (Provérbios 25:13)

A palavra fidelidade, na Bíblia, deriva do termo fiel, que no hebraico é emunah e significa firmeza, estabilidade, lealdade, consciência, constância, segurança, aquilo que é permanente, duradouro, constante.

Emunah vem da raiz aman, significa estar firme, certo, estabelecido, estável. Emunah é traduzida frequentemente como fidelidade também.

3.3 Compromisso

“Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.” (Atos 26:19,20)

O Apóstolo Paulo estava totalmente comprometido com o objetivo do seu chamado: pregar o Evangelho e, assim, estabelecer o seu discipulado. Não há como ter o caráter de Cristo e não expressar compromisso com o Reino.

Como líderes, não podem faltar em nossa vida de discipulado a santidade e a fidelidade que representarão o nosso compromisso com Deus e com o Seu Reino.

  1. Abraçar a visão do discipulado com o Mestre Jesus

As profecias messiânicas, como Isaías 42:1-21; 49:1-7; 50:4-11; 53:12, preveem que o caráter servil de Jesus faria uma obra específica e agiria com obediência incondicional e imaculada.

Para abraçarmos a visão do discipulado, precisamos apreender o espírito de Jesus como servos, pois sabemos que o Filho do Homem não veio para ser servido e sim para servir.

Cristo procura aqueles que servirão sem buscar reconhecimento, procurando exaltá-lO generosa e obedientemente, tornando-O conhecido. Essa é a função dos servos, dos discipuladores, dos líderes. Estes devem estabelecer sua personalidade e ministérios através da própria devoção e obediência a Jesus, através de uma disposição verdadeira de servir sem interesses.

As bases do discipulado visam instruir, dirigir, treinar, estimular e ensinar pessoas no caminho em que devem andar. É possível afirmar, então, que discipulado é o processo de uma vida.

Quando entramos na realidade do discipulado, compreendemos que não podemos viver mais exclusivamente para nós mesmos, mas devemos adotar um estilo de vida que nos permita compartilhar daquilo que Deus tem feito em nós.

Não podemos desconsiderar o fato de que, ao assumirmos o treinamento de novos convertidos, estamos nos tornando seus ‘pais espirituais’. Essa missão demanda tempo, esforço, dedicação, renúncia e, sobretudo, muito amor a Deus e às vidas que chegam ao Reino de Deus.

Deus conta conosco nesse processo de treinar as vidas e capacitá-las com o caráter de Cristo, a partir do Modelo que lhes é apresentado. Se assim for, estaremos formando discípulos que amam ao Senhor e que não têm dificuldades em amar as vidas e dispensar tempo para vê-las fielmente servindo ao Pai.

Abraçar a visão do discipulado é dedicar o tempo e a vida por amor ao Reino, é cumprir o mandamento de Jesus de fazer discípulos de todas as nações da Terra (Mateus 28:19).

 

O DISCIPULADO NA CULTURA JUDAICA

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No hebraico, a palavra TALMIDIM significa  DISCÍPULOS ou APRENDIZES.

A partir dos 03 anos a criança era educada pelos pais.

CONTEÚDO DA EDUCAÇÃO:

  • Aprendiam os mandamentos;
  • A história do seu povo;
  • O significado das festas;
  • A importância dos costumes e tradições.

1° ESTÁGIO – Escola primária

BETH SEFER – (Casa do Livro)

  • As crianças estudavam dos 5 aos 10 anos;
  • O professor era o HAZZAN, o guardião dos livros sagrados e ministro da sinagoga;
  • O método de ensino era a REPETIÇÃO (Mnemônica);
  • Decorava a Torá. (Pentateuco)

2° Estágio – Escola secundária

BETH TALMUD –(Casa do Aprendiz)

  • As crianças estudavam dos 10 aos 14 anos;
  • Decoravam o restante das Escrituras – Velho Testamento (Gênesis a Malaquias).

SOMENTE OS MELHORES ERAM ESCOLHIDOS A CONTINUAREM
QUAL O CRITÉRIO DE ESCOLHA?

  • Citar textos bíblicos de cor;
  • Falar quantas vezes a palavra “SENHOR” aparece em determinados livros da Torá;
  • Mencionar o texto anterior e posterior de um texto escolhido aleatoriamente pelo rabino.
  • O aluno escolhia o rabino;
  • Os reprovados voltavam para seus afazeres;
  • Os que passavam no teste prosseguiam para o 3° estágio.

3° ESTÁGIO – BETH MIDRASH

Casa de Estudo ou interpretação

  • O Talmid aprendia a interpretação religiosa do Rabino;
  • Essa interpretação específica era chamada o “jugo do rabino”.


OBJETIVO:
O Talmid observava e fazia tudo quanto seu Rabino fazia, pois sua intenção não era apenas apropriar-se do seu conhecimento, mas se parecer com seu mestre.

 

 

 

Discipulado

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“O discípulo é arrancado de sua relativa segurança de vida e lançado à completa incerteza. Isto é, para a sua absoluta segurança e proteção, o discípulo se rende totalmente em confiança ao Senhor Jesus. O chamado ao discipulado é, portanto, comprometimento exclusivo com a pessoa de Jesus Cristo, a subversão de todos os legalismos mediante a graça daquele que chama.” Dietrich Bonhoeffer

Crescendo com seus discípulos

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TEXTO – 2 Reis 13.14-19

Ora, Eliseu estava sofrendo da doença da qual morreria. Então Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo e, curvado sobre ele, chorou gritando: “Meu pai! Meu pai! Tu és como os carros e os cavaleiros de Israel! ” 15 E Eliseu lhe disse: “Traga um arco e algumas flechas”; e ele assim fez. 16 “Pegue o arco em suas mãos”, disse ao rei de Israel. Quando pegou, Eliseu pôs suas mãos sobre as mãos do rei 17 e lhe disse para abrir a janela que dava para o leste e atirar. O rei o fez, então Eliseu declarou: “Esta é a flecha da vitória do Senhor, a flecha da vitória sobre a Síria! Você destruirá totalmente os arameus, em Afeque”.18 Em seguida Eliseu mandou o rei pegar as flechas e golpear o chão. Ele golpeou o chão três vezes e parou. 19 O homem de Deus ficou irado com ele e disse: “Você deveria ter golpeado o chão cinco ou seis vezes; então iria derrotar a Síria e a destruiria completamente. Mas agora você a derrotará somente três vezes”.

 

INTRODUÇÃO

Esse texto fala da experiência entre o profeta Eliseu e o rei Jeoás, e que hoje podemos aplicar em nossa vida como discípulos e discipuladores.

1. SE VOCÊ QUER APRENDER, OBEDEÇA ÀS INSTRUÇÕES DO SEU INSTRUTOR. (LÍDER)

Daquele que está lhe ensinando. Obedeça às orientações do seu líder pastoral, do seu pai e de sua mãe espiritual dentro da estruturada de sua igreja local da qual você está inserido.

2. NUNCA DESPREZE ALGO QUE O SEU LÍDER QUER LHE ENSINAR.

Se alguém quiser lhe ensinar alguma coisa que você já sabe, prontifique-se humildemente a aprender, pois há sempre um ângulo novo que pode ser acrescentado ao nosso aprendizado. Nenhum ser humano é onisciente, ninguém sabe tudo de maneira completa.

3. SE VOCÊ QUER ENSINAR ALGUMA COISA AO SEU DISCÍPULO, É NECESSÁRIO QUE ANTES VOCÊ TENHA DOMÍNIO, CONHECIMENTO, SEGURANÇA DAQUILO QUE VOCÊ VAI ENSINAR.

Há muitos imaturos querendo ensinar sobre o que não tem domínio ou autoridade.

Só posso aprovar aquilo no qual fui aprovado.

Há muitos querendo falar às famílias, quando sua própria família está toda desmantelada, querendo ensinar sobre oração, quando ela mesma não ora. Sobre discipulado, quando anda deixando rastros de abandono, sobre Reino de Deus, quando, na realidade, está edificando seu próprio reino e  etc.

4. SE VOCÊ QUER QUE SUA INSTRUÇÃO SEJA EFICAZ, PRATIQUE COM O SEU DISCÍPULO.

A imitação, o modelo é fundamental para o aprendizado.

Como é que o seu discípulo vai poder crescer se você não estuda a Bíblia com ele, não ora com ele, não sai para evangelizar com ele? Temos que consolidar a Visão de Deus a partir do exemplo e não através de um discurso!

5. SE VOCÊ TEM DÚVIDAS SOBRE A INSTRUÇÃO QUE ESTÁ RECEBENDO, PERGUNTE NOVAMENTE.

Essa foi uma grande falha do rei Jeoás. Não perguntou quantas flechas podia atirar.

Se você não sabe que decisão vai tomar naquela área, pergunte. Se tem dúvida, pergunte.

OBS. Muitas vezes os liderados não perguntam porque são coagidos pelos líderes, são tachados de limitados e sem valor (este não é o caso do texto, mas serve como um alerta). Um líder que governa com “punhos de ferro” nunca possuirá a verdadeira paz ou frutificação naquilo que faz… uma hora ou outra, ele será tragado pelo seu próprio estilo de liderança. Muitas organizações andam sob ameaça porque, nitidamente discursam uma coisa e vivem outra… tudo isso tem prazo de validade. “Reflita sobre seu estilo de liderança!!!!! ”  

6. SE VOCÊ QUER SOLUÇÕES PARA OS SEUS PROBLEMAS, PROCURE IR À PESSOA CERTA.

  • Rei Jeoás correu para o profeta.
  • Foi ao homem de Deus.
  • A maior autoridade neo testamentária aqui na terra é Jesus e o mesmo delegou esta autoridade aos líderes, pastores etc.

CONCLUSÃO

“Deus dotou você de capacidade e de poder de decisão. Você tem um grande potencial. Seja sempre disponível sabedor que Deus está no supremo comando de todas as coisas”.

DISCIPULADO COM PROPÓSITO

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Mateus 28:19 – “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

  • O QUE É DISCIPULADO?
  • COMO DISCIPULAR?

O QUE É O DISCIPULADO?

É o relacionamento entre um mestre e aprendiz baseado em um modelo que é Cristo. Por ele o mestre reproduz no aprendiz a plenitude da vida que há em Cristo, capacitando o aluno a treinar outros para que também ensinem novos discípulos.

Esse relacionamento liga a pessoa à cadeia de autoridade existente na igreja. Assim, os discípulo é acompanhado em seu processo de crescimento e ajudado a confirmar a sua vida com o propósito de Deus, como também a se encaixar na vida da igreja.

O QUE É SER UM DISCÍPULO?

Entenda o que significa ser um discípulo de Jesus e como isso pode transformar sua vida por inteiro.

A palavra DISCÍPULO se refere a um estudante ou aprendiz. Nos dias de Jesus os discípulos seguiam seu RABI (MESTRE) para onde ele fosse, aprendendo com o seu ensino e sendo instruídos a fazer o que ele fizesse. Basicamente, o discípulo é um seguidor, mas, é preciso entender esse termo, seguidor, de forma literal. Tornar-se um discípulo de Jesus consiste em obedecer ao seu chamado para segui-lo e aprender com Ele.

O DISCIPULADO DEVE SER INSTRUÍDO (ENSINADO) COM PROPÓSITO

1.Gerar no discípulo o caráter de Cristo.

Filipenses 2:5 –Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

2. Ensino e transferência de vida.

1 Timóteo 1:2 – “… a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor.”

3. Levar os discípulos a viver em santidade de vida.

1 Timóteo 1:18 a 20 – ” Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”

4. Discipular com um propósito definido.

2 Timóteo 2:15 – Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.

Precisamos saber de onde estamos saindo com o discípulo e onde queremos chegar com ele. A resposta do seu discípulo ao discipulado, vai depender da sua sinceridade, caráter, estilo de vida e exemplo.

CONCLUSÃO

Discipular é transmitir a vida de Jesus. É reproduzir essa vida em outras pessoas, e leva-las a um propósito definido.