O ALÍVIO DA CRUZ

O ALÍVIO DA CRUZ

(Mateus11:28-30)

Introdução: O evangelho de Mateus está dividido em duas partes: A) Nos capítulos de 1-13 Mateus provará que Jesus é a continuidade do Antigo Testamento; B) Nos capítulos de 14-28 o evangelista narrará as consequências destas alegações entre Jesus e os fariseus. Compreender estes focos narrativos traz iluminação para a compreensão de nossa passagem, facilitando nossa meditação. Nos capítulos de 1-3 Jesus é apresentado como O Messias. De 4-7 Ele anuncia o Reino de Deus. De 8-10 Jesus leva o Reino de Deus as pessoas, curando muitos enfermos, e sempre os convidando a segui-lo. Nos capítulos de 11-13 Jesus nos ensina a esperar aceitação e rejeição por parte destes que Ele convidou. E de fato encontramos três tipos de respostas nestes capítulos. Os convertidos: “Jesus é o Messias! ”. João Batista: “Jesus é o Messias? ” Os fariseus: “Jesus não é o Messias! ”. Uma resposta positiva, uma resposta neutra e uma resposta negativa, respectivamente. É meditando nesta verdade, se Cristo é, ou, não, o Messias, que podemos meditar em nossa passagem.

  1. (v.28) O povo de Israel a esta altura está sendo oprimido pela Lei, mais especificamente, pelos fariseus, que incrementaram a Lei a sua interpretação distorcida e extremamente moralista. Após serem convencidos de que Jesus era o Messias, o Moisés maior, o Emanuel (Deus conosco), eles O seguem e começam a experimentar alívio e descanso. Jesus não fala como um mestre qualquer (leia-se fariseus) nos dizendo o que fazer, somente. Ele é Deus-homem, portanto seu convite é supremo e perfeito. Tenho certeza que você já esteve na situação do povo judeu, cansado e sem esperança, com o peso do moralismo religioso, somados a isso, uma completa desordem em sua vida, além da falta de sentido e propósito que tenazmente assolava o seu coração. Para encorajar uns aos outros, compartilhe conosco o momento em que você experimentou alívio em Jesus. PS: Caso você esteja (ainda) enfrentando tudo isso, assim como Israel, este convite é para você.
  • (v.29-30) Canga (ou, jugo) é um instrumento agrário, normalmente utilizado em dois animais do mesmo porte. Possibilitava o carregamento de uma carga maior e substituía as cordas, que incomodavam e machucavam os animais. Jesus faz uso dessa figura agrária para nos ensinar que Sua canga (Cruz) é útil e boa (também traduzida como suave). Jesus, através de sua canga (Cruz), quer compartilhar conosco sua força, caminhando lado a lado conosco (à semelhança dos animais sob o mesmo jugo). Símbolo de fraqueza para os fariseus e o mundo, a Cruz é o maior referencial de força para o cristão. Que “loucura”, não? Pare e pense: quantas vezes tomamos decisões que nos remetam as velhas cordas, incomodas, dolorosas, afim de buscar alívio? A Cruz é o único caminho proposto por Jesus, não há outro. Se não estamos debaixo deste jugo, estamos amarrados as velhas cordas. Reflita: como você tem caminhado? Compartilhe.

Conclusão: Jesus nos é apresentado como um referencial seguro e perfeito. Diferente dos fariseus que eram opressores e imperfeitos. Note o escandaloso contraste: o caminho supostamente bom dos fariseus, oprime. O caminho da Cruz, símbolo da dor, é suave. O que isto quer dizer? Que até mesmo o sofrimento por causa do nome de Jesus é um alento para nossa alma. O sofrimento por causa de Cristo é bom, é isto que estamos aprendendo hoje. E mais, qualquer tentativa nossa em melhorar nossas vidas distante deste caminho nos trará dores profundamente amargas. Esse é o paradoxo do Reino. Este é o caminho suave. Este é o alívio da Cruz.

Autor: Pr Andre LDA

Bacharel em Teologia pela Faculdade Evangélica do Brasil - ISBL, estudou também na Faculdade Teológica Sul Americana, convalidando o curso na Unicesumar. Especialista em docência no ensino superior pela Unicesumar e Liderança, Plantação e Revitalização de Igrejas pelo Seminário Teológico Asbury. Atualmente é graduando em licenciatura em história pela Unicesumar. Tenho uma grande e honrosa missão, Ganhar, Cuidar e Encorajar as pessoas a terem um relacionamento com Jesus, é nisso que gasto minha vida, eu e toda minha família estamos envolvidos nesta nobre tarefa. Soli Deo Gloria

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