Como Estudar a Bíblia

Dicas de como estudar – Pratica Mais

Estudo Principal

A Bíblia diz sobre si mesma:

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações” (2 Timóteo 3.16-17).

O “servo de Deus” deve estar completamente preparado para fazer todo tipo de boas ações. Liderar, ministrar, pregar, ensinar… Estas são as boas ações – entre outras – que devemos praticar. Para tanto, nós devemos estar completamente preparados.

  • Escreva abaixo como você avalia a sua preparação para fazer estas coisas.
  • Como a Bíblia pode ajudá-lo a realizar estas coisas? Escreva abaixo.

Neste curso nós aprenderemos como estudar a Palavra de Deus de maneira sistemática e sólida, iniciando nossa preparação completa, pela Palavra de Deus, na obra do ministério.

I – INDUTIVO VERSUS DEDUTIVO

Dedução e indução são dois tipos de lógica ou raciocínio. Ambos tratam com o geral e o específico. Ambos são métodos para chegar a uma conclusão. Contudo, eles fazem isto de maneira completamente oposta. O método dedutivo move do geral para o específico, e o indutivo do específico para o geral. Ambos os métodos são usados pelos cristãos no estudo da Bíblia, mas normalmente eles não estão conscientes de como cada método afeta seus estudos e conclusões.

A – A ABORDAGEM DEDUTIVA

O raciocínio dedutivo é usado pelas pessoas em diversas profissões. Dedução é uma habilidade valiosa e muitos livros foram escritos sobre o assunto. A intenção deste tópico não é minimizar a validade da dedução, mas sugerir que ele é um método inferior no que diz respeito ao estudo da Bíblia.

1. O Raciocínio Dedutivo

Ele se move do geral ao específico. Ele começa com uma idéia ou premissa conhecida e aceita. Esta preexistente compreensão é, então, comparada com uma situação particular e uma conclusão é formada. A base desta conclusão é o fato de que a idéia geral é verdadeira, e que a situação específica parece comprová-la. Em outras palavras, a idéia geral controla, ou pelo menos, fortemente influência o modo como olhamos uma situação em particular.

A maior fraqueza da dedução é que se a compreensão geral estiver errada, a conclusão final também estará. Este método leva-nos a assumir que já sabemos a resposta, ao invés de levar-nos a continuamente procurar a resposta correta.

2. Estudo Bíblico Dedutivo

Quando usamos este método, ao invés de procurarmos compreender o que Deus diz no texto bíblico, nós impomos nossa compreensão sobre o texto bíblico. O que nós achamos que o texto diz é o que será. Logicamente, é fácil criar ou reforçar doutrinas e práticas erradas usando o método dedutivo.

Por exemplo, alguém que ensina sobre o cessacionismo, ou seja, a teoria de que nenhum dos dons miraculosos (curas, línguas, etc.) são válidos para os dias atuais e que não estão mais em operação em nossos dias. Tal pessoa deduziu que isto é verdadeiro. Então, ela procura passagens bíblicas para provar seu ponto de vista. É uma abordagem completamente errada das Escrituras.

B – A ABORDAGEM INDUTIVA

A abordagem indutiva é o contrário do método dedutivo. Ela começa com situações específicas para chegar a um princípio geral.

1. O Raciocínio Indutivo

A dedução se baseia no uso de nosso conhecimento pré-existente. A indução, por outro lado, se baseia no aprendizado ou descoberta. Nós assumimos que não sabemos as respostas e procuramos compreender o que a Bíblia diz sobre um dado assunto. A ênfase recai sobre fatos e situações específicas para se chegar à uma conclusão geral.

2. O Método Indutivo

No método indutivo, nosso propósito é obter conhecimento. Nós nos comprometemos a cuidadosamente examinar o texto e permitir que o Senhor nos fale através dele. O método dedutivo produz um sermão fácil e rápido, mas o método indutivo leva-nos ao verdadeiro crescimento espiritual.

O método indutivo é o melhor método para se estudar a Bíblia. Ele é superior ao método dedutivo porque ele deixa a Bíblia ser a autoridade e não nosso conhecimento pré-concebido.

Sendo este o melhor método, nós ensinaremos neste curso como usá-lo para estudar a Palavra de Deus.

II – QUATRO PILARES DO ESTUDO INDUTIVO DA BÍBLIA

Há quatro pilares que sustentam o estudo indutivo da Bíblia:

o    Observação

o    Correlação

o    Interpretação

o    Aplicação


A – OBSERVAÇÃO

1. Seis Perguntas Básicas

O papel do estudante da Bíblia na “observação” é agir como um repórter ou investigador. Ele deve procurar descobrir detalhes sobre a passagem bíblica em foco. Para tanto, ele deverá utilizar as 6 perguntas básicas do trabalho investigativo do texto.

O Objetivo de tais perguntas é obter informações gerais sobre a passagem, para que possamos chegar a uma compreensão mais apurada sobre um texto Escriturístico.

Tomemos como base, por exemplo, Atos 6.1-7, e façamos as seis perguntas básicas para observar um texto bíblico:

  • O QUE ou QUAL? O que é apresentado na passagem? Qual é o assunto? De que se trata?
  • QUEM? Quais são os personagens envolvidos ou mencionados no texto?
  • POR QUE? Por que esta passagem foi escrita? Por que o assunto é mencionado da forma como está? Por que um personagem é citado? Por que ele age da forma como é descrita?
  • QUANDO? Quanto isto foi escrito? Qual é a época, momento ou ocasião em que se passa o evento?
  • ONDE? Quais são os lugares mencionados no texto? Qual a importância deles na história bíblica?
  • COMO? Como o assunto é apresentado? Como foi resolvido?

2. Aplicando as 6 perguntas aos Livros Narrativos e Discursivos

Ao observar os fatos numa passagem da Escritura, ajudará se você reconhecer que muitos dos livros da Bíblia cairão em uma das duas principais categorias: NARRATIVOS OU DISCURSIVOS.

  • LIVROS NARRATIVOS são os que descrevem eventos históricos. Ao olhar os fatos nos livros narrativos, você pode fazer as seguintes perguntas:
  • QUEM é o principal personagem (ou quais são)? Quais são suas bases intelectuais? Como eles se relacionam uns com os outros? Qual é sua participação na história? Quais são suas atitudes e reações? Quais decisões eles tomam?
  • QUAL é a ação central? É uma estória mostrando amor, conflito, ou a vida em geral? Há uma crise geral ou gira em torno de um local? O que resulta seguir esta ação central? Como estes resultados afetam o povo e a história?
  • ONDE a ação tem lugar? Por que o povo está ali na história? Como eles chegaram ali? Qual a relação do lugar com o povo e a ação?
  • QUANDO E POR QUÊ a ação teve lugar? Note o tempo cronológico, se ele está especificamente mencionado. O tempo é importante para a história? O que acontece imediatamente antes ou depois da ação que você está examinando? Há qualquer outra razão estabelecida ou envolvida?
  • OS LIVROS DISCURSIVOS basicamente apresentam doutrina mais do que ação. Ao invés de descrever ações pessoais e diálogos, eles apresentam e explicam temas. Para obter os fatos num livro discursivo você pode fazer as seguintes perguntas:
  • QUEM é o escritor que Deus usou para escrever este livro? Para quem ele está escrevendo? Qual é seu relacionamento com eles? Qual é a situação do escritor?
  • POR QUE o escritor escreveu este livro? Ele está tratando de alguma doutrina especial ou problemas morais enfrentados por aqueles a quem ele está escrevendo?
  • COMO são as idéias relatadas na passagem em particular? Como elas se mantêm? Como elas chegam a uma conclusão?
  • QUAIS as ordens específicas e repreensões que são dadas? Quais ad­vertências são dadas? Que correção é oferecida? Quais atitudes o escritor enfatiza seus leitores a tomarem?

3. Outras Coisas para Observar

  • Palavras-chaves – Geralmente são palavras repetitivas ou em torno das quais o assunto é desenvolvido. Por exemplo: amor em 1 Coríntios 13; Fé e obras em Tiago 2.
  • Comparações – Observe as palavras “assim como”, “como”, “do mesmo modo”, e etc., para encontrar as comparações.
  • Contrastes – os contrastes podem ser encontrados nas palavras e/ou expressões do tipo “mas”, “contudo”, “por outro lado”, “entretanto”, “no entanto”, “todavia”, “porém” e etc.
  • Figuras de linguagem – Preste bastante atenção no uso da linguagem figurada para não incorrer em erros de interpretação. Quando Jesus diz, por exemplo, “se tua mão direita te faz tropeçar, corta-a”, Ele estava usando linguagem figurada e não linguagem literal.
  • Tipos, Símbolos, Sombras – O Antigo Testamento, especialmente, está repleto de tipos e sombras de verdades, fatos ou pessoas do Novo Testamento. Todo e qualquer símbolo do Antigo Testamento deve ser interpretado à luz do Novo, e ali permanecer. Por exemplo, 1 Coríntios 5 diz que Cristo é a nossa “páscoa”. Sempre que lermos instruções do Antigo Testamento sobre a páscoa, devemos nos lembrar que ela é um símbolo, uma figura de Cristo para nós, os crentes da Nova Aliança, e não uma ordenança.

B – INTERPRETAÇÃO

Devido ao fato de termos um curso especificamente voltado para a interpretação, nós incluímos aqui apenas um pequeno esboço para dar uma leve noção do processo de interpretação da Bíblia. 

1. Examine as palavras usadas no texto

  • Descubra as palavras-chaves.
  • Investigue o significado corrente da palavra – como nós usamos hoje em dia.
  • Examine o significado bíblico, ou seja:
    • Na Linguagem original – seu significado no hebraico, aramaico ou grego.
    • No Contexto bíblico – como os escritores bíblicos usaram uma dada palavra.

2. Busque o significado

Determine o que a passagem quer dizer, o que ela significa. Encontre o ponto principal. Pergunte:

  • O que o autor quis dizer com o que ele disse?
  • O que é principal e o que é complementar?

Peça a Deus para dar-lhe a compreensão da passagem bíblica. A direção do Espírito Santo é essencial para verdadeiramente compreendermos a Bíblia (João 14.26; 1 João 2.27).

Leia cuidadosamente, dissecando cada passagem, versículo, sentença e palavra. Tente compreender a gramática (por que os “portantos” estão ali?). Procure as relações de causa e efeito.

3. Outros Princípios Básicos

  • Interprete a Bíblia naturalmente e não literalmente.
  • Interprete a Bíblia à luz do contexto histórico e teológico.
  • Examine o significado das palavras.
  • Considere a linguagem original como a autoridade final.
  • Compare a Escritura com a Escritura (Correlação).
  • Observe os fatos ao redor da porção bíblica que você está estudando:
  • Quem está falando?
  • Para quem está falando?
  • A condição de cada um
  • As circunstâncias ou ações envolvidas
  • O fundo histórico e cultural
  • O modo literário
  • O propósito pelo qual foi escrito e os argumentos do autor

C – CORRELAÇÃO

Este tópico também é coberto no curso “Hermenêutica e Exegese”. Correlação é uma conexão ou encadeamento que existe entre passagens bíblicas. Diversas passagens bíblicas estão conectadas por um mesmo assunto ou palavras. Às vezes, a correlação é tão profunda, que um mesmo versículo é repetido em diversos livros diferentes da Bíblia. Existe:

  • Correlação de contexto imediato – Ex: Romanos 8.28
  • Correlação de palavras
  • Correlação de idéias – Ex: Reino dos Céus x Reino de Deus (Mateus 13 com Lucas 8 e 13)

D – APLICAÇÃO

Pergunte o que a passagem significa para você e como ela se aplica à sua vida (ou à Igreja ou ao mundo). Note qualquer coisa que segue:

  • Atitudes que necessitam mudar
  • Pecados que precisam ser confessados e abandonados
  • Ações para tomar/evitar
  • Exemplos para seguir
  • Promessas para reivindicar
  • Outras aplicações

O importante nesta etapa do estudo da Bíblia é colocar em prática o que você tem aprendido.

 
III – MÉTODOS DE ESTUDO DA BÍBLIA

A – MÉTODO DE VERSÍCULO OU PASSAGEM

Para este e todos os demais métodos, você usará os recursos que já aprendeu anteriormente.

  • Estude o contexto da passagem – o lugar aonde se encontra o texto em estudo. O contexto de um versículo ou passagem bíblica pode ser: a) Geral ou Remoto – o capítulo, livro ou testamento no qual o texto se encontra; b) Imediato – os versículos anteriores e posteriores.
  • Palavras-Chaves – Saber quais são e o significado das palavras-chave evita muitas confusões.

No final deste estudo há um apêndice com um formulário usado para fazer o estudo de um versículo ou passagem bíblica, tal como de um parágrafo ou capítulo. Use-o para testar seu aprendizado.

B – ESTUDO TÓPICO OU TEMÁTICO

É o estudo de um determinado tema ou assunto, procurando dar um enfoque bíblico ao mesmo.

  • Escolha um tema: amor, liderança, evangelismo, paciência, etc.
  • Determine o âmbito do estudo. Você pode estudar este tema apenas no Antigo Testamento ou somente no Novo Testamento. Você pode estudá-lo somente nos Salmos ou em toda a Bíblia. Então, antes de começar, é importante você definir aonde você fará o estudo do seu tema escolhido.
  • Pegue uma Chave Bíblica ou Concordância, anote numa folha todas as referências bíblicas que você encontrar sobre o tema que está estudando, siga as diretrizes da observação e interprete-as conforme nós já mostramos; depois, selecione e separe as passagens bíblicas estudadas, bem como suas descobertas nas seguintes categorias:
  • A Definição ou conceito do tema. A definição do assunto, às vezes, não pode ser dada em apenas uma frase ou encontrada em apenas um texto, mas em várias frases e textos bíblicos. No entanto, seja apenas em uma ou em várias frases, determine o conceito do tópico estudado. Exemplo: o tema é “Amor”. Qual é a definição de amor? De acordo com 1 João 4.8, “Deus é amor”. 1 Coríntios 13 também dá outras definições do amor em ação.
  • Origem ou Causa – Procedência. Qual é a origem do tema que estou estudando? Qual é a sua procedência?
  • Efeitos ou Conseqüências – aspectos positivos e negativos. Quais são os efeitos deste tema na vida de uma pessoa? O que acontece se nós aceitarmos ou rejeitarmos este tema?

Logicamente, existem outras possibilidades para pesquisar e organizar os estudos temáticos, mas nenhum estará completo se não apresentar uma definição ou conceito, a origem ou causa, bem como os efeitos ou conseqüências relacionadas ao tema.

No final deste estudo há um apêndice com um formulário usado para fazer o estudo temático. Use-o para testar seu aprendizado.

C – MÉTODO BIOGRÁFICO

É o método que estuda a vida de um personagem bíblico. Quando você estiver estudando um personagem bíblico, como por exemplo, “Paulo”, procure descobrir o que a Bíblia diz sobre:

  • Sua Família e nascimento;
  • Seu trabalho ou funções;
  • Sua vida espiritual (se é servo de Deus ou não, se era dedicado ou não, e etc.);
  • Suas realizações (negativas e positivas);
  • Seu caráter (aspectos negativos e positivos);
  • O final de sua vida.

No final deste estudo há um apêndice com um formulário usado para fazer o estudo biográfico. Use-o para testar seu aprendizado.

D – MÉTODO DE ESTUDO DE LIVROS

Na medida em que desenvolver bem os outros métodos, você será capaz de começar a estudar a Bíblia por livros, pois este método de estudo é muito proveitoso e rico.

Ao estudar um livro da Bíblia, não o abandone até que você seja capaz de apresentar:

  • O autor – quem escreveu o livro e sob quais circunstâncias.
  • Os Destinatários – para quem o livro foi destinado originalmente.
  • O Motivo ou propósito do livro – porque ele foi escrito.
  • O Assunto principal – qual é o tema principal do livro.
  • Estilo Literário – Histórico? Poético? Doutrina? Profecia?
  • Um Esboço – uma divisão escrita dos capítulos e/ou temas do livro. Um esboço deve apresentar: O Autor, Os Destinatários, O Motivo ou Propósito do Livro, O Assunto Principal, e as Divisões do livro.

Leia o livro todo de uma só vez. Depois leia pelo menos mais três vezes, tomando notas de observação.

Existem diversos outros métodos de estudo da Bíblia, mas cremos que estes são os principais. Lembre-se que o propósito deste curso não é cobrir todos os pontos sobre o tema, mas fornecer ferramentas práticas de modo que você passe a estudar a Bíblia com maior proveito. Nosso objetivo é ensinar poucas coisas, mas que possam ser colocadas em prática regularmente.

No final deste estudo há um apêndice com um formulário usado para fazer o estudo de um livro. Use-o para testar seu aprendizado.

A seguir nós abordaremos uma direção prática para estudar a Palavra de Deus. Nós temos utilizado com sucesso estes métodos acima seguindo estas “linhas” do aprendizado bíblico. E cremos que você também será bem-sucedido ao colocar em prática estas diretrizes.

IV – DEZ LINHAS DO APRENDIZADO BÍBLICO

A Bíblia é um livro de conhecimento ilimitado. Ninguém neste mundo jamais conseguirá extrair todo o conhecimento e sabedoria que são encontrados na Bíblia. No entanto, nós devemos nos esforçar para ganhar o máximo possível do estudo da Palavra de Deus. Para tanto, nós definimos dez linhas de aprendizado da Bíblia. Estas linhas ou diretrizes foram definidas para sabermos o que estudar na Palavra de Deus, pois elas podem ajudar-nos a cobrir a maioria dos temas bíblicos principais. Pelo menos, com toda a certeza, elas lhe ajudarão a conhecer os assuntos essenciais para seu “crescimento em verdade” e que o ajudarão tremendamente em seu ministério.

A – A LINHA PANORÂMICA

  • Aborda as Escrituras ou parte dela num contexto global, como um todo.
  • Exemplos: Estuda o tema e conteúdo de cada livro da Bíblia, principais temas, personagens, autores, propósitos gerais da Bíblia, tipologia bíblica, etc.


B – A LINHA DISCRIMINATÓRIA

  • Aborda as Escrituras de uma maneira discriminatória, apontando e estabelecendo as diferenças aonde quer que elas existam.
  • Exemplos: Estudos sobre A Lei e a Graça, Os Cinco Julgamentos Divinos, A Velha e a Nova Aliança, A Habitação e o Revestimento do Espírito Santo, O Reino de Deus Hoje e Futuramente, Judeus e Gentios, Judeus e a Igreja, Gentios e a Igreja, Dispensações, Os Dois Adventos de Cristo, As Duas Ressurreições, Salvação e Recompensas, etc.

C – A LINHA PROFÉTICA

  • Aborda as Escrituras numa perspectiva profética, discernindo os tempos, as épocas e os eventos preditos por Deus para o cumprimento na história de Israel, das nações e da Igreja.
  • Exemplos: Profecias sobre Israel, as nações, Jesus, a Igreja; os Três “7” proféticos, as 70 semanas de Daniel, o Apocalipse, etc.

D – A LINHA DEVOCIONAL

  • Meditar na Palavra aplicando-a ao seu conhecimento pessoal de Deus.
  • Exemplos: Meditar na Palavra, conhecer a Deus através dos diversos relatos da Bíblia, etc.

E – A LINHA DOUTRINÁRIA

  • Aplicar os ensinamentos bíblicos aos diversos tópicos relacionados à nossa fé (o que cremos) e prática (o que fazemos) da verdade revelada de Deus.
  • Exemplos: a Tri-unidade de Deus, a Pessoa e a Obra de Jesus Cristo, o Espírito Santo, o homem, o pecado, a salvação, arrependimento, fé, batismos, imposição de mãos, a posição e o ministério das mulheres na igreja, os dons espirituais, a ceia do Senhor, santificação, casamento, sexo, criação de filhos, trabalho, contribuição, prosperidade, cura, libertação, quebra de maldições, etc.

F – A LINHA ECLESIÁSTICA

  • Estudar as Escrituras em relação ao que ela apresenta sobre a Igreja.
  • Exemplos: a natureza da Igreja, sua missão, funções, governo, destino, atividades, funcionamento, ministérios, crescimento, etc.

G – A LINHA MINISTERIAL

  • Aplica as Escrituras no estudo e treinamento, pessoal ou de outros, como preparação para o exercício ministerial em qualquer área.
  • Exemplos: Os cinco ministérios fundamentais, guerra espiritual, liderança, discipulado, o funcionamento do corpo, como ministrar às necessidades das pessoas, como se relacionar no corpo, expansão missionária, aconselhamento, treinamento de líderes, etc.

H – A LINHA EVANGELÍSTICA

  • Aplicar as Escrituras evangelisticamente, ou seja, em relação à pregação e ensino do Evangelho.
  • Exemplos: conhecer o Evangelho, pregação e testemunho, como os relatos dos Evangelhos (curas, milagres, etc.) podem ser aplicados evangelisticamente, etc.

I – A LINHA HISTÓRICA

  • Pesquisar e compreender a história, principalmente, da Igreja e de Israel, à luz da revelação bíblica.
  • Exemplos: uma visão panorâmica da história de Israel e da Igreja (nos tempos bíblicos, pós-bíblicos, e contemporâneo), etc.

J – A LINHA CRISTOCÊNTRICA

  • Interpretar e aplicar todo o contexto bíblico em relação à Pessoa e Obra de Cristo.
  • Exemplos: como Cristo é revelado em cada livro da Bíblia, o modelo que nos fornece para a vida e ministério, etc.

Este programa de treinamento não cobre todos estes assuntos, mas apenas uma parte deles. Lembre-se, porém, que nosso propósito não é dar-lhe todo o conhecimento, mas tão somente fornecer-lhe as ferramentas básicas para você crescer em graça e verdade.

Através deste curso, por exemplo, você obteve maiores conhecimentos sobre como estudar a Palavra de Deus. Agora você pode aplicar estes conhecimentos para estudar os temas que não são abordados neste programa.

V – FERRAMENTAS ADICIONAIS

Se você realmente quer dedicar-se ao ministério da pregação e ensino, esteja sempre se preparando e preparado para estudar e aprender, aprender e estudar…  Sempre mais! Portanto, você necessitará de alguns recursos adicionais que lhe ajudarão a compreender melhor a Palavra de Deus.

Aqui estão algumas dicas de ferramentas que você pode adquirir, se puder:

A – UMA BOA BÍBLIA DE ESTUDO

Existem algumas boas Bíblias de estudo em português:

  • Bíblia de Estudo Indutivo (Ed. Vida)
  • Bíblia Anotada (Mundo Cristão)
  • Bíblia Anotada por Scofield (Chamada da Meia-Noite)
  • Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)
  • Bíblia Shedd (Edições Vida Nova)
  • Bíblia Vida Nova (Edições Vida Nova)
  • Bíblia em Cores (Bom Pastor)

Nenhuma destas edições é completa e o melhor seria ter um exemplar de cada uma. Se o dinheiro não der, escolha aquela que oferecer mais recursos e/ou esteja mais próxima de suas aspirações como estudante da Bíblia.  

Ao escolher uma Bíblia de estudo, lembre-se do seguinte:

  • O verdadeiro valor de uma Bíblia de estudos está nas notas arqueológicas, históricas e culturais, e no significado original das palavras, não nas notas interpretativas ou homiléticas.
  • As notas interpretativas de uma Bíblia de estudo sempre seguirão a linha teológica-doutrinária de seus editores e publicadores. Isso, por si só, deve nos manter conscientes de que é possível encontrarmos notas que não refletem o verdadeiro ensino das Escrituras, mas tão somente a opinião do editor/publicador.
  • Não dependa demais das notas da Bíblia de estudo. Consulte-as somente depois de você ter estudado um assunto ou passagem bíblica por conta própria.

B – UM BOM COMENTÁRIO BÍBLICO

Existem diversos comentários bíblicos que nos ajudam a entender melhor algumas passagens bíblicas ou que lançam luz sobre questões que ainda não havíamos compreendido bem. Aqui também se encaixam as mesmas considerações que fizemos em relação a escolha de Bíblias de estudo.

C – DIVERSAS VERSÕES E TRADUÇÕES DA BÍBLIA

Uma grande ajuda pode ser obtida se você puder adquirir várias versões e traduções da Bíblia. Eu recomendo que você possua, pelo menos, um exemplar destas edições:

  • Revista e Atualizada – 2a Edição.
  • Revista e Corrigida.
  • Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
  • Nova Versão Internacional.

D – UM DICIONÁRIO EXPOSITIVO DE PALAVRAS

Este tipo de auxílio apresenta as palavras bíblicas no original e quais são os seus significados de acordo com a língua de origem, bem como o uso bíblico das mesmas.

E – UMA BOA CONCORDÂNCIA

Uma Concordância Bíblia é um dever para todo estudante da Bíblia. Nela você encontrará todas ou a maioria (dependendo do tipo e volume da concordância) das referências bíblicas relacionadas à uma determinada palavra. A Bíblia Thompson oferece uma excelente concordância temática.

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