ORAÇÃO

O Senhor mandou que Elias fosse para Querite e depois para Sarepta, para que se hospedasse num hotel de luxo? Não! Ele ordenou a esse profeta de Deus, a esse pregoeiro da justiça, que ficasse no lar de uma viúva pobre. E depois, no monte Carmelo, Elias fez uma oração que é uma obra-prima de concisão: “Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus, e que a ti fizeste retroceder o coração deles ” (1Rs 37.18 ).

O escritor E. M. Bounds está com razão quando afirma que só pode fazer uma oração curta e poderosa em público quem mantém uma longa e poderosa comunhão “em secreto ”.

A petição de Elias não foi no sentido de que os sacerdotes idólatras fossem destruídos, nem que caíssem do céu relâmpagos para aniquilar os rebeldes israelitas, mas, sim, que a glória e o poder de Deus se manifestassem ali.

Parece que nós estamos querendo ajudar Deus a resolver seus problemas. Foi o que fez Abraão, e até hoje a terra é amaldiçoada por essa loucura dele, com a presença de Ismael. Elias não fez o mesmo; ele procurou dificultar as coisas ao máximo para Deus.

Queria fogo do céu, mas ensopou o holocausto de água. Deus gosta de ver uma oração assim, com tal audácia. “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua p osses são” (Sl 2.8). Ó meus irmãos pastores, nossas orações, em grande parto, não passam de conselhos que estamos tentando dar a Deus. Elas são caracterizadas pelo egoísmo, pois nossas petições são em nosso favor ou de nossas denominações. Que Deus corrija isso em nós!

Nossa meta deve ser apenas Deus. É sua honra que está sendo conspurcada; é seu bendito Filho quem está sendo ignorado, suas leis que estão sendo transgredidas, seu nome profanado, seu Livro esquecido, e sua casa está-se tornando um círculo social.

O momento em que Deus precisa exercitar mais paciência com seus filhos é quando estes estão orando.

——– Leonard Ravenhill