Vozes de uma Pedra

Parece que nós estamos querendo ajudar Deus a resolver seus problemas. Foi o que fez Abraão, e até hoje a terra é amaldiçoada por essa loucura dele, com a presença de Ismael. Elias não fez o mesmo; ele procurou dificultar as coisas ao máximo para Deus. Queria fogo do céu, mas ensopou o holocausto de água. Deus gosta de ver uma oração assim, com tal audácia. “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua posses são” (Sl 2.8). Ó meus irmãos pastores, nossas orações, em grande parte, não passam de conselhos que estamos tentando dar a Deus. Elas são caracterizadas pelo egoísmo, pois nossas petições são em nosso favor ou de nossas denominações. Que Deus corrija isso em nós! Nossa meta deve ser apenas Deus. É sua honra que está sendo conspurcada; é seu bendito Filho quem está sendo ignorado, suas leis que estão sendo transgredidas, seu nome profanado, seu Livro esquecido, e sua casa está-se tornando um círculo social.

Leonard Ravenhill

Oração – Vozes de uma pedra

“ Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloquência, mais simpática sua aparência, nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração” . — E. M. Bounds.