APRENDENDO A CONFIAR SOMENTE EM JESUS CRISTO

ESTUDO Nº 02 APRENDENDO A CONFIAR SOMENTE EM JESUS CRISTO

INTRODUÇÃO:

        A Bíblia ensina que Deus, o Pai e Supremo Criador, enviou Seu Filho Jesus Cristo para ser o único em quem os homens podem e devem confiar para o perdão dos seus pecados e para receberem o presente da vida eterna. Jesus é o único caminho que nos conduz ao Pai.

        Portanto, todas as pessoas de qualquer país, raça ou nação, precisam aprender a confiar somente em Jesus Cristo e a confessá-lo como o seu único e suficiente Salvador e Senhor, renunciando, de uma vez por todas, os seus antigos valores em que apóiam a sua fé.

        LEIA EM SUA BÍBLIA OS TEXTOS INDICADOS, REFLITA SOBRE ELES E COMPLETE OS ESPAÇOS EM BRANCO:

I – JESUS É O SALVADOR PROMETIDO POR DEUS E ANUNCIADO PELOS ANJOS.

  • Mateus 1.21: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de ____________, porque ele _______________ o seu povo dos pecados deles”.
  • Leia também Mateus 1.18-23.

II – JESUS É A SOLUÇÃO QUE DEUS PREPAROU PARA A SALVAÇÃO DE TODO PECADOR.

  • João 1.29: “No dia seguinte, viu João a ____________ que vinha para ele, e disse: Eis o ___________________ ____ __________ que tira o _______________ do mundo”.
  • João 3.16:  “Porque _______ amou ao mundo de tal maneira que deu o seu  ________

___________ , para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida  ________”.

III – ALÉM DE JESUS, NÃO HÁ NENHUM OUTRO SALVADOR.

  •    Atos 4.11,12: “Este ________ é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a ___________ _____________. E não há _______________em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os __________, pelo qual importa que sejamos __________________”.

IV – JESUS É O ÚNICO CAMINHO QUE NOS CONDUZ AO PAI (CÉU).

  •    João 14.6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o ______________, e a _____________, e a

   ___________; ninguém vem ao ________ senão por mim”.

V – JESUS É O VERDADEIRO DEUS E A PRÓPRIA VIDA ETERNA.

  •    1 João 5.20: “Também sabemos que o _______ de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no ________________, em seu Filho, ________ _________. Este é o verdadeiro Deus e a ________ __________”.

VI – JESUS, O FILHO DE DEUS, É MAIOR QUE MOISÉS (LEI) E ELIAS (PROFETAS) E DEVEMOS OUVÍ-LO.

  •    Marcos 9.7: “A seguir, veio uma ________________ que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu ____________ ________________; a ele ouvi”.
  •    Leia ainda Marcos 9.2-8.

VII – O CRISTÃO NÃO PODE QUERER JUSTIFICAR-SE PELA LEI.

  •    Gálatas 5.4: “De __________ vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na _____; da graça decaístes”.

VIII – PRECISAMOS CRER EM JESUS E CONFESSÁ-LO COMO NOSSO SENHOR PARA A NOSSA SALVAÇÃO, E PERMANECER CRENDO NELE ATÉ O FIM.

  •    Romanos 10.9,10: “Se, com a tua boca, ________________ Jesus como ___________ e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás ___________. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se ______________________a respeito da salvação”.
  •    Mateus 10.22b: “…aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será   __________”.
  •    Hebreus 10.39: “Nós, porém, não somos dos que ________________________ para a perdição; somos, entretanto, da _________, para a conservação da ______________”.

CONCLUSÃO:

        Confiamos mais em uma pessoa à medida em que a conhecemos melhor. O apóstolo Paulo teve um conhecimento profundo de Jesus Cristo como o Filho de Deus, e como o próprio Deus. Por isso declarou: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para conseguir Cristo”. (Filipenses 3.7,8).

        Devemos, pois, abandonar tudo em que confiávamos antes (ídolos, doutrinas, filosofias, ideologias, santos protetores, boas obras, etc…), e confiar somente em Jesus Cristo para a nossa salvação.

  • ORAÇÃO:

        Faça, agora, uma oração renunciando todas as coisas em que você confiava e confesse a Jesus Cristo como o seu único Salvador e Senhor (em voz alta).

  • VERSÍCULO PARA DECORAR:

“Respondeu-lhe  Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

João 14.6

CURSO BÁSICO DE DISCIPULADO CRISTÃO

ESTUDO Nº 01 – VOCÊ PODE TER A CERTEZA DA VIDA ETERNA

INTRODUÇÃO:

       Hoje você vai recordar e firmar a sua fé no ensino das Escrituras a respeito de como você pode ter a certeza da vida eterna.

       As perguntas abaixo lhe são familiares. Você já as ouviu antes. Qual a resposta que você daria a elas hoje? Leia-as e responda: “Se você morresse hoje, tem a certeza de que iria para o céu?”______________________________________________________________________.

“Se Deus lhe perguntasse: ‘Por quê você acha que EU devo deixá-lo entrar no meu céu?’ O que você responderia para Ele?”  ________________________________________________

__________________________________________________________________________.

        As suas respostas lhe dão a segurança de que você já possui a vida eterna e de que Deus o receberá no céu?

        O propósito deste estudo é dar-lhe a certeza absoluta de que você já possui o céu por herança, porque já recebeu o presente da vida eterna, quando confiou somente em Jesus Cristo para sua salvação.

        Veja, agora, as maravilhosas verdades da Palavra de Deus; firme-se nelas e alegre-se por sua herança em Cristo.

I – COMO PODEMOS SABER QUE TEMOS A VIDA ETERNA?

         Leia 1 João 5.10-13. Este texto declara que:

Aquele que crê no Filho de Deus, que é Jesus, tem, em si mesmo, o testemunho de que Deus lhe deu a vida eterna.

A vida eterna está em seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Quem tem o Filho de Deus, tem a vida eterna. Ao recebermos a Pessoa de Jesus Cristo em nosso coração, recebemos nEle a Vida Eterna.

A Bíblia foi escrita para que todos os que crêem em o nome de Jesus saibam que já possuem a vida eterna.

II – A VIDA ETERNA (CÉU) É UM PRESENTE QUE DEUS NOS DÁ EM JESUS.

        Leia João 3.14-16,36; Romanos 3.23; 2 Coríntios 10.4-5; João 14.6.

        Estes textos revelam que:

  1. Todos nós somos pecadores e perdemos a glória de Deus. Por isso estamos na condição de réus ao juízo eterno. Nessa  condição não merecemos, nem podemos adquirir a vida eterna, por nosso próprio esforço ou trabalho. Muitas pessoas têm-se apoiado em bases falsas do seu próprio pensamento: religiosidade, crença em falsos deuses, idolatria, merecimento por obras, reencarnação, ideologias, etc…, que a Bíblia declara serem verdadeiras fortalezas que precisam ser destruídas, sofismas e altivez que se levantam contra o conhecimento de Deus. Todo pensamento humano deve ser cativo à obediência de Cristo, isto é, a confiar somente em Jesus e a confessá-lo como seu único Salvador e Senhor.
  • Jesus Cristo, o Filho de Deus, é a solução que o próprio Deus providenciou para a salvação de todos os homens. Por quê e para quê Jesus veio ao mundo?
    • Jesus Cristo veio ao mundo porque Deus nos ama – Romanos 5.8.
    • Jesus Cristo veio para dar a Sua vida por nós e nos salvar. Com o seu sangue pagou o nosso resgate – 1 Pedro 1.18,19.
  • A vida eterna é dada gratuitamente a todo aquele que crê em Jesus como o Filho de Deus e o recebe como o seu Salvador e Senhor. Quem tem Jesus, o Filho de Deus, tem a própria Vida Eterna. E Jesus é o único caminho que nos conduz ao Pai (Céu)

III – O PRÓPRIO SENHOR JESUS CONFIRMA QUE AQUELE QUE NELE CRÊ    TEM A  VIDA ETERNA.

        Leia João 6.40,47.

        Nestes versículos Jesus declara que a vontade do Pai (Deus) “é que todo homem que vir o Filho e nEle crer, tenha a vida eterna”, e que você, que crê nEle, tem a vida eterna.

        E a palavra de Jesus merece confiança!

CONCLUSÃO:

  •    Você pode dizer com toda segurança: “Eu tenho a vida eterna porque eu a recebi como um presente de Deus. Isto aconteceu quando eu deixei de confiar em mim mesmo e nos meus esforços e passei a confiar somente em Jesus Cristo para a vida eterna”?
  •    Recorde e estude a oração de posse da vida eterna: “Senhor Jesus, eu venho a ti agora. Reconheço que sou um(a) pecador(a) e que não posso me salvar. Estou arrependido(a) dos meus pecados e confesso a ti somente como o meu Salvador e Senhor. Creio que tu és o Filho de Deus, que morreste por mim, que ressuscitaste e subiste ao Céu e foste preparar um lugar para mim. Pela fé eu recebo agora o presente da vida eterna. E em gratidão, quero viver, de hoje em diante, para te servir e te agradar aqui e na eternidade. Amém!”
  •    Coloque as palavras no lugar certo (receberá, mim, certeza, confiei):

“Se eu morrer hoje, eu tenho a _____________ de que Deus me _________________ no Céu, porque eu _________________  no que Jesus Cristo fez por  ____________.”

  •    Ore a Deus todos os dias agradecendo por Ele ter enviado o Seu Filho Jesus Cristo para ser o seu Salvador, e por lhe ter dado o presente da Vida Eterna.
  • VERSÍCULO PARA DECORAR:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.”

João 6.47

PLANEJAMENTO DA CÉLULA

Cremos que o desejo do Senhor é que nos organizemos para multiplicar. Daí surge uma pergunta: Por que alguns não conseguem se organizar e avançar? Se uma pessoa não consegue organizar pequenas coisas, também não consegue organizar outras tantas que são tão importantes quanto chegar no horário, ler um livro até o final ou começar um curso de inglês e terminar. Jesus nos ensina em Lucas que aquele que começa um projeto e não termina está sujeito a sofrer gozações e chacotas. “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar” (Lc 14.28-30). Se não organizarmos a visão, vamos multiplicar desorganizações e colheremos catástrofes.

  1. O QUE É PLANEJAMENTO?

Planejamento é uma das responsabilidades do Líder da Célula e consiste em exercer uma função administrativa que determina antecipadamente quais são os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los. É uma criação de cenários que imaginamos acerca do futuro, nos quais estabelecemos quais recursos utilizaremos para alcançar nossas metas, qual é nossa missão etc., ou seja, de uma forma bem simples é “pensar antes de fazer”.

  • QUAIS VANTAGENS DE SE PLANEJAR?

Podemos citar inúmeros benefícios da utilização do planejamento como ferramenta estratégica para as células, por exemplo:

  • Utilização eficiente dos talentos da célula, potencializando a geração de novos líderes;
  • Mensuração de resultados;
  • Direção para o cumprimento do propósito da célula, que é a multiplicação;
  • Manutenção do foco sob a visão, entre outros.
  • POR QUE PLANEJAR?

Um dos grandes Adoradores da Bíblia foi o Rei Davi (Salmos 34.3).Segundo Davi, tudo aquilo que fizermos com excelência, zelo, capricho e, sobretudo, que cooperar para a exaltação do nome do nosso Pai é um ato de adoração. Alguns anos mais tarde, o Apóstolo Paulo confirma-nos esse estilo de vida na carta à Igreja de Colossos: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens…” (Colossenses 3:23). Podemos justificar a importância do planejamento à luz de razões espirituais e práticas, como descrito a seguir:

  • Razões Espirituais

Deus não abençoa na desorganização: Deus organizou a multidão. Deus organizou as multidões para que os milagres acontecessem. Organizou em grupos de 12 (Lc 6.12) e em grupos de 100 (Lc 15.3-7). Muita coisa você não conseguiu porque não se organizou. Quem quiser ver milagres, prodígios e maravilhas, faça o que Jesus ensina: organize-se. Havia uma multidão que estava ouvindo sua ministração há muito tempo, então Jesus disse: “deem-lhe de comer”. Os discípulos questionaram porque não tinham dinheiro. Jesus mandou que todos se organizassem em grupos de 50 e 100 e veio o milagre da multiplicação dos pães. Todos comeram e se fartaram, ainda sobejaram doze cestos cheios. Na desorganização não tem provisão, alimento, sucesso, só gente sem senso de direção. Quando organizamos, o povo se alimenta e se farta, nunca falta.

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar” (Lc 14.28-30)

  • Razões Práticas

O atual cenário econômico mundial, com economias globalizadas e competição crescente, confirma-nos que as Organizações que não se conhecem e não definem um caminho a seguir, possuem curto prazo de existência. Para os empresários é cada vez mais imperativo um forte posicionamento estratégico e arrojadas ações para manter seus níveis de distribuição e vendas sadios. Podemos citar como características desse cenário: Competição crescente; Forte exigência por qualidade; Redução sistemática nas margens de lucro; Pressão por resultados financeiros; Necessidade de atualização tecnológica; Cenário político e econômico instável.

Uma ilustração muito atual desse contexto é a velocidade com que a tecnologia da informação tem transformado nossos hábitos e cotidiano. Tínhamos dificuldade em comunicarmos com pessoas fora do nosso país, com a introdução do computador isto tornou-se mais fácil usando ICQ, MSN, Skype e as redes sociais tais como o Orkut e Facebook e outros que revolucionaram a comunicação mundial e trouxeram a globalização ao alcance de todos nós.

  • POR QUE TEMOS TANTA RESISTÊNCIA EM PLANEJAR? 

Caráter, disse um sábio uma vez, é o modo como agimos quando ninguém está olhando. Caráter não é o que já fizemos, mas aquilo que somos. Um caráter íntegro se revela, diariamente, de muitas maneiras:

  • Um homem faz o propósito de levantar mais cedo todas as manhãs para correr em volta do quarteirão. Isso é disciplina.
  • Uma professora pacientemente investe num aluno desatento e descobre que é um escritor talentoso. Isso é visão.
  • Um universitário já vencido pelas provas e monografias pensa em desistir, mas decide continuar e estudar. Isso é persistência.
  • Um caráter marcado pelo amor, significa apenas e tão somente que desejamos ser amados. Esperamos que as pessoas nos admirem e nos tratem com carinho. Nesse caso procuramos também fazer o mesmo com elas. Entretanto, as pessoas de caráter vão além do afeto superficial. Elas se empenham na difícil tarefa de amar. O amor, diz o apóstolo Paulo, é o traço mais importante do caráter cristão (ICo 13.13) e provavelmente o menos compreendido. Contudo, é extremamente difícil aprender a amar, a menos que tenhamos também os outros atributos do caráter: a disciplina para tomar decisões e levá-las a termo; a visão para enxergar o futuro distante e perscrutar o coração das pessoas e a persistência para continuar, a despeito do escárnio, da inquietação ou do simples tédio.
  • COMO PLANEJAR?

Como assentar no banco? Após criar o seu banco, é preciso assentar nele. Mas como? É preciso aperfeiçoar seus planos! Estabelecer planos é criar metas, mas aperfeiçoar planos é gerir. E o que é gerir? O que é gestão?

  • Planejar: fixar objetivos;
  • Organizar e alocar recursos: financeiros, tecnológicos e pessoas;
  • Liderar: comunicar, dirigir e motivar as pessoas;
  • Negociar;
  • Controlar: mensurar e avaliar;
  • Analisar: conhecer os problemas;
  • Solucionar problemas;
  • Decidir e agir (rapidamente e com precisão);

A gestão é bíblica: é possível encontrar ensinamentos sobre gestão em diversos livros (Lucas 14: 28-30; Mateus 25: 14-28; Provérbios 27: 23; Romanos 12: 8; l Pedro 5: 2-4). John Maxwell em seu livro as “17 Leis do Trabalho em Equipe” salienta que “Se uma equipe deseja alcançar suas metas, ela precisa saber como está a sua situação atual. O PLACAR é essencial. Nenhuma equipe pode ignorar a realidade da sua situação e ganhar”. Veja a título de exemplo: Meta da célula: multiplicar uma vez por ano uma célula saudável. Diante dessa meta, devemos observar que para alcançarmos esse objetivo nossa célula precisa de:

  • Data definida;
    • Novo Líder;
    • Novos membros;
    • Novo anfitrião.
  • PLANEJANDO AS REUNIÕES DE CÉLULA

A sua reunião precisa ser alegre e descontraída. O foco precisa estar voltado para a comunhão. É preciso que todos se sintam seguros para compartilhar da fé em Jesus Cristo. A reunião de planejamento é específica para os membros da célula que são crentes, a ideia não é levar convidados. Por quê? Porque na reunião de planejamento são dadas algumas recomendações que devem ser colocadas em prática nas reuniões da célula. A reunião de planejamento consiste em:

  • Planejar e estabelecer a data da próxima multiplicação da célula;
  • Avaliar as reuniões da célula;
  • Planejar as próximas reuniões da célula, os eventos evangelísticos e de comunhão;
  • Distribuir tarefas e delegar responsabilidades;
  • Acompanhar as anotações feitas no Diário da Célula;
  • Encorajar e desafiar os membros para que tragam seus convidados à célula;
  • Acompanhar e colocar em prática o planejamento da próxima multiplicação;
  • Avaliar o acompanhamento e o preparo do líder em treinamento.

Há alguns fatores que devem ser considerados no momento de planejar:

  • Uma boa reunião de planejamento dará como resultado uma boa reunião de célula;
  • Uma boa reunião de planejamento ajudará a preparar os eventos agendados, facilitando assim a preparação para a multiplicação.

A Reunião de planejamento é:

  • Uma reunião de trabalho;
  • Uma reunião de avaliação;
  • Uma reunião de distribuir e cobrar tarefas.

OS ESTÁGIOS DA VIDA DE UMA CÉLULA

  • Estágio da descoberta – Lua-de-mel

A princípio, toda célula humana se parece com uma bolha de protoplasma. As partes individualizadas são quase indistinguíveis. Grupos pequenos seguem um padrão parecido. Inicialmente, os membros ficam olhando um para o outro e o primeiro estágio da célula é destinado a que os membros possam se conhecer uns aos outros.

Nesse estágio devemos destacar e valorizar a amizade e os interesses em comum.

  • Estágio da transição – Etapa dos conflitos

Como na célula humana, os cromossomos se dispõem lado a lado, mas de forma desorganizada. Na célula do corpo de Cristo os membros da célula tiram suas máscaras durante este estágio, eles se veem como realmente são; isso dura cerca de um mês. Pode ser que alguém fale demais, ou seja, é insensível ao extremo, enquanto outro deseja ser sempre o centro das atenções. Aí serão necessários alguns ajustes e, como resultado, as pessoas aprenderão a confiar umas nas outras a ponto de deixarem de lado suas diferenças.

  • Estágio da comunidade

Em uma célula humana os cromossomos que antes flutuavam livremente de repente começam a formar uma linha no meio da célula. No corpo de Cristo, os irmãos passam a se conhecer mais, aumentando sua expressão de comunhão, isso produzirá enriquecimento, mas também poderá gerar algum perigo. Podem querer “fechar o grupo”, preferindo não se importar com a chegada de outros. Isso não deve acontecer.

  • Estágio do ministério

Os filamentos de cromossomos começam a alinhar-se em posições leste-oeste, preparando-se para o lançamento e fazendo uma reprodução exata de si mesmos. Na célula, esta é a hora para desenvolvermos o potencial de cada membro. É hora de distribuir tarefas e focar no evangelismo e na consolidação de novos membros. O líder deve acompanhar bem de perto o líder em treinamento para que sua liderança cresça a cada dia.

  • Estágio da partida

Enquanto a célula se prepara para dar à luz uma célula idêntica, os cromossomos se preparam e se dividem – multiplicam-se. Em uma célula, líderes novos são levantados e treinados para liderar uma célula, enquanto novos membros se juntam ao grupo. Quando o grupo se torna grande suficientemente, ocorre a multiplicação.

DISCIPULADO – UMA DISPOSIÇÃO DO CORAÇÃO

DISCIPULADO – UMA DISPOSIÇÃO DO CORAÇÃO

O mandamento  do Senhor Jesus para nós é de ir e fazer discípulos. Todos (as) são chamados a participarem desta tarefa, que não é um dom especial, e sim um mandamento. Diante desse mandamento, todos os que creem em Cristo não tem outra opção senão obedecer. O caráter do seguidor de Jesus é testado pela obediência aos Seus mandamentos, e o fazer discípulos é, sem dúvida, a maior implicação da obra de Cristo pós-Calvário

  • Mt 28.18 – 20 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Ensinar a obedecer: discipulado. A igreja existe para educar e edificar o povo de Deus. Em seu sentido literal Mt 28.19 quer dizer: “indo, batizando e ensinado”. Estes três aspectos são os elementos essenciais no processo de formar discípulos de Jesus. Ensino e obediência estão intimamente ligados (Ef 4.12-13; Cl 1.28).

AUTORIDADE

exousia

Esta palavra grega nos fala de: poder de escolha liberdade de fazer como se quer.

É como se estivéssemos recebendo uma licença ou permissão acompanhada com as ferramentas necessárias (poder físico e mental). No contexto deste versículo esta habilidade não é teórica, não fica apenas no discurso é uma habilidade ou força com a qual alguém é dotado, que possui ou exercita.

Recebemos de Jesus o poder da autoridade (influência) e do direito (privilégio), o poder de reger ou governar (o poder de alguém de quem a vontade e as ordens devem ser obedecidas pelos outros)

FAÇAM DISCÍPULOS       

matheteuo

Esta palavra grega nos esclarece da grande responsabilidade confiada a nós. Ela nos ensina que para fazer discípulos precisamos ser discípulo de alguém, seguir seus preceitos e instruções.

Para fazer discípulos temos que nos tornar discípulos e depois estaremos aptos a ensinar e instruir outros

O QUE É O DISCIPULADO?

  • É o relacionamento entre um mestre e um aluno baseado no modelo que é Cristo. Por ele o mestre reproduz no aluno a plenitude da vida que há em Cristo, capacitando o aluno a treinar outros para que também ensinem novos discípulos

Toda célula deve crescer mais calorosa através do companheirismo, mais profunda através do discipulado, mais forte através da adoração e mais numerosa através do evangelismo

Antes de começarmos nossa aventura por alguns detalhes deste universo das células, pequenos grupos ou qualquer outra nomenclatura que preferir, gostaria de compartilhar algo a respeito do discipulado. Creio que esta palavra discipulado contém segredos que são entendidos quando sabemos seu significado e colocamos em prática.

O discipulado é o fator mais importante e decisivo para o ministério celular e para as pessoas que o compõe.

Sem um discipulado cristocêntrico as pessoas terão dificuldades em percorrer o caminho da maturidade, de terem uma vida espiritual vitoriosa pautada na pratica das disciplinas espirituais e não crescerão em todos os sentidos. O discipulado, sério, elimina os ruídos na comunicação dos ensinamentos bíblicos.

No discipulado as pessoas desenvolvem hábitos de crescimento espiritual. Hábitos ou disciplinas espirituais promovem o crescimento espiritual. Quem não desenvolve bons hábitos terá maus hábitos. Por outro lado, hábitos devem ser desfrutados e não suportados. São quatro hábitos fundamentais, os quais fazem nascer outras pessoas em Cristo. Jesus nos ensinou que estes hábitos fundamentais definem o discipulado: um discípulos segue a Palavra de Deus (Jo 8.31-32), ora e dá frutos (Jo 15:7-8), não é possuído por seus bens (Lc 14.33) e expressa seu amor para com os outros (Jo 13.34-35). Não é possível falar de caráter sem falar de hábitos.

Analisando o desenvolvimento e crescimento de várias Igrejas que possuem a prática do discipulado e tendo como referência a Igreja primitiva (At 2.42-47),  observa-se que seus membros, tanto os neófitos, quanto os “tradicionais” são acompanhados e instruídos pela prática do discipulado levando-os a maturidade espiritual e a responsabilidade com seus atos sociais e espirituais. De acordo com esta constatação, podemos afirmar que existindo a prática do discipulado a Igreja cresce quantitativamente e qualitativamente.

Quando não há discipulado cria-se, o que pode ser chamado de um “descaso” com as reais necessidades que as pessoas têm ao serem alcançadas por Cristo, retardando o crescimento, desenvolvimento e colocando em risco o futuro destas vidas, por não receberem um alimento adequado.

A consequência disto é desnutrição espiritual, é o gerar pessoas sem profundidade, sem intimidade com o Espírito Santo, com a Palavra de Deus, pessoas que andam segundo as circunstancias, pessoas autônomas que não se sujeitam a nenhum tipo de orientação ou liderança. O Discipulado é tão importante na vida dos membros da igreja local porque defini a verdadeira identidade de embaixadores de Cristo.

Keith Phillips diz, no livro a “Formação de um Discípulo”: …a premissa de que o desenvolvimento do caráter é mais importante do que o desenvolvimento de técnicas. Você tem de ser a pessoa de Deus’ escreve ele, ‘antes de poder realizar a obra de Deus. Básica para tal procedimento é a necessidade de se morrer para o egocentrismo, afim de que Cristo tenha reinado indisputavelmente no coração. (1999, p. 6).

Segundo o Ph.D. Russel Norman Champlin, na declaração doutrinária da palavra discípulo diz:

A palavra discípulo está relacionada à idéia de disciplina. Isso é muito instrutivo, porque, acima de tudo, dos verdadeiros discípulos requer-se disciplina. Jesus não chamava homens meramente para que O seguissem. Ele exigia que eles renunciassem a tudo. Isso é assim, porque o discípulo envolve questões de vida e morte, porquanto o alvo do mesmo é a vida eterna”. A própria vida cristã é uma disciplina. Quando os homens a reduzem a algo menos do que isso, o cristianismo deixa de ser religião que foi fundada por Jesus. É possível a existência de uma sociedade religiosa na qual as pessoas se reúnem e desfrutem da companhia uma das outras, e até mesmo cumprem algumas boas obras, sem reterem a verdadeira natureza de uma verdadeiro discipulado. (2001, p. 180).

Keith Phillips escreve:

O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem o aluno a plenitude da vida que tem em Cristo, que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem outros. (1999, p. 16).

Discipular uma pessoa significa dedicar-se a ela sem limites para Gloria de Deus. É imputar o caráter de Cristo Jesus através do testemunho vivo na vida do discipulador. Significa trabalhar duro para que os Sonhos de Deus, as promessas de Deus aconteçam na vida do discípulo. O discipulador tem um papel fundamental no discipulado, é ele quem gerará no coração do discípulo, através da Palavra de Deus a importância da oração, da leitura da Palavra, do Jejum, da Família, do relacionamento conjugal, da criação dos filhos, do seu comportamento em relação a sua vida profissional, seu compromisso com a visão da sua igreja local.

Em um Sermão pregado na manhã da primeira visita do Dr. Lloyd-Jones à Capela de Westminster, no dia 29 de dezembro de 1935; e anteriormente, em Sandfields., ele fala sobre o Verdadeiro Discipulado Cristão[1]:

Certamente não há nada mais notável, na leitura da história da vida de nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos, do que observar a forma como Ele sempre quis Se certificar que homens e mulheres não O seguissem motivados por uma razão errada. Vocês podem encontrá-lo constantemente parando e perguntando a homens e mulheres se O estavam seguindo pela razão certa. Ele parecia preocupado em não atrair aqueles que não tinham se apropriado do que era certo e verdadeiro. Não há maior paródia da vida de Cristo do que declarar que nosso bendito Senhor, no fim de Sua vida, ficou decepcionado quando Se viu abandonado por seus amigos; que Seu coração se partiu porque Ele nunca imaginara tal deserção, e que ela O surpreendeu. Não há nada mais falso, à luz do quadro que o Novo Testamento dá de Jesus. Lemos que nosso Senhor estava ciente dessa possibilidade desde o princípio e até mesmo a predisse. Ele Se esforçava constantemente para examinar Seus seguidores porque sabia com certeza o que iria acontecer no fim. Todos lembramos as maravilhosas palavras do Senhor no fim do sermão do Monte: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: nunca vos conheci apartai-vos de mim”. Eles pensavam que tudo estava bem; mas naquele dia descobrirão que estavam errados. Lembramos também da parábola da casa edificada sobre a rocha e da que foi edificada sobre a areia: “Prestem atenção como vocês escutam!” diz o Senhor. “Examinem-se e esquadrinhem-se a si mesmos”. Também lembramos da parábola do semeador, em que nosso Senhor parece estabelecer, como um princípio fundamental, que dentre todos os que O seguem, somente vinte e cinco por cento realmente têm apreendido a verdade. Quero também chamar a sua atenção para a parábola da rede que recolheu um certo número de peixes de toda qualidade — alguns bons, e outros maus —realçando a grande diferenciação entre as pessoas. Mas talvez a ilustração mais perfeita desse princípio pode se encontrada em um dos três quadros apresentados no fim do nono capitulo do Evangelho de Lucas. Vocês por certo se lembram do jovem que veio a Jesus dizendo: “Senhor ,eu te seguirei onde quer que fores”. Talvez acrescentando: “não sei quanto a essas outras pessoas, porém eu estou do Teu lado”. “Certamente”, alguém dirá, “esse é o tipo de homem que a Igreja de Deus está buscando hoje em dia. Certamente nosso Senhor o recebeu de braços abertos!” Mas foi a esse homem que Jesus disse: “As raposas tem covis e as aves do céu ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Cristo Se volta para esse zelote, e diz: “Você esta cheio de zelo, entusiasmo e êxtase, mas realmente entende o que significa Me seguir? Significa ostracismo, e talvez renúncia às coisas que mais valoriza na vida. Certifique-se de que sabe exatamente o que significa discipulado cristão”. Ao ler os Evangelhos, vocês verão que nosso Senhor estava constantemente advertindo as pessoas, e esclarecendo que havia a possibilidade de alguém segui-lO motivado por uma razão errada ou espúria.

Os escritores das Epístolas reiteraram a mesma mensagem, inculcando-a nos cristãos da Igreja Primitiva.

Não seria bom que examinássemos a nós mesmos, fazendo a mesma pergunta, ou seja, se O estamos seguindo motivados por uma razão certa ou errada? Por que estamos seguindo a Jesus? Qual é o significado exato que vemos em nossa ligação com a igreja que freqüentamos? Essa é a pergunta que eu gostaria de examinar com vocês à luz deste texto. Sempre achei que este capítulo (João 6) é um exemplo clássico de todo esse assunto. O evangelista, sob inspiração divina, parece ter reunido neste capítulo a maior das razões falsas ou espúrias pelas quais homens se contentam em seguir a Cristo : todas estão agrupadas aqui. Observe a divisão do texto.

“Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás”. Por outro lado os doze permaneceram. Aqui está a divisão — os muitos que voltaram atrás e os poucos que permaneceram. Muitos O tinham seguido pela razão errada. Poucos O seguiram e O acompanharam motivados pela razão certa e verdadeira.

Vamos examinar, antes de tudo, algumas das razões erradas pelas quais homens seguem a Jesus Cristo. Existem pessoas que se unem a uma igreja pela simples razão que muitos outros estão fazendo a mesma coisa. Vemos claramente no Novo Testamento, bem como na história subseqüente da Igreja Cristã, uma vasta expressão de psicologia das massas. Há pessoas que sempre estão prontas a se unirem a uma multidão, e sempre ficam fascinadas por aquilo que todos os demais parecem estar fazendo. Há pessoas que estão numa igreja pela simples razão que alguém as levou ou então viram outras pessoas indo a essa igreja. Nunca perguntaram a si mesmas: “Porque estou na igreja?” Parece ser a coisa certa a fazer: os pais e os avós fizeram isso; é uma tradição em sua localidade; outros fazem isso, e, portanto, elas também fazem. Há pessoas que simplesmente “nadam com a corrente”. Fazem algo porque outras pessoas estão fazendo aquilo. Deus permita que nenhum de nós nesta igreja irrefletidamente, sem jamais ter considerado o significado de ser membro de igreja, e o que está envolvido. Houve muitos que seguiram o Senhor simplesmente porque viram que as multidões O rodeavam. Que o Senhor nos liberte de ser parte desse grupo!

Outra razão foi mencionada pelo Senhor no versículo 26: “Na verdade na verdade vos digo que me buscais, não pelo sinais que vistes, mas porque comeste do pão, e vos saciaste”. Que Ele quis dizer com isso? Ele estava sugerindo que essas pessoas tinham uma razão puramente mercenária e materialista para segui-lO. Vieram correndo após o Senhor, e aparentemente O estavam adorando; mas não estavam realmente interessadas no aspecto espiritual, no divino e no sobrenatural. Por que O seguiram? Porque receberam dEle aquilo que as atraía — os pães. Estavam ansiosas por alimento, e por essa razão egoísta é que seguiram a Jesus, porque receberam dEle aquilo que desejavam. Não sei se esta razão é uma razão muito comum para que as pessoas se unam à Igreja, pois a religião não é tão popular hoje em dia como era no passado; porém temos que concordar que talvez a verdadeira tragédia era que os homens tinham a tendência de se unirem à Igreja porque ela lhes dava posição, reputação, poder e influência. Infelizmente muitos há que se uniram à Igreja pelo motivo que isso beneficiaria seus negócios ou sua profissão; fizeram uso da Igreja para o avanço de seus interesses ou desejos pessoais. São as pessoas que seguem a Cristo porque desejam comer do pão que Ele dá, porque querem se satisfazer. Talvez devêssemos incluir nesta categoria aqueles que seguem a Cristo porque estão interessados na doutrina do perdão dos pecados, e porque querem tirar proveito da Sua cruz; eles não querem sofrer o castigo eterno; não gostam da noção do inferno. Cristo anuncia perdão dos pecados, e eles O seguem, não porque desejam santidade ou porque realmente O amam, mas só porque temem o inferno e estão com medo do castigo eterno. Esta são as pessoas que tornam até mesmo a cruz de Cristo em mercadoria, e a usam como um manto para cobrir seus pecados. Usam a cruz para o proveito dos seus próprios desejos pessoais e mercenários. Seguem a Cristo somente para os seus próprios fins, e não porque Ele é o Filho de Deus e o Salvador do mundo.

E então, no versículo 2 deste capítulo, encontramos outra coisa muito interessante: “E grande multidão o seguia; porque via os sinais que operava sobre os enfermos”. Ora, este é um tipo de pessoa muito interessante, e que encontramos com freqüência nas páginas do Novo Testamento. Temos uma descrição do mesmo tipo de pessoa no segundo capítulo: “E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos vendo os sinais que fazia, creram no seu nome” (João 2:23). Este grupo dos que estão preocupados com os aspectos externos da região parece ser bem grande na época atual. São as pessoas que estão interessadas no fenômeno da religião parece ser bem grande na época atual. São as pessoas que estão interessadas no fenômeno da religião; elas seguem a Jesus porque vêem os milagres que Eles realiza. O poder miraculoso de Cristo as atrai. Se há manifestação de poder sobrenatural, elas sempre estão lá. São atraídas pelo fenômeno da religião, e não pela verdade da religião. Nosso Senhor Jesus Cristo realizou muitos milagres; e Ele o fez deliberadamente. Seu alvo e propósito ao realizar milagres foi manifestar o Seu poder. Todavia, notamos algo interessante. Ele não confia naqueles que estão mais interessados nos milagres do que nEle mesmo ou naqueles que estão mais interessados no fenômeno do que no poder. Jesus Cristo, pela graça de Deus, ainda opera milagres neste mundo pecaminoso, e ainda transforma a vida das pessoas. Ainda existem fenômenos gloriosos em conexão com o reino de Deus em Cristo Jesus. Mas Cristo, o Filho de Deus, não veio à terra simplesmente para realizar milagres ou fazer obras maravilhosas, e assim manifestar o Seu poder; e nem veio apenas para mudar nossas vidas; Ele veio, antes de tudo, para purificar para Si um povo Seu especial, zeloso de boas obras. Ele veio para reconciliar os homens com Deus, e para nos levar ao conhecimento da verdade. Devemos nos precaver de segui-lO simplesmente porque estamos mais interessados no fenômeno do que na verdade em si.

E isso me traz ao último grupo, que é encontrado nos versículos 14 e 15, onde lemos: “Vendo pois aqueles homens o milagre que se Jesus tinha feito, diziam: este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo pois Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte”. Temos aqui um grupo muito interessante de pessoas, que O seguem porque estão completamente enganadas a respeito de Cristo e de Sua mensagem. Qual foi o milagre que tinham visto? Foi o dos cinco mil sendo alimentados. Essas pessoas, de acordo com o contexto, tinham seguido o Senhor por alguns dias ou talvez semanas. Tinham ouvido as Suas Palavras; mas foi somente quando viram o milagre que disseram: “Este é o Messias. Este é o profeta que havia de vir”. Então lemos que conspiraram entre si e concordaram que deviam se aproximar dEle e levá-lO à força para Jerusalém, a fim de O proclamarem rei. Jesus, porém, percebeu sua intenções e Se retirou para um monte, permanecendo ali sozinho. Aqueles judeus tinham uma concepção política do reino de Deus. Pensavam no Messias como um libertador político, como alguém que os libertaria da escravidão de Roma e Se estabeleceria como rei em Jerusalém, onde reinaria supremo sobre todos os Seus inimigos e sobre o mundo todo. E esses homens se aproximaram dEle com essa idéia em suas mentes; mas Ele os repeliu. E aqueles homens acabaram sendo parte do grupo que se afastou dEle. Quantos, ainda hoje, pensam em Jesus como um revolucionário político, ou um reformador social! Quantos ainda hoje pensam no reino de Deus como sendo primeiramente secular e político! Quantas pessoas pensam que uma das funções principais da Igreja é tratar da condição social do mundo, e assumir o seu lugar nos vários setores e níveis da vida humana, e decidir as grandes questões relacionadas com a indústria e a política e assuntos internacionais! Quantas pessoas ainda pensam em Cristo como um reformador social ou agitador político! E quantas outras pensam nEle como o pálido Galileu que mantém os homens à distância, e que é refinado demais até para tocar no mundo. Há os que pensam nEle como o grande Artista, ou o grande Asceta ou o incomparável Filósofo. Há os que se aproximam da Bíblia como se fosse apenas uma coletânea de jóias literárias. Se tirássemos todos esses grupos da Igreja, eu me pergunto quantos restariam! Receio que esse “muitos” assumiria proporções alarmantes!

Creio que não preciso me justificar se lhes fizer a pergunta: “Vocês seguem a Cristo? Já se defrontaram com esta pergunta? Já encararam estas possibilidades face a face?” Essas pessoas que eu mencionei estavam seguindo a Cristo. Tinham estado com Ele por vários dias; consideravam-se Seus discípulos. Mas então lemos que muitos dos Seus discípulos, Seus seguidores, aqueles que tinham ouvido Suas palavras, já não andavam mais com Ele. Porque é que nós O seguimos? Somos motivados pela razão correta ou somos culpados de seguirmos motivados por uma dessas razões falsas? Qual é a verdadeira razão para seguirmos a Cristo? A resposta naturalmente está nas grandes palavras de Simão Pedro: “Então disse Jesus aos doze: quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe pois Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Ora, podemos nos alegrar com esta resposta, pois, como o contexto nos revela, o Senhor testou a fé do doze. Muitos estavam se afastando. “Lá vão eles; estão vendo?” diz o Senhor, voltando-Se para os doze. “Eles ouviram os mesmo sermões que vocês, e viram os mesmos milagres; vocês estão exatamente na mesma posição. Querem ir com eles? Vocês tem Me seguido pela mesma razão que eles? Porque, se é assim, prefiro que não Me sigam. Vocês também querem retirar-se?” E Simão Pedro respondeu com confiança e com certeza. Temos aqui, em suas palavras, o mínimo irreduzível do verdadeiro discípulado cristão. Que significam essas palavras de Pedro? Precisamos dividi-las e analisá-las. “Senhor, para quem iremos nós?” ele indaga. Devemos interpretar essa frase unicamente de uma forma emocional? Como se Pedro tivesse se voltado para o Senhor, dizendo: “Tivemos tantos momentos maravilhoso juntos, e a vida seria impossível sem Ti”. Era simplesmente uma ligação emocional? Sim, era, mas também era muito mais que isso. Era uma definição de fé básica e profunda. “A quem iremos, se Te deixarmos?” Porque ir a alguém? Por que Pedro faz essa pergunta? Porque aqui descobrimos a declaração primária da confissão cristã. Pedro pergunta: “A quem iremos nós?” porque entende que não pode salvar-se a si mesmo. Pedro havia compreendido há muito tempo sua própria condição sem esperança. Ele estava buscando salvação em alguém fora de si mesmo. E, tendo enfrentado a lei, e tendo visto a João Batista, e tendo contemplado a face de Cristo, ele tinha reconhecido há muito tempo a sua condição diante de Deus. Junto com os seus compatriotas, ele estivera aguardando o Messias. Todavia, Pedro não se limita a admitir que não pode salvar a si mesmo. Ele também declara aqui, peremptoriamente, que tem certeza absoluta que ninguém mais pode salvá-lo senão Cristo. A quem mais podemos seguir? Não há nenhum outro. “Eu não posso me salvar a mim mesmo e nenhum homem pode me salvar”, diz Pedro. Sempre há esta declaração negativa na confissão cristã primária e básica. Eu me pergunto em quê, ou em quem, estamos depositando a nossa confiança e a nossa fé? O homem que tem qualquer alternativa concebível para Cristo não é um cristão. A que nos apegamos, quando pensamos em morte e eternidade? Ainda estamos confiando nessa ilusão de um mundo que está, supostamente, avançando e se desenvolvendo? Ainda imaginamos, credulamente, que meras realizações intelectuais podem nos preparar para o céu?

“Não posso salvar a mim mesmo”, diz Pedro. “Homens não podem me salvar. O mundo não pode me salvar. Mas eu creio que Tu podes”. E ele dá esta razão: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Tu tens as palavras da vida eterna”. Na face de Jesus Cristo, Pedro viu a Deus.

Vocês já tomaram uma posição com Simão Pedro? Já compreenderam sua própria falência e pecaminosidade? Já disseram a Cristo: “Tu tens que me salvar, e Tu somente?” Pedro não se contenta em apenas declarar que Cristo é o Filho do Deus vivo. Ele diz: “Não podemos Te deixar, pois Tu tens as palavras da vida eterna”. Foram essas palavras de Cristo que fizeram com que os outros se retirassem. Essas pessoas tinham seguido a Cristo; tinham escutado Seus sermões; tinham observado Seus milagres. Então nosso Senhor, em uma de Suas mensagens, comparou-Se a Si mesmo com o maná mandado do céu, e continuou dizendo que Ele era o pão da vida, e quem não comesse da Sua carne jamais poderia ter vida eterna. “Muitos pois dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: duro é este discurso”. E finalmente acabaram se afastando por causa dessas palavras. Ele falou que os homens deviam comer da Sua carne e beber do Seu sangue, e estabeleceu isso como uma condição essencial para a vida eterna. “Como pode ser isto?” perguntaram. Foram essas palavras que os ofenderam. Pedro, no entanto, diz: “Eu não entendo tudo, mas eu creio”. Meus amigos, não basta atribuirmos divindade a Jesus de Nazaré de forma singular. Não é suficiente que creiamos sem Seus milagres e em Suas obras sobrenaturais. Nós somente estamos seguindo Cristo, real e verdadeiramente, quando cremos que é Ele quem opera a nossa salvação através do Seu corpo quebrado e Seu sangue derramado. “Eu não entendo a doutrina da expiação; não posso compreender seu significado; parece absurda, e quase imoral”, vocês dizem. Não estou pedindo que entendem isso tudo. Simão Pedro não entendia, mas assim mesmo a aceitou, e entregou a sua vida a Cristo. Jesus Cristo Se oferece a nós, crucificado e ressurreto — alguém que foi ferido pelos açoites que nós merecíamos, que deu Sua vida em resgate por muitos, que, pelo Seu Espírito Santo, quer habitar em nós; que não só nos liberta da culpa do nosso pecado passado, mas que também nos liberta do poder do pecado, e da poluição do pecado, e que está adiante do nós, dizendo: “Apropriem-se de Mim”.

“Quereis vós também retirar-vos?” Milhares estão se retirando. Na verdade, esta nação e o mundo estão se tornando cada vez mais ímpios. O homem, em seu orgulho intelectual, está rejeitando a Palavra de Deus. “Quereis também vos retirar-vos?” Que todos nos voltemos para Ele, como Simão Pedro, dizendo: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus”.


[1] – D.M. Lloyd-Jones, “Sermões Evangelísticos” , Editora PES.