O DISCIPULADO PRECISA FUNCIONAR

Texto – Mateus 28:19

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações.”

A igreja é composta por 2 grupos de pessoas:

  1. O grupo da multidão.
  2. O grupo dos discípulos.

A própria palavra de Deus nos dará uma radiografia de onde estamos.

  • CARACTERÍSTICAS DE QUEM AINDA É MULTIDÃO.

Mateus 21:8-11

Estenderam suas vestes pelo caminho, outras cortavam os ramos das árvores e espalhavam pelo caminho, eles também louvavam, também adoravam, também profetizavam, eles também causavam arrepios. Parece tudo muito lindo só tem um problema.

Marcos 15:6-15

A Multidão não tem compromisso e não obedece. A qualquer momento eles podem causar 03 situações desagradáveis.

  • São influenciados facilmente por Barrabás da vida.
  • São capazes de trocar seus líderes, que lhe acompanharam por tempos, que choraram com eles. Que libertaram eles das mãos dos demônios. Eles não estão nem aí.

O crente multidão não tem gratidão.

  • Onde ele estiver, de lá, fica crucificando seus antigos líderes e irmãos.
  • CARACTERÍSTICAS DE QUEM AINDA É MULTIDÃO.

João 6:24-26

Interesse pessoal em qualquer área.

O foco pode estar errado. Veja:

Mateus 6:33 “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Porém, a multidão é importante.

  • Jesus alimentou a multidão.
  • Jesus deu assistência a multidão.
  • Os doze discípulos eram da multidão, porém, eles foram tirados do meio da multidão.

Veja a diferença:

Mateus 14:19 “E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva tomando os cinco pães e dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois tendo partido os pães, deu-os aos discípulos e estes as multidões.”

A multidão estava lá para ser servida. O crente multidão é só me dá, me dá; só quer receber. Porém, os discípulos estavam para servir. Para dar, para ministrar.

  • PORQUE O DISCIPULADO PRECISA FUNCIONAR?

O que é ser um discípulo?

  • Ser um discípulo é ter passado do nível 01.
  • Já está sendo discipulado e já está discipulando outros.
  • Já é um membro responsável pela família da fé.
  • Já ajuda a cuidar dos membros.
  • Já vestiu a camisa do reino de Deus.
  • Já vestiu a camisa da Igreja local.
  • Já vestiu a camisa do seu pastor.
  • Não está mais na igreja por interesses próprios.
  • Está na igreja para servir.
  • Está no reino para servir ao Rei do reino.
  • Servir a Jesus é servir as pessoas.
  • Ser discípulos é ser aliançados com Jesus.
  • Ser discípulos é viver 24 horas com Jesus.

Veja:

Mateus 13:36 “Então, despedindo as multidões, foi jesus para a casa e chegando-se a ele os seus discípulos disseram: explica-nos a parábola do joio no campo.”

Jesus despediu a multidão; não tem comunhão, não tem relacionamentos; mas, os discípulos foram para casa com Ele.

É em casa que se tira as dúvidas.

Jesus precisa morar 24 horas em nossa casa como discípulos, isto é, em nossa vida; assim é a vida dos discípulos.

A vida cristã está pautada em relacionamentos.

Marcos 10:10 “Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto.”

A casa de Jesus é o seu corpo, o seu coração.

Então me diga. Porque o discipulado precisa funcionar?

O que Jesus nos mandou fazer?

Qual é o nosso desafio?

Por isso, a visão da Bíblia são os grupos pequenos, para que todos sejam acompanhados pelo discipulado.

O nosso desafio é transformar a multidão em discípulos de Jesus.

Quem vai se multiplicar em outros discípulos?

Veja isso em:

Atos 6:1 “Multiplicando-se o número de discípulos.”

Atos 6:2 “Convocaram a comunidade dos discípulos.”

Luc. 19:37 “Fala que já eram uma multidão de discípulos.”

Concluindo:

2 Coríntios 3:1-3 / Colossenses 1:28-29

Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós? (2Co 3:1)

Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, (2Co 3:2)

sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração. (2Co 3:3)

o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; (Cl 1:28)

para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente. (Cl 1:29)

Transparência como líder

Por Scott Boren, O Centro de Comunidade e Missão (www.mscottboren.org), Twitter @ mscottboren

A vida acontece quando estamos fazendo outros planos e, muitas vezes, a vida não vem na forma que preferimos. Eu tive que aprender isso da maneira mais difícil como líder. Ocorreram lutas que impediram o grande sucesso que eu esperava. Eu me encontrei dando três passos para frente e dois passos para trás. Eu me vi andando pelo vale da sombra da morte. Seguir a Jesus nesta vida envolve altos e baixos. No caminho de seguir a Jesus e, portanto, no caminho de liderar os outros, haverá montanhas e vales. É assim que acontece.

Alguns dos vales e falhas são devidos às nossas escolhas. Mas eles nem sempre estão enraizados no pecado ou no fracasso moral. Eles também vêm como resultado de viver em um mundo que fica aquém do reino de Deus. Às vezes a vida apenas nos chuta no estômago. Talvez você perca um emprego e tenha que declarar falência. Ou seu filho lhe diz que a namorada dele está grávida. Ou o seu cônjuge fica doente. E lá vão os seus planos de como você acha que sua liderança funcionaria. Perguntas surgem. A dor se instala. Você pode até encontrar-se em um lugar de escuridão e depressão.

É claro que as lutas também vêm de más escolhas. Nenhum de nós é perfeito e até o dia em que Jesus voltar, os líderes precisarão lidar com esse fato. Às vezes, nossas escolhas são enormes, catastróficas e imorais, como a indiscrição sexual. Outras vezes fazemos escolhas que revelam falhas de caráter, como detonar alguém com raiva.

Seja qual for o caso, a vida e a liderança envolvem luta pessoal. E muitas vezes os líderes cristãos sentem expectativas de que não devem lutar. Adoramos treinar nossos líderes para criar lugares seguros em seus grupos para as pessoas compartilharem suas lutas. Mas também precisamos criar lugares seguros onde os líderes possam lutar sem medo de julgamento ou condenação. Já que nunca superamos as lutas da vida, devemos perguntar se nossos líderes têm lugares onde eles experimentam esse tipo de segurança.

Isso vai muito além de criar um lugar onde os líderes possam conversar juntos ou dizer aos líderes que eles podem ser transparentes. Isso é sobre a cultura da igreja. Se uma igreja é moldada por uma cultura de desempenho, então compartilhar sobre as lutas pessoais será muito difícil para as pessoas. Haverá um foco nas expectativas externas e na obediência às regras.
Mas se a cultura da igreja é aquela em que a vida confusa é uma expectativa, onde todos recebem espaço para lutar juntos, então os líderes terão muito mais chances de se abrir.

Estamos todos feridos. E todos nós seremos mais feridos. Os maiores líderes da igreja reconheceram essa realidade e permitiram que Deus trabalhasse através de suas feridas para tocar os outros. Deus trabalha através de curadores feridos. Ele não trabalha em torno das feridas. Ele não trabalha apesar das feridas. Ele redime as feridas pelo bem do mundo. É lógica inversa da maneira como comumente a vemos, mas, mesmo assim, é a maneira misteriosa de trabalhar de Deus. Deus redimiu o mundo através das feridas de Jesus e ainda assim funciona hoje.

—Adaptado de Pequenos Grupos Líderes no Caminho de Jesus, páginas 115-117