Motivando um líder desanimado

1 Samuel 30:1-6 e 2 Coríntios 5:7

O que leva um “líder”, seja de célula, de ministério ou departamental desaminar são as pressões do dia-a-dia ou aquilo que ele (a) está fazendo não está dando resultado imediato. Aliás, 90% das causas geradoras do desânimo é o imediatismo, fruto de uma ansiedade aguda.

Se o líder está desanimado, há uma grande probabilidade de ter contaminado todo o seu grupo, precisamos estar atentos e trabalharmos no restabelecimento da visão.

Para isso acontecer é preciso colocar em praticar algumas atitudes:

1- Usar sempre palavras de fé

Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb. 11:6) e principalmente realizar uma tarefa (1Co. 15:58) dada por Ele na edificação do seu Reino.

  • A fé vê além do que os olhos podem ver.
  • Proferir palavras de fé é crer no sobrenatural de Deus.
  • Pela fé, veja seu liderado tendo sucesso.

2- Sempre elogie

  • É preciso manter o hábito de sempre elogiar.
  • O elogio é como oxigênio para a alma.
  • Sempre existem coisas que se pode elogiar.
  • Elogiar em grupo é bom, mas elogiar as pessoas individualmente sempre é melhor.

3- Ter uma profunda gratidão

  • Procure oportunidade de agradecer seus liderados.
  • O líder que agradece seu liderado automaticamente ganha o coração dele.
  • Quando você tem o hábito de praticar a gratidão, você está injetando motivação na equipe.

4- Potencialize virtudes

  • Reconhecer as virtudes é importante, mas potencializa-las individualmente é muito melhor. (Js. 1:9)
  • Destacar um ponto positivo vai além de simplesmente elogiar.
  • Maximizar um ponto positivo é uma forma de manter o líder encorajado.

5- Celebre os resultados com os liderados

  • Você precisa estar atento aos resultados obtidos.
  • Após cada multiplicação ou qualquer avanço, célebre os bons resultados.
  • A comemoração é indispensável para manter o grupo animado.
  • Você precisa vibrar com cada conquista obtida.

Tudo o que desempenhamos no Reino de Deus precisa haver equilíbrio, sensibilidade e gratidão. Não podemos deixar nossa prática de liderança entrar no automático. Muitas igrejas, equipes etc., são dissolvidas por causa da frieza que este “automático” gera. Precisamos valorizar cada pessoa. No processo comercial por resultados, as pessoas são apenas números dentro da estatísticas, no processo celestial somos discípulos que se engajam na missão eterna do Reino de Deus, todas as pessoas são importantes!

Os Puritanos e a Prática da Oração

Sete princípios para quem crê que orar é mais do que listar necessidades


O puritanismo foi um movimento de renovação do século 16. A expressão puritano apareceu pela primeira vez por volta de 1560 para identificar aqueles que não acreditavam que a rainha Elizabeth promovera uma reforma verdadeira na Igreja da Inglaterra. Eles não eram separatistas, mas não aceitavam as imposições da coroa, nem da Igreja oficial. Viveram num período de conflito e buscavam uma espiritualidade profundamente sustentada na doutrina bíblica e, neste caso, calvinista, mas também profundamente pessoal.

Para os puritanos, a experiência religiosa pessoal não tem origem no homem, mas em Deus e seu chamado. A conversão é uma necessidade. É a resposta do homem ao chamado de Deus, que nos convida a total dedicação e obediência ao propósito divino. No entanto, a pessoalidade na experiência religiosa não implicava uma espiritualidade individualista, mas comunitária. Para os puritanos, Deus fez uma aliança com sua Igreja e não apenas com indivíduos. Como no Velho Testamento, Deus aliançou-se com Israel como pessoa e com Israel como povo. O puritanismo não conhece espiritualidade solitária.

A contribuição do puritanismo à espiritualidade cristã é, sem dúvida, uma das mais ricas da história. John Bunyan (1628-1688) foi um destes mestres do puritanismo que nos legou, entre outros escritos, O peregrino, sua obra mais popular, que trata alegoricamente, da peregrinação do cristão neste mundo ruma à pátria celestial. Mas também é de Bunyan um dos conceitos mais ricos sobre o significado da oração para a experiência cristã. Em um de seus livros, Bunyan mostra como os puritanos associavam oração com missão e vida comunitária.

Ele escreve: “Oração é um sincero, sensível e afeiçoado derramar do coração ou alma a Deus, através de Cristo, no poder e assistência do Espírito Santo; tais coisas, como Deus tem prometido ou de acordo com a sua Palavra, existem para o bem da Igreja com submissão em fé para com a vontade de Deus”. Nessa definição encontramos sete elementos que caracterizam a oração segundo John Bunyan.

Primeiro, a oração é um sincero derramar do coração e da alma diante de Deus. Sinceridade é uma virtude essencial na experiência de oração. O salmista afirma: “Se no meu coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido”. Por esta razão, Jesus orienta seus discípulos a entrarem no quarto e fecharem a porta para orar. No silêncio secreto do quarto não tenho como usar as máscaras da minha falsidade. A sinceridade nos leva a dizer a Deus o que realmente somos, a confessar nossos pecados e celebrar o perdão e a graça sem os equívocos comuns das nossas ilusões. O profeta afirma que “enganoso é o coração”, que nem sempre conhecemos as verdades secretas da nossa alma. A oração é a experiência que nos leva de volta para dentro de nós mesmos. Não há como contemplar a Deus em sua verdade e a luz sem olhar com sinceridade para nossa própria alma. Se não há sinceridade na nossa oração, se não há este derramar de alma e coração diante de Deus, é porque ainda não nos colocamos de fato diante de sua santíssima presença.

Segundo, a oração é um sensível derramar da alma diante de Deus. A sensibilidade tem muito a ver com nossa humanidade, com nossos sentimentos mais nobres e profundos. A sensibilidade humana tem muitas faces. Às vezes, somos sensíveis em relação a nós mesmos, percebendo aspectos de nossa vida que nos levam a uma profunda comoção. Outras vezes, somos sensíveis aos outros, a suas necessidades secretas, dores e sofrimentos. Também somos sensíveis à graça de Deus, Seu amor eternos, Sua misericórdia renovada todos os dias, Seu perdão, aceitação e salvação. A oração toca as áreas mais sensíveis da vida e apresenta a vida diante do seu criador. Simeão, o novo teólogo, que viveu na virada do século 10 para o século 11, afirmou que o dom mais precioso do Espírito Santo é o dom das lágrimas, aquele que nos leva a chorar por nós e pelos outros, a tornar nosso coração mais sensível e humano em nossas relações com Deus e o próximo. Jesus compadeceu-se de nós porque sofreu nossas dores, tornou-se pecado por nós, chorou por nós. O consolo é uma dádiva de Deus para aqueles que choram, que são sensíveis.

Terceiro, a oração é um afeiçoado derramar da alma diante de Deus. Os afetos têm a ver com nossos sentimentos e desejos. A oração, longe de ser simplesmente a apresentação de uma lista de nossas necessidades, é o derramar da alma cheia de desejos e sentimentos diante de Deus. Agostinho disse que se quiséssemos conhecer alguém não deveríamos perguntar o que faz, mas o que mais ama, porque é no amor que a pessoa demonstra seus desejos mais profundos e verdadeiros. Quando nos aproximamos de Deus em oração, qual é nosso maior desejo? Que sentimento mais arde na alma?

Quarto, e o derramar do coração diante de Deus, através de Cristo, no poder e assistência do Espírito Santo. É a mediação do Filho que torna possível clamar “aba”, de chamar Deus de Pai pelo mesmo nome que o Filho chamou. Se pela mediação de Cristo nos tornamos filhos adotivos do mesmo Pai, conseqüentemente tornamo-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo dos benefícios que o Filho eterno goza. Estes benefícios não se tratam da vida prospera que muitos pensam, mas da imagem de Jesus Cristo. É pelo Espírito Santo que esta declaração “aba” torna-se possível. Ele clama em nossos corações “aba” e estabelece um vinculo único com o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quinto, é o derramar do coração a Deus, através de Cristo, no poder do Espírito Santo, como Deus tem prometido e de acordo com Sua Palavra. A oração é verdadeira somente quando é feita de acordo com a Palavra de Deus. Teófano, o recluso, dizia que, se queremos saber se oramos corretamente, não devemos perguntar se nossas emoções ou intelecto tiveram suas necessidades atendidas, mas se nos tornamos mais obedientes a Deus. Se a resposta for sim, se obedecemos mais a Deus e a Sua Palavra, nossa oração alcançou seu efeito. Se a resposta for não, mesmo que tenha satisfeito nossas exigências emocionais e intelectuais, não oramos corretamente.

Sexto, para o bem da Igreja. A aliança de Deus não é apenas com indivíduos, mas também com o seu povo, Sua Igreja. Nossa oração é dirigida a um Pai que é “nosso pai”, e isso nos remete ao fato de que toda a família de Deus está sempre incluída em seus propósitos eternos. Mesmo nossas necessidades mais íntimas fazem parte dos propósitos de Deus para Seu Reino e Igreja. Da mesma forma que o Filho nada fazia de si mesmo ou para si mesmo, mas fazia tudo pelo e para o Pai, assim também nós nos unimos ao Pai pela mediação do Filho pra realizarmos aqui a missão a que o Filho nos comissionou. A oração de Jesus em João 17, bem como as orações de Paulo, mostram esta preocupação com a Igreja, seu bem-estar e crescimento em graça. “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas mais excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo, cheios de fruto de justiça, o qual é, mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Fp 1.9-11). O propósito da oração nunca somos nós ou nossos interesses, mas sim Deus e Seus propósitos eternos”.

Sétimo, em submissão e fé na vontade de Deus. O profeta Isaías fala da necessidade de convertermos nossos pensamentos e caminhos a Deus porque os caminhos de Deus não são os nossos, nem os Seus pensamentos os nossos. A oração é basicamente a conversão dos nossos pensamentos e caminhos, a renúncia deles para abraçar os que são de Deus. Não oramos para que Ele viabilize nosso caminho, mas para que sejamos convertidos ao Seu.

Fonte: VINDE, Ano 1 – No. 10 – Agosto/1996 
Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. 

Orando como Jesus Orou

Orando como Jesus Orou

por

John MacArthur Jr.

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (Mateus 6:9-13).

Muitas pessoas têm memorizado a Oração dos Discípulos, para que eles possam recitá-la frequentemente, mas, não importa quão bela ela seja, ela não foi dada para este propósito. De fato, após Jesus a dar, ninguém no Novo Testamento a recitou –– nem mesmo o próprio Jesus (cf. João 17)!

Os discípulos não pediram para Jesus ensiná-los uma oração, mas para ensiná-los como orar (Lucas 11:1). Há uma diferença significativa. Jesus precedeu Sua oração dizendo, “Portanto, vós orareis assim” (v. 9), que literalmente significa, “Orem ao longo destas linhas”. Sua oração era um padrão geral para todas as orações, e embora ela não seja recitada, seus princípios estão evidentes em todas as orações do Novo Testamento.

A oração modelo de Cristo nos ensina a pedir seis coisas a Deus: (1) que Seu nome seja honrado, (2) que Ele traga o Seu reino à terra, (3) que Ele faça Sua vontade, (4) que Ele proveja nossas necessidades diárias, (5) que Ele perdoe os nossos pecados, e (6) que Ele nos proteja de tentação. Cada uma dessas contribui para o objetivo último de toda oração, que é trazer glória a Deus. As últimas três são os meios pelos quais as três primeiras são alcançadas. À medida que Deus providencia o nosso pão diário, perdoa os nossos pecados e nos protege quando somos tentados, Ele é exaltado em Seu nome, glória e vontade.

Se você entender e seguir o padrão de Cristo para a oração, você pode estar seguro que estará orando como Ele instruiu, e que, seja o que for que você peça em Seu nome, Ele fará, “para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:13).



Sugestões para Orar:

As suas orações refletem os seis elementos esboçados na Oração dos Discípulos? Se não, se esforce para fazer deles uma parte regular das suas orações.


Para Estudo Adicional:

Leia Mateus 6:1-8, onde Jesus discute algumas das práticas dos líderes judeus religiosos.

  • Quais práticas e motivos Ele menciona?
  • O que Ele sentiu sobre a liderança espiritual deles?