DISCIPULADOR-DISCÍPULO

DISCIPULADOR-DISCÍPULO:A associação perfeita para o serviço a Deus

Muitos de nós estamos familiarizados com as relações mentor-aprendiz ou discipulador-discípulo que vemos entre Moisés e Josué, Elias e Eliseu, Noemi e Rute, Paulo e Timóteo, e Jesus e Seus discípulos. Mas, o que significa ser realmente um discipulador? Quais são suas funções e responsabilidades? Quais os benefícios?

Muitas vezes, antes de começar um serviço a Deus, precisamos avaliar as direções, as implicações, e até que ponto estamos obedecendo àquilo que Deus quer de verdade, seja para a nossa vida pessoal, seja para a nossa igreja, seja para o Seu Reino como um todo.

Muitos de nós já temos crescido em Deus, dado frutos, chegado a uma maturidade maior em Deus do que muitos dos nossos irmãos. Podemos ter trilhado caminhos difíceis e aprendido lições que podem enriquecer e ajudar a tantos outros. É importante que façamos a obra de Deus e cuidemos de pessoas, de tal maneira, que a glória do Senhor seja vista ao redor e daqueles de quem cuidamos.

Pode ser também que estejamos num momento de aprendizado. Na verdade, sempre estaremos. Mas queremos dizer que às vezes somos novos em determinado trabalho, tarefa, responsabilidade. Às vezes precisamos de cuidado, orientação, conselhos, mentoria.

Por que os empresários têm aprendizes e os médicos precisam fazer uma residência? Porque a atenção personalizada dos praticantes experimentados ajuda os aprendizes a dominar as destrezas, atitudes e conhecimentos essenciais. Isto, com certeza, não é nada novo para os crentes familiarizados com a relação discipulador-discípulo entre Moisés e Josué, Elias e Eliseu, Noemi e Rute, Paulo e Timóteo, e Jesus e Seus discípulos.

O QUE É REALMENTE UM MENTOR/DISCIPULADOR?

De acordo com The Uncommon Individual Foundation [A Fundação para Indivíduos Extraordinários], uma organização dedicada à investigação e capacitação mentor-aprendiz, um mentor é «um cérebro que trabalha, um ouvido que escuta, e um empurrão na direção correta». Depois do casamento e da família, a relação discipulador-discípulo é a terceira relação mais poderosa para influenciar a conduta humana.

Randy MacFarland, vice-presidente das capacitações e relações mentor-aprendiz no Seminário de Denver, ajuda a treinar mentores. MacFarland afirma que: «Quando consideramos a fragmentação da família, a velocidade das mudanças que demanda uma aprendizagem constante de novas destrezas, e nossa sociedade inconstante que separa as famílias, a necessidade de relacionamentos mentor-aprendiz aumenta».

A Uncommon Individual Foundation identifica três aspectos que as pessoas necessitam para ter êxito: um sonho, alguém que creia nelas, e determinação. MacFarland diz que «agora, certamente acrescentamos todo o assunto ao chamado a autorização de Deus. Mas, normalmente esquecemos o quão poderoso é quando alguém crê em nós». Isto é o que os mentores fazem, e isto modela vidas.

Muitas vezes os pais jovens, na igreja, vão nos perguntar: “Com quem podemos falar? Não sabemos o que estamos fazendo!”

Outra família jovem pode dizer: “Não estamos indo muito bem com as finanças e realmente necessitamos de ajuda“. Em alguns lugares os líderes fazem associações, colocando casais jovens junto com outros casais mais maduros, por exemplo.

OS BENEFÍCIOS DA RELAÇÃO MENTOR-APRENDIZ

Muitas pessoas gostariam de ter um discipulador, mas aqueles dispostos a ser discipuladores são difíceis de encontrar. Quais são os benefícios de ser um discipulador?

Uma vantagem de ser mentor é o sentido de importância que você recebe. Como diz Don Payne:

No ministério vocacional, alguém vai se perguntar frequentemente se está fazendo diferença, ou se seus esforços sinceramente estão sendo lançados na lata de lixo. Sem dúvida, numa relação de mentor-aprendiz, geralmente tratamos com pessoas desejosas de crescer, dispostas a aprender, e podemos observar nossa inversão”.

Um segundo benefício é o crescimento pessoal. À medida que um mentor discute com um aprendiz assuntos de caráter, ambos se vêem forçados a se auto-analisar.

Roger Schmidt, da Igreja Galilee Baptist, em Denver, diz: “Não posso analisar a vida de outra pessoa sem avaliar a minha primeiro. Há pessoas que me buscam para que eu lhes dê uma resposta. Isto me leva a outro nível de prestação de contas. Eles avaliam minha vida. E isto é bastante benéfico”.

É importante lembrar sempre: “O ministério não se trata acerca de mim; não existe em função de mim.”

Desde o princípio o que um mentor faz algumas coisas bem importantes. No princípio, as tarefas são:

1. Estabelecer o tom

Uma vez que se fez contato entre o discipulador e o discípulo, cai sobre o discipulador a responsabilidade de criar um ambiente onde floresça a confiança. Uma forma de aprofundar nesta confiança é simplesmente contando-lhe sua história. Isto abre portas e produz conversas. Compartilhe algumas de suas lutas para assim levar a relação a um nível mais profundo.

O cenário é geralmente informal. Alguns aprendizes se convertem em outro membro da família do mentor. Passam tempo em suas casas jogando com as crianças e comendo com eles. Outras vezes o mentor sinceramente convida o discípulo a acompanhá-lo nas atividades ministeriais.

Podemos aprender muitas lições pastorais e ministeriais simplesmente acompanhando nosso discipulador em visitas rotineiras. Podemos e devemos, igualmente, levar nossos discípulos junto conosco. Assim, o discipulador/mentor deve ser um exemplo de liderança e serviço, garantido a reprodução da vida de Deus e do serviço cristão naqueles que andam com ele.

Todo filho de Deus precisa ouvir as palavras que Jesus ouviu em seu batismo: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17b).

2. Deixar claras as expectativas

Para que este tipo de aprendizagem seja levada a cabo de forma segura, três atitudes são exigidas: transparência, hospitalidade e vínculos.

Os discipuladores não querem que os discípulos tenham expectativas muito altas nem muito baixas. Ambos os problemas podem ser evitados se as expectativas forem discutidas abertamente. Todos os detalhes desde “Tem tarefa?” ou “Quem paga o café?” deveriam ser discutidos discutir com antecedência para chegar a um entendimento mútuo. As expectativas pouco realistas ou inexploradas podem voltar para persegui-lo mais adiante.

É bom chegar a um sobre a duração das reuniões, a freqüência, a hora, o lugar, propósito e nível de prestação de contas. Orem juntos e comprometam-se a orar pelos contatos que terão entre uma reunião e outra.

Um discípulo vai esperar que você se identifique com ele e que lhe ofereça o ombro para chorar quando sentir vontade. Bom, essa talvez não seja sua melhor contribuição como discipulador — diz Don Payne, que treina discipuladores em igrejas suburbanas e rurais. Ou o mentor talvez espere algo que o aprendiz no está disposto o não pode oferecer. No princípio, ambos precisam dizer: “Isto é o que eu penso que posso oferecer e isto é meu nível de experiência. Minha vida é como una caixa — há muito fora dela, mas você é bem-vindo a observar qualquer coisa que há no seu interior”.

MODELE SUAS HABILIDADES DE DISCIPULADOR

Una vez que se estabelece a relação, o mentor deve:

1. Manter a confiança

Depois que se estabelece a confiança, esta se deve manter. Isto significa ser honestos, abertos e transparentes. Ademais, os mentores deveriam tratar ao máximo (seguimos com os compromissos) de estar disponíveis e ser flexíveis.

Também significa uma confidencialidade apropriada; a informação privada se mantém privada. Pode ser que passem meses antes que os discípulos se abram, mas só precisa um minuto para que eles se calem, se fechem, se nós contarmos coisas de suas vidas para outra pessoa.

É bom deixar claro, desde o começo, entre os discipuladores e os discípulos, o tipo de informação que compartilharão com alguém mais, com outros líderes ou somente entre si.

A confiança brota da humildade. Quando uma pessoa não presume saber o que está em nossa cabeça e está disposta a escutar-me, isso gera confiança em mim mesmo. A tendência é que eu mantenha uma distância daqueles que parecem ter preconceitos acerca do que necessito ouvir. Escutar atentamente é a chave.

Além do mais, os discipuladores aprendem tanto quanto ensinam. As relações de discipulador-discípulo não são relações hierárquicas nem de uma só direção. Apesar de um ter mais experiência, compartilhar a vida é algo mútuo. Além do mais, uma responsabilidade adicional do discipulador é aceitar a influência do discípulo. Isto também promove a confiança.

2. Ter uma agenda

O primeiro lugar de sua agenda deveria de discipulado deveria ser as perguntas do discípulo. Mas seja suficientemente flexível para reconhecer os momentos nos quais você pode e deve ensinar algo. Jesus cativava Seus discípulos quando lhes fazia perguntas depois de haver curado os enfermos, realizar milagres e ter debates públicos. Se os mentores de hoje enviarem os aprendizes para correr riscos, para aferrar-se a sua fé, para aventurar-se para construir o reino, haverá muitos motivos para se falar!

O discipulador e o discípulo precisam compreender que no ministério podemos fazer coisas estúpidas, e a única resposta a essas coisas estúpidas é reconhecer que foi estúpido e que agora não devemos fazê-las de novo.

3. Oferecer uma rede de contatos

Uma parte importante de um ministério eficaz não é o que você sabe, mas quem você conhece. Se um discípulo lhe pergunta: «Quem sabe algo sobre isto?» e você não o sabe, então sua tarefa é «Quem eu conheço que sabe sobre isto?»

4. Oferecer uma perspectiva

Graças aos anos extras, os mentores têm algo que os aprendizes não têm: experiência. Um mentor deveria, portanto, oferecer aos aprendizes o presente da perspectiva.

É importante concentrar-se no propósito do ministério mais do que perder-se nos detalhes. É isso que fazem bom discipuladores e bons discípulos – mantêm tudo focalizado no porquê fazemos o que fazemos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.