A AÇÃO DAS TREVAS E A POSIÇÃO DO CRENTE

Sempre que falamos em batalha espiritual vem a pergunta: mas Jesus já não fez tudo? Ele não disse que tudo está consumado? Ele já não venceu o diabo e suas hordas malignas? Perfeitamente, sim, e foi por isto que Deus O colocou como Cabeça sobre todas as coisas. E a nós, Ele nos colocou como o Seu Corpo na terra (Efésios 1.21,23), agora, não mais para vencer o diabo (porque ele já foi vencido), mas para expulsar os vencidos de onde eles não podem mais ficar; e, como derrotados, eles têm que ir para onde o Senhor vitorioso determinar.

1.         O físico e o espiritual

Em virtude de vivermos num ambiente físico-material, nos esquecemos muitas vezes de que a realidade espiritual é muito mais presente e influente, com poder para criar e modificar a matéria, inclusive nossa vida física. Somente o Espírito Santo pode nos dar o correto conceito das coisas espirituais. A Bíblia diz que o visível (físico-material) veio a existir das coisas que não aparecem (do espiritual – ver Hebreus 11.3). As leis que governam o mundo espiritual prevalecem sobre as leis que regem o mundo físico.

Enquanto o mundo físico está no ‘temporal’, o mundo espiritual está ‘fora do tempo’, está no eterno. Assim, por exemplo, quando a Bíblia, que é um livro espiritual, diz que Jesus levou nossas dores e enfermidades (cfe. Isaías 53.4), isto é algo consumado espiritualmente, no eterno, sem princípio e nem fim; quando lemos que o sangue de Jesus nos purifica (Hebreus 9.14; 1Jo 1.7), trata-se de uma ação eterna. É a Palavra de Deus, além do temporal, no eterno, com poder profético para modificar as coisas que estão no tempo. Por isto fomos chamados a ser ‘geração profética’.

Nós somos seres espirituais e físicos (habitamos no corpo), quer tenhamos nascido de novo ou não. Quando morrermos fisicamente, nosso espírito será levado pela força espiritual que nos controla: para a vida eterna, se vivemos pelo Espírito Santo; ou para a morte eterna (separação de Deus), aqueles que viveram para si mesmos, gozando o mundo sob o domínio das trevas.

Os demônios, não tendo corpos físicos, procuram pessoas (corpos) para forçá-las, para habitar nelas, e destruí-las. Mas o nome de Jesus (espiritual), tendo vencido os demônios (espirituais), tem todo poder para expulsá-los das pessoas, e restaurar o ser humano (espiritual e físico).

2.         A atuação dos espíritos malignos

As hordas malignas vêm agindo em todos os escalões do mundo, desde os governantes mais poderosos, sobre a natureza, instituições, regiões geográficas, até a mais insignificante criatura. É um exército organizado (Efésios 6.10-12), cujo objetivo é roubar, matar e destruir (João 10.10). Os demônios, não tendo corpos físicos, procuram pessoas (corpos) para forçá-las, habitar nelas, destruí-las (Lucas11.24). Mas Jesus, que venceu toda hierarquia maligna, nos autoriza usar o Seu nome para expulsá-los das pessoas, restaurando-as emocional e fisicamente.

No ser humano, as forças do mal agem:

a) Na tentação:os demônios querem nos fazer pecar. Como acontece isto? Pode vir num simples pensamento. A princípio parece-nos apenas um pensamento da nossa mente. Mas, pode não ser. Pode ser uma tentação. Embora a tentação não seja pecado, se não resistirmos este pensamento, acabaremos por ceder ao pecado; e, ao cedermos ao pecado, o demônio terá o direito de oprimir uma área da nossa alma, que ficará manchada.

Canais mais comuns da tentação: Visão: através de um olhar nosso os demônios jogam um pensamento que pode nos levar ao pecado: imagens da televisão ou filmes, mulheres ou homens, vitrines, imagens de desastres e destruição, comidas etc. Audição: ouvindo músicas ou conversas que sugerem sedução, destruição, erotismo etc. Tato: cuidado onde você põe a mão (às vezes até na atividade profissional); daí pode vir a cobiça, pensamentos impuros etc.   Paladar: ao experimentar certos pratos, a pessoa perde o controle; Olfato: alguns cheiros podem trazer verdadeiras tentações. Decepções: ao passar por uma decepção a pessoa se abre para o ‘que der e vier’. Solidão: pensamentos dos mais variados vêm fazer companhia à pessoa. Fraqueza física, doenças, stress: a pessoa fica vulnerável. Amizades muito chegadas: pode abrir portas para tentações interesseiras, impuras. E outros. A tentação é inevitável; por isso, devemos agir conforme Efésios 6.10-13. (Exemplo de tentação: Pedro – Mateus 16.16-23; 26.31-35).

b) Na opressão: Se pela tentação o demônio conseguir que a pessoa aceite aquele pensamento, agora, na opressão, ele vai tentar manchar uma parte da alma, para ter o controle dessa parte e instalar o pecado. Aqui já será uma grande luta para a pessoa resistir ao pecado, pois já foi cedido um espaço para o demônio. E a partir dessa área ele começa a pressionar outras áreas da nossa alma. Um dos textos para batalharmos é 2Coríntios 10.4,5.

c) Na possessão: neste nível o demônio vem habitar na pessoa. Dominada a alma, ele invade o espírito, passando a ter autoridade sobre a alma e o corpo da pessoa. (Exemplo: Gadareno – Marcos 5.2; o jovem possesso – Marcos 9.17 etc.)

O processo do endemoninhamento ocorre, portanto, quando a pessoa abre brechas a espíritos malignos (acolhe a tentação); e, pela repetição de pecados, não resiste à opressão.

Nem todo endemoninhamento apresenta manifestação demoníaca externa. Às vezes o demônio fica habitando dentro da pessoa por anos, sem se manifestar, pois o interesse dele é destruir a ela e à sua descendência (pecados geracionais, enfermidades, palavras de maldições, acontecimentos trágicos, traumas etc)..

3.         A posição do crente em Jesus

É muito importante que as pessoas que chegam para a Igreja, passem por um processo de libertação (renúncia de práticas passadas, costumes, pactos malignos) (Atos 19.18-20). O ideal é que isto seja feito antes do Batismo, que é o marco divisório entre o velho homem e o novo homem (Romanos 6.4,6). Há muitos crentes que não conseguem crescer na fé, porque suas almas contém ‘estilhaços’ de compromissos passados (Atos 8.13,18-23).

Pode o crente ficar endemoninhado? A resposta é: o verdadeiro crente não (1João 5.18). Mas precisamos estar atentos: há pessoas que chegam para a Igreja, aprendem a forma de se comportar, participam das atividades, crescem na ‘religiosidade’, mas, de fato, nunca tiveram a experiência do novo nascimento. Assim, passam anos e anos aprisionados por Satanás, enfrentando derrotas, enfermidades, sem gozar a alegria do Espírito Santo. 

A posição que Jesus dá ao crente é de autoridade sobre todo o poder do inimigo… (Lucas 10.19). Para crescermos nisto, devemos ter vida de arrependimento, abandono do pecado e busca da intimidade com o Senhor através da oração e revelação da Sua Palavra.

Conclusão

A Bíblia nos ensina: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; (Mateus 26:41). Em Efésios 6:18 lemos, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos. Pedro nos exorta: Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; (1 Pedro 5:8).

Precisamos ser vigilantes contra toda tentação, e resistir a todo engano de Satanás em nossa vida, não aceitando nada que não passe pelo crivo das Escrituras Sagradas. É preciso resistiraos ataques do nosso inimigo, quer nos pensamentos, quer nas conversas, quer naquilo que estamos vendo com os nossos olhos etc. Vigilânciaé a palavra de ordem para o crente.

Não podemos aceitar nenhum tipo de opressão dos demônios sobre nós. Se estivermos debaixo da vontade de Deus (pecados confessados), sujeitando-nos a Deus, poderemos resistir ao inimigo, e ele fugirá de nós (Tiago 4.7).

Se, como crentes, nunca confessamos nem renunciamos os pecados do passado, é bom fazermos isto, a fim de nos apropriarmos de uma completa purificação, para que o inimigo não alcance vantagem sobre nós (2Coríntios 2.11). E, manter a nossa vida em pureza e em santidade. (1Tessalonicenses 5.23).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

“…donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”.

INTRODUÇÃO:

O Credo dos Apóstolos afirma que Jesus “há de vir para julgar os vivos e os mortos”. O fato e a esperança da segunda vinda de Cristo constituem-se um dos pontos centrais da vida e da doutrina da Igreja.

TRÊS PALAVRAS:

 O Novo Testamento usa três palavras gregas para destacar a esperança dos cristãos quanto à volta de Cristo: Apocalipse, que quer dizer revelação; Epifaneia, que quer dizer manifestação; Parousia, que quer dizer presença ou vinda. A palavra Apocalipse refere-se ao fato de que tudo aquilo que ainda está oculto e desconhecido com relação a Cristo e ao seu Reino será descoberto ou relevado no dia de Sua vinda (1.Co.1:7; 1.Pe.1:7; 4:13; Ap.1:1). A palavra Epifaneia mostra que a vinda de Cristo será um aparecimento em que Ele manifestará todas as bênçãos da Salvação (2.Ts.2:8; 1.Tm.6:14; 2.Tm.4:18; Tt.2:13). A palavra Parousia é a mais usada para referir-se à vinda de Cristo. Essa palavra era usada na antigüidade para a visita de um rei ou de um representante do rei. Seu sentido principal é presença. Na Bíblia é usada para indicar a presença completa e real de Cristo com a sua Igreja (Mt.24:3,27 e 37; 1.Co.15:23; 1.Jo.2:28; 1.Ts.2:19).

Grandes acontecimentos que precederão a vinda de Cristo. Segundo os ensinos da Palavra de Deus, alguns acontecimentos importantes servirão de sinais e precederão a vinda de Cristo. São cinco:

1º. A chamada dos gentios:

Jesus, em seu sermão profético, fala que o Evangelho do Reino seria pregado a todas as nações antes que viesse o fim (Mt.24:14; Mc.13:10). Ele falou também que muitos gentios se converteriam ao evangelho. Paulo fala na “plenitude dos gentios” (Rm.11:25). Essas profecias não querem dizer que todos os povos da terra se converterão, nem que a cada pessoa na terra será  pregado o Evangelho pelos métodos que conhecemos, mas chegará um dia em que o Evangelho será pregado como testemunho a todos os povos, dando oportunidade para aceitação ou rejeição.

2º. A conversão da plenitude de Israel:  

O Antigo e o Novo Testamento falam da futura conversão de Israel (Zc.12:10; Rm.11:26). Alguns intérpretes da Bíblia acham que todos os filhos de Israel se converterão; outros entendem que somente a relíquia aceitará o evangelho. O que podemos afirmar é que um grande número de israelitas aceitará Cristo como Salvador.

3º. A grande apostasia e a grande tribulação:

No sermão profético de Cristo, nas cartas de Paulo e no livro de Apocalipse, há referências à grande apostasia que se verificará e que estará ligada a uma grande tribulação (Mt.24:9-13; Mc.13:11-13; 2.Ts.2:3-4; 1.Tm.4:1-3; 2.Tm.3:1-5; Ap.16). A Igreja de Cristo atravessará essa calamidade. Muitos cristãos passarão horas de aflição e dúvida, e alguns chegarão a perder a fé (Mt.24:12).

4º. O aparecimento do Anti-Cristo:

O Novo Testamento fala no aparecimento do Anti-Cristo, ou da Besta, como um dos acontecimentos que precederão a vinda de Cristo (Mt.24:5; 1.Jo.2:18-22; 4:3; Ap.13). No livro de Apocalipse há indicações de dois tipos de Anti-Cristo: um religioso e outro político. Tem havido várias interpretações sobre o que seria ou quem seria o Anti-Cristo ou a Besta. As duas interpretações mais aceitas são: a) o Anti-Cristo é um princípio anti-divino e anti-cristão que tem aparecido através da história da humanidade em impérios, organizações ou pessoas; b) o Anti-Cristo é uma pessoa escatológica, isto é, que aparecerá no fim dos tempos e que encarnará em si todas as maldades e todos os pecados contra Deus e o seu povo. É difícil dizer qual das interpretações é a mais certa. O que podemos afirmar é que o mal pode tomar várias formas, todas elas contrárias a Deus.

5º. Grandes sinais e maravilhas:

No Seu sermão profético, Jesus fala que a Sua vinda será procedida por grandes sinais na terra: guerras, terremotos, fome e o aparecimento de falsos profetas; e também sinais no céu: no sol, na lua e nas estrelas (Mt.24:9). Esses acontecimentos extraordinários servirão de aviso à humanidade sobre a iminência  ou aproximação do Dia do Senhor.  

COMO SERÁ A SEGUNDA VINDA DE CRISTO?

Um dos pontos que devemos destacar é que a Parousia do Senhor Jesus será um acontecimento único. Assim, o Novo Testamento apresenta a vinda de Cristo como acontecimento singular e não plural. Nesse acontecimento singular, naturalmente, está incluída a totalidade da ação de Cristo ressuscitando os mortos, recebendo a Igreja, julgando os homens, etc. Mas, a sua vinda será única e para sempre (2.Ts.2:1-8; 2.Ts.1:7-10). Daremos algumas características da segunda vinda como as encontramos nos textos bíblicos:

A) Sua data é ignorada pelos homens e pelos anjos (Mt.24-36; 25:13; At.1:6,7). Por isso está errado marcar a data da volta de Cristo, como muitos falsos profetas já fizeram e depois ficaram desmoralizados.

B) Será pessoal (At.1:11; Hb.9:28; Ap.1:7). Esse fato é importante porque demonstra que a presença de Cristo será completa e perceptível.

C) Será repentina (Mt.24:37; 43,27; 25:1-12), no sentido de ser inesperada. Será um acontecimento que surpreenderá muitos que não estiverem alerta e vigilantes.

D) Será gloriosa e triunfante (Mt.24:30; 25:31). Será um acontecimento que marcará o ponto mais alto da exaltação de Cristo, que foi humilhado até a morte, e morte de cruz.

Devemos notar que a doutrina da segunda vinda fala de um acontecimento que dá razão de ser à existência da Igreja e mostra a grande esperança dos cristãos. Sem essa esperança a Igreja não existiria. Por isso, a Bíblia termina com o cântico do “Maranata”“Amém, vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). A doutrina da segunda vinda deve ter um cunho prático e deve estar relacionada com o nosso viver diário. Não é uma doutrina que deve ser colocada em segundo plano, nem devemos pensar na segunda vinda como fato de um distante futuro que nada tem a ver com a nossa vida hoje. Devemos lembrar que é a esperança da segunda vinda que alimenta a fé que o cristão tem no poder e no amor de Deus revelados em Cristo. O próprio Cristo chamou a atenção para esse fato, exortando-nos a sermos vigilantes.

CHAMADOS COM UM PROPÓSITO

Desde que o homem habitava o Éden havia questões extremamente relevantes com as quais ele teria de lidar e que por isso mesmo o tornariam vulnerável. Não sem motivo, o inimigo o atacou exatamente no ponto, transformando em caos grande parte da criação de Deus e, mais especificamente, o próprio homem, separado pelo criador pelo pecado. Quais eram essas questões? “Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” – Gn 3:4-5 – foi o argumento usado por Satanás. Controle sobre o destino, controle sobre a vida, sobre o ser e, mais ainda, ser como Deus! Que proposta fantástica estava sobre a mesa! Mas era falsa, como está provado. Quem somos, afinal?  Qual o nosso valor? A que vivemos? Essas perguntas acompanham a existência humana e, para muitos, ainda sem resposta, embora elas já estejam claras na palavra de Deus. Estas são três questões básicas da vida:

  1. IDENTIDADE: QUEM SOU EU?

Na criação, Deus deixou clara sua intenção quando formou o homem. “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” – Gn 1:26  Não era algo acrescentando à criação, mas um elemento ou um ser- vivo a habitar a face do planeta. Era um ser que tinha uma identificação, uma referência: o próprio criador. Não sabemos a abrangência de imagem e semelhança, mas podemos identificar alguns aspectos em que somos semelhantes a Deus:

  • Espirituais – o nosso espírito é imortal, viverá para sempre, eternamente;
  • Inteligentes – somos capazes de pensar, escolher, decidir;
  • Relacionais – desejamos, amamos, trocamos afetos;
  • Dotados de consciência moral – julgamos, discernimos o certo e o errado, somos responsáveis. Todas as pessoas e não apenas os crentes trazem a imagem e a semelhança de Deus, embora distorcida e afetada pelo pecado. Jesus Cristo foi enviado por Deus para restaurar em nós sua imagem e semelhança plena. “O Filho é o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa” – Hb 1:3 Tudo o que podemos saber e aprender de Deus está expresso em Jesus Cristo. Nem mais, nem menos.

A proposta falsa de Satanás no Éden, perseguida em todos os tempos pelos homens, é a mesma de hoje: ser como Deus. Mas nós não seremos como Deus. Somos a criação e não o criador.

A proposta de Deus é nos fazer semelhantes a Jesus Cristo, que é a perfeita imagem do Pai, isso não significa o sucesso do ponto de vista  humano, facilidades, domínio, controle de todas as coisas e posses materiais, aliás, algo que vem sendo muito propalado e confundido no meio evangélico e não tem relação com a vida abundante  prometida por Jesus  – Jo 10:10

  • Deus quer desenvolver em nós o caráter do seu filho Jesus;
  • Deus quer que sejamos santos. Ef 4:22-24;
  • Deus está muito mais interessado no que somos do que naquilo que fazemos.

Para isso, Deus usa um processo na nossa vida pelo qual somos tratados, provados e aperfeiçoados para cumprir o seu propósito. O processo de santificação, de moldar o caráter, é lento e será tanto mais demorado quanto menos nos submetermos ao tratamento de Deus conosco. Analogamente, dará resultados mais rápidos quanto mais nos submetermos a Ele. É preciso haver sujeição a Deus.

Vivemos na geração do imediatismo: CtrlC/CtrlV, just in time, tempo real etc.

Queremos ver resultados imediatos em tudo, preferencialmente sem nos dar trabalho, mas o tratamento de Deus conosco não é assim.Para restaurar a sua imagem em nossa vida, Deus desenvolveu um projeto fantástico:

  • Ele nos gerou novamente, por uma semente perfeita, mudando a nossa natureza de tal forma que agora podemos receber aquilo que por ele nos é dada – I Pe. 1:4;
  • Deus criou novas bases de relacionamento conosco, recebendo-nos como filhos e não como estranhos e nos trata como tais – Jo 1:12;
  • Deus colocou em nós seu Espírito Santo, para fazer em nós e por nós, aquilo que é de seu propósito – I Ts 4:7-8;
  • Restaurou a nossa identidade com ele a tal ponto que Jesus é a nossa própria vida – Cl 3:4.

Quando nos perguntarem qual é a nossa identidade podemos responder que somos plenamente identificados com Jesus Cristo.

  • IMPORTÂNCIA: QUAL É O MEU VALOR

Alguém já disse que o modo de enxergar a sua vida molda-a e o modo como você a define determina o seu destino. A maneira como vemos a vida, e mais especificamente, a nossa vida, é expressa na forma como nos relacionamos com os outros, como nos vestimos, o que usamos (maquiagens, jóias, tatuagens, adereços etc.), quais são os nossos valores, prioridades, metas etc. Que tipo de pessoa faz parte dos nossos relacionamentos e o que temos visto hoje desfilando diante dos nossos olhos nas ruas? Como as pessoas estão se expressando? O que querem dizer? Nós precisamos enxergar a vida e expressá-la do ponto de vista de Deus. Estamos vivendo no planeta terra, nesta era, neste país, nesta cultura, nesta família, com esta estrutura, peso, cor de pele e não há nada de errado nisto. Você precisa compreender o seu valor.

  1. Deus planejou você

Você foi concebido na mente de Deus antes mesmo de ser concebido no ventre de sua mãe. Você pode ter sido um filho indesejado e não planejado por seus pais, mas você foi desejado e planejado por Deus. Você não é fruto do acaso. Você é exatamente dessa forma porque Deus tem um propósito em você ser assim – Sl 139:15-16.

Entender isso motiva a sua vida.

  • Você foi programado por Deus

Talvez já tenhamos pensado alguma vez que nascemos na época errada; que o mundo antigo ou dos nossos pais teria sido muito melhor, ou que o seu tempo ainda não chegou. Muitas pessoas emigram na expectativa de uma vida melhor em outro lugar, de ver um mundo novo, outra cultura mais atraente etc. Se você está vivo, qualquer que seja a sua idade ou contexto, é porque Deus o programou para estar aqui e agora ( At 2 :46) e não em outro lugar, fruto de sonhos e fantasias ou até descontentamento. A menos, é claro, que Deus esteja chamando com um propósito para uma obra específica em outro lugar.

  • Saiba que o seu lugar é aqui – Is 45:18;
  • Saiba que o seu tempo é hoje – Ec 7:10.

Entender isso dá sentido à sua vida.

  • Você foi regenerado por Deus

Algumas pessoas pensam muitas vezes que são apenas mais um no meio da multidão. Não são notadas nem queridas, nada de especial lhes foi reservado na vida. A sensação de solidão toma conta de muitos, levando-os ao desânimo, depressão, frustração etc. Mas tudo está sob o controle de Deus. Mesmo as coisas que nos parecem insignificantes não o são para Deus, pois nada é insignificante na vida. A palavra de Deus diz que você foi gerado novamente de uma semente incorruptível, que é a própria palavra de Deus. – Pe 1:23. Isso não foi por acaso. Foi da vontade de Deus, uma escolha dele. Deus escolheu, no meio de bilhões de pessoas, relacionar-se com você porque tem um propósito para sua vida.

Entender isso valoriza a sua vida.

  • Deus tem algo para fazer por meio de você.

Quantos planos você já fez? Quantos sonhos acalentou? Quantos conseguiu realizar? De todos eles, quais foram embasados nos planos e propósitos de Deus para sua vida?

Saiba que Deus tem muito a fazer por você e por meio de você e que somente para uma pessoa no mundo foi dado o privilégio de realizar: você mesmo. Quando Deus criou o homem, também tinha planos claros para ele, de cuidar daquilo que pertence a Deus – Gn 1:28. Deus o planejou, programou, regenerou e chamou porque também tem planos claros para sua vida: continuar a fazer aquilo que Jesus começou. Ele confiou isso a você. Mt 25:21Você só tem esta vida para fazer o que ele espera de você. O que ele lhe propõe aqui é temporário, mas o que ele lhe promete para depois é eterno – 2Tm 4:7-8

Entender isso redireciona sua via.

  1. IMPACTO: QUE DIFERENÇA FAÇO NO MUNDO?

Muitos estão passando pela vida e seu modo de viver não afeta positivamente                                       ninguém. Passam despercebidos. Deus não planejou isso para o homem. Jesus disse que veio para que nós tivéssemos vida e vida em abundância, isto é, primeiramente com significado e propósito e, depois, eterna. Qual é o propósito da sua vida? Quando atendemos ao chamado de Deus, entendemos o significado e o propósito da vida. Talvez você pense que sua vida é inexpressiva, incapaz de afetar quem quer que seja. Saiba que Deus está atuando poderosamente no mundo e quer você ao lado dele, para formar uma equipe poderosa, capaz de transformar a vida das pessoas com algo que seja verdadeiramente impactante, duradouro, eterno. Você precisa compreender que faz parte desse plano.

  1. Deus tem atribuições para você

Cumprir sua missão no mundo é propósito de Deus para sua vida. Você tem um MINISTÉRIO, que é seu serviço junto ao corpo de Cristo, discipulando vidas que se multiplicarão em outras vidas – Mt 28:19. Você tem uma MISSÃO no mundo, que é seu serviço junto aos que não creem, levando a palavra de Deus a eles. Parte dessa missão é compartilhada com o corpo de Cristo e todos devem fazê-la. Mas há uma responsabilidade que é específica e somente você pode atendê-la – 2 Co 5:18

Entender isso motiva sua vida.

  • A sua missão é a mais importante obra da sua vida

Muitos têm seu nome lembrado ao longo da história por causa de grandes feitos, grandes obras, grandes descobertas. Mas nenhuma vida foi tão impactante quando a de Jesus de Nazaré e Deus nos chama para dar continuação à sua missão. Jesus nos chamou não apenas para vir a ele, mas para ir por ele. A ordem de evangelização foi dada cinco vezes de formas diferentes – Mt 4:19. Isso foi colocado por ele, não como opção de vida, mas como compromisso – Mt 28: 19-20. Partindo do Rei, a determinação é compulsória, ou seja, desprezá-la é desobediência – Ez 3:18. Deve ser entendida como um privilégio, pois somos honrados com a posição de colaboradores de Deus na construção do seu reino (2Co 5:18) e por trabalhar com Deus( 2 Co 6:1) e representá-lo no mundo como verdadeiros embaixadores – 2 Co 5:20. Falhar em nossa missão é desperdiçar a vida que recebemos do Senhor – At 20:24.

Entender isso valoriza sua vida.

  • Sua missão é a obra mais impactante para a vida dos outros

Alguém já disse que nem todos os parlamentos que se reuniram e nem todos os exércitos que já marcharam tiveram tanto impacto quanto a vida de Jesus de Nazaré. A sua mensagem atravessa os séculos transformando vidas. Tudo o que se pode fazer por alguém, fora de Jesus Cristo, terminará quando a vida dessa pessoa chegar ao fim. O melhor que se pode fazer por alguém é contar a ela como obter a vida eterna – At 4:2. O melhor para se fazer com a vida é gastá-la em algo que sobreviverá à própria vida, algo que permanecerá para sempre. Essa é a boa parte que não nos será tirada – Lc 10:42. A sua missão é a única do mundo e fará diferença no destino eterno das pessoas e no seu próprio destino – Jo 9:24.

Entender isso redireciona sua vida.

  • Sua missão é o custo mais precioso da sua vida

Missão não é algo que agregamos à nossa via. Substitui todas as outras coisas: sonhos, planos, ambições, privilégios  etc. O enfoque tem de mudar: não é Deus abençoar o que eu estou fazendo, mas eu fazer o que Deus está abençoando – Rm 6:13. Nada fará tanta diferença na eternidade do que o cumprimento do seu propósito – 2 Tm 4:7-8.

Entender isso o colocará dentro do propósito de Deus para sua vida.

  1. CHAMADOS COM UM PROPÓSITO

Já vimos até aqui que, pelo nosso relacionamento com Jesus Cristo, recebemos uma nova identidade, uma clara afirmação do nosso valor pessoal e um chamado para fazermos diferença em nossa geração. Por meio de alguns personagens bíblicos, vamos tornar mais clara a definição do propósito de Deus para nossa vida:

  1. Adão

Adão, o primeiro homem, foi criado à imagem de Deus. Ele já nasceu perfeito, sem pecados, com identidade e valor bem definidos. Mas, mesmo assim, Deus lhe deu um chamado, uma missão, um propósito bem claro: “E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e  lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gn 1:27-28) Alguns cristãos pensam que o único e importante propósito de Deus para nós é sermos como ele. Ser é mesmo fundamental e todos devemos buscar uma completa mudança de vida. Adão já era como Deus, mesmo assim o Senhor o chamou para fazer algo para ele. O chamado de Deus foi: ser fecundo, multiplicar, encher a terra e dominá-la, ou seja, exercer liderança e influência. Quando Deus teve de trazer o juízo do dilúvio e recomeçar a história da humanidade por meio de Noé, o mesmo propósito de Deus foi lhe transmitido, com as mesmas palavras, ou seja: “abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos  e enchei a terra” Gn 9:1.

  • Abraão

Abraão foi chamado por Deus, que tratou profundamente com ele a ponto de transformá-lo num homem de fé e obediência, chegando até a mudar seu nome de Abrão, Pai exaltado, para Abraão, Pai de uma multidão. Seu próprio nome revela o propósito de Deus de fazer dele o pai de uma grande nação. Em Gn 12:1-3 e 15:5-6 vemos claramente que o mesmo desejo que Deus tinha para Adão e para Noé agora é retransmitido a Abraão, ou seja, o pai de uma grande nação e que toda a terra fosse abençoada a partir dele e de sua descendência. O próprio Jesus sempre enfatizou que estava em missão, não apenas para salvar o povo judeu, mas a todos os moradores da terra. Ser e fazer sempre foram enfatizados por ele, pois dizia: “Se alguém me ama, guardará minha palavra” – Jo 14:23 e “ Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” – Jo 15:14. Sua ordem final aos discípulos foi para irem por todo o mundo e fazerem discípulos de todas as nações.

  • Paulo

O apóstolo Paulo vivia em função do propósito de Deus para sua vida, e ele mesmo testemunhava dizendo:

“Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
Livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio,
Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.
Pelo “que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.” – At 26:15-19

Deus tem nos dado uma visão celestial e também não podemos ser desobedientes a ela. Cada um desses heróis bíblicos encontrou em Deus a sua identidade, cada um foi profundamente tratado em seu caráter e valor pessoal todos foram grandemente usados por Deus, pagando o preço de completarem o chamado de Deus para eles. E Deus continua o mesmo. Nunca mudará. Jesus veio para formar uma geração de filhos crentes em Deus, regenerados, cada dia mais semelhantes a Ele e que encham a terra de muitos outros crentes semelhantes a Jesus. Este é o propósito de Deus para a igreja: “Sermos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus.” A missão da Igreja Central não podia ser diferente: levar o evangelho a todas as pessoas e transformá-las em verdadeiros discípulos de Jesus. Assim, não é coincidência que sempre tenhamos enfatizado algumas palavras chave na Igreja Central, tais como: multiplicação, frutos, fertilidade, crescimento, liderança – RELACIONAMENTO. Desde Adão, Deus mesmo expressou por meio de suas palavras o seu sonho para nosso planeta: “pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” Hc 3:14. Cremos fortemente que nestes dias, Deus nos tem dado uma estratégia de crescimento e pastoreio da igreja por meio da multiplicação de muitas e muitas células por toda a cidade. Por intermédio delas, todos podemos cumprir o chamado de Deus, dando frutos, multiplicando e exercendo a liderança transformadora em muitas vidas. Assim, um dia, toda a terra se encherá mesmo da glória de Deus. Amém!

  1. PERGUNTAS QUE VOCÊ DEVE RESPONDER

1. O que será o centro da sua vida? – Adoração.

  • Para quem você irá viver
  • Em torno de que construirá sua vida

2. Qual será o caráter da sua vida? – Discipulado – I Tm 4:16

  •  Que tipo de pessoa você quer ser
  • Deus se interessa mais em quem você é do que naquilo que você faz

3. Qual será a contribuição da sua vida? – Serviço – Jo15:16

  • O seu ministério no corpo de Cristo
  • A sua missão no mundo

AS PRÁTICAS DA VIDA CRISTÃ

Introdução

Uma vida saudável é feita de bons hábitos. Dieta equilibrada e atividade física são dois excelentes exemplos disso, Quando praticados com regularidade e orientação, trazem notáveis benefícios ao corpo, à alma e ao espírito.

1 A Prática da leitura da Bíblia

A Bíblia Sagrada também é chamada de Palavra de Deus. Por quê? Primeiramente, porque ela contém revelações dadas por Deus aos seres humanos, as quais ele ordenou a alguns homens que fossem registradas. Um exemplo disso está em Jeremias 36:2, em que Deus diz ao profeta: “Jeremias pegue um rolo – um livro – e escreva nele tudo o que lhe falei a respeito do povo de Israel e de Judá e a respeito de todas as nações. Escreva tudo o que eu disse desde a primeira vez que eu falei com você, quando Josias era rei, até hoje.” Em segundo lugar, porque Deus é o inspirador do texto bíblico. Os homens chamados para registrar as revelações foram co-autores com ele. Em 2º Timóteo 3:16, o apóstolo Paulo escreveu: “Toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus.” Isso quer dizer que foi Deus quem moveu os autores bíblicos para escrever.

Se a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, há uma maneira correta de lê-la. Ao ler a Bíblia, devemos buscar ouvir a voz de Deus.  Bíblia não é um mero registro do que Deus falou e fez. Ela é um livro vivo, ou seja, Deus fala e age por meio dela. Em Hebreus 4:12 está escrito: “A palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas.” Assim, o objetivo da leitura bíblica não é a mera obtenção de informações. Devemos ler a bíblia com a intenção de conhecer o caráter e a vontade de Deus, de modo a construir um relacionamento correto e íntimo com ele.

Sendo a Bíblia a Palavra de Deus, não podemos ter acesso ao seu conteúdo divino sem a ação do Espírito Santo, o qual nos ilumina revelando-nos a mensagem de Deus que ali está. Assim, devemos pedir-lhe ajuda antes de lermos o texto sagrado. A Bíblia também é um livro como qualquer outro. Isso quer dizer que, para termos um correto acesso ao seu conteúdo, devemos lê-la a partir de boas regras de compreensão e interpretação de textos. Se não fizermos isso, poderemos encontrar mensagens estranhas e falsas, as quais não foram ditas por Deus e poderão gerar confusão em nossa vida.

Quanto à prática da leitura da Bíblia, ela pode ser comparada ao processo de alimentação. Três, então, podem ser as suas etapas:

  • Ingestão: Ingestão é o ato de se comer um alimento. No que se refere à Bíblia, diz respeito ao ato de ler o texto, apropriando-se de seu conteúdo. Assim como comer depressa é algo que não faz bem, já que não mastiga devidamente o alimento, ler a Bíblia apressadamente também não é algo bom. Deve-se ler o texto bíblico com calma e atenção, observando-se os detalhes do texto. Outra coisa: assim como comer muito pode não fazer bem, por causar indigestão, ler muitos textos da Bíblia de uma só vez pode não ser bom, por não se conseguir captar as mensagens de todo o conteúdo lido. Devemos preferir a qualidade da leitura à quantidade;
  • Digestão: Digestão é o processo por meio do qual o organismo quebra e decompõe o alimento ingerido, de modo a proporcionar a sua absorção.No que se refere à Bíblia, diz respeito ao ato de se meditar sobre o texto lido, refletindo sobre a sua mensagem, Em Josué 1:8, Deus ordena a Josué meditar nas palavras do Livro da Lei de dia e de noite. Assim como no caso da digestão, quanto mais meditarmos na mensagem do texto bíblico, melhor será a sua absorção e, consequentemente, maior será o seu impacto sobre nós;
  • Absorção: Absorção é o processo em que o organismo se apropria do alimento ingerido e digerido. No que se refere à Bíblia, diz respeito à assimilação do texto bíblico no coração, o  que provoca um impacto transformador no leitor. Em Isaias 55:10-11 está escrito que a Palavra de Deus não voltará para Ele vazia, mas realizará o seu desejo, atingindo o propósito para o qual foi enviada. Assim como no caso da alimentação, quanto mais absorvemos a Palavra de Deus, mais impactados seremos e mais nutridos e fortalecidos estaremos para viver conforme a vontade dele.

Posto isso, segue um passo a passo para a sua prática de leitura da Bíblia:

  • Ore a Deus, pedindo ao Espírito Santo para orientar e iluminar a sua leitura;
  • Escolha a versão da Bíblia que você irá ler.

De preferência, escolha um livro e leia-o do inicio ao fim. Sugerimos que você comece pelos Evangelhos:

  • Leia o texto três vezes. A primeira leitura é de reconhecimento; a segunda, de análise; e a terceira, de fechamento;
  • Sublinhe o que achar interessante e faça anotações sobre isso;
  • Procure pela principal mensagem do texto ao seu coração e registre-a no diário;
  • Reflita sobre as aplicações da mensagem à sua vida e registre-as no diário;
  • Ore a Deus, comprometendo-se a viver de acordo com a mensagem que você recebeu da parte dele e pedindo ajuda para isso.

2 A Prática da Oração

Orar é o ato de se dialogar com Deus. Ele é uma pessoa. Logo, é alguém com quem podemos e devemos conversar. Esse diálogo, como a própria palavra indica, envolve os atos de falar e ouvir. Assim, na oração, podemos falar com Deus o que está em nosso coração e também ouvir o que ele tem a nos dizer.

Por se tratar de uma conversa, a oração deve ser espontânea e não mecânica e repetitiva. Jesus fala sobre isso em Mateus 6:7,8: “Nas suas, não fiquem repetindo o que vocês já disseram como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam.”

Por nós não podermos ver e tocar em Deus, a oração é um ato de fé. Hebreus 11:6 diz que aquele que se aproxima de Deus precisa crer que ele existe e que abençoa aqueles que o buscam. Ou seja, aquele que ora precisa acreditar e confiar que há um Deus que o está ouvindo e que responderá à sua oração. Se hoje podemos orar com a certeza de que Deus os ouve e responde, é graças à morte de Jesus em nosso favor. Hebreus 10:19-22 diz que pelo sangue de Jesus podemos entrar com ousadia na presença de Deus. Assim, todas as nossas orações ao Pai devem ser feitas em nome de Jesus.

Como orar? Há duas respostas a essa pergunta: uma se refere ao conteúdo e a outra à frequência.

Quanto ao conteúdo, a oração pode ter pelo menos cinco elementos:

  • Louvor e Adoração: Louvar a Deus é elogiá-lo, engrandecê-lo e exaltá-lo por causa de suas obras e de seu caráter. Adorar a Deus é se prostrar diante dele em humildade, redenção e submissão;
  • Ações de Graça: Dar ações de graça a Deus é agradecer-lhe pelas suas ações em nosso favor;
  • Confissão de pecados: Confessar pecados a Deus é verbalizar as ações contrárias à sua vontade que foram praticadas por nós;
  • Intercessão: Interceder é orar a Deus em favor de outras pessoas;
  • Súplica: Na súplica, apresentamos a Deus as nossas necessidades pessoais.

Quanto à frequência, podemos orar das seguintes maneiras:

  • Períodos regulares e fixos: Há um exemplo disso em Daniel 6:10, pois o profeta tinha o costume de orar três vezes ao dia. Outro exemplo pode ser encontrado na igreja primitiva, a partir de Atos 3:1 e 10:30. Alguns cristãos da época tinham o costume de, diariamente, orar às três horas da tarde;
  • Períodos especiais: Pode ser durante um dia inteiro, uma noite, três dias, uma semana de reuniões de oração etc. Jesus, antes de escolher seus doze apóstolos, passou uma noite inteira orando a Deus, Lucas 6;12-16;
  • Conforme a necessidade: Somos livres para orar a Deus em qualquer lugar, momento e situação, conforme a nossa necessidade e vontade. Um ótimo exemplo disso está em Neemias 2:4, texto que relata uma oração-relâmpago, tendo em vista uma pergunta feita pelo rei Artaxerxes;
  • Continuamente: Em 1º Tessalonicenses 5:17 está escrito: “Orem sempre.” O que vem a ser isso? É estar continuamente em comunhão com Deus, mantendo uma atitude de abertura e prontidão à oração. Certamente, a oração contínua tem por base manter um constante sentimento de dependência de Deus.