Características do crescimento de Igrejas

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Todo movimento espiritual tem suas características particulares. O Movimento de Crescimento da Igreja também as têm. São características bíblicas que, muitas vezes, são esquecidas e postas de lado por igrejas ou indivíduos.

A primeira é uma característica de obediência. Trata-se da conduta do Reino e, portanto, cada crente deve crescer em obediência. E certo que cada pessoa obedece ao chamado do Senhor, quando O aceita como Salvador. Mas isso não termina aí; existe um ciclo completo a ser seguido, e dele devemos participar. Obediência tem a ver com o senhorio de Cristo em nossas vidas.

A Palavra é muito clara: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos ceus” ‘(Mt 7.21). O senhorio de Cristo em nossas vidas deve ser mais do que verbal; deve ser de obediência à vontade do Pai. O Senhor não quer que nenhum pereça (2 Pe 3.9). Nós somos os embaixadores para levar essa mensagem de salvação. Fazêmo-Io não por obedecer um dever humanista e sim por obedecer ao mandamento divino.

Quando os filhos de Deus exercitam a obediência ao levar a mensagem das boas novas do Salvador, a igreja cresce e se expande. É o resultado lógico. Se não há obediência, não há crescimento. Obediência em seguir o Mestre: “Toma a tua cruz e segue-me”. Quaisquer que sejam as consequências, devemos ser fiéis e obedientes em proclamar o evangelho. Obedientes em buscar e encontrar os perdidos. O Dr. Donald McGavran fala da teologia de buscar e encontrar os perdidos. Muitas vezes temos exercitado uma teologia de “buscar ‘ e paramos aí. Devemos seguir em frente e “encontrar’. Esse tipo de obediência é a que o Senhor requer de nós.

Obediência em alimentar os novos bebês espirituais. Não podemos deixá-los morrer de fome na sala de partos. O apóstolo Pedro, depois que o Senhor ressuscitou, recebeu as seguintes instruções: ,”Apascenta os meus cordeiros”; “apascenta as minhas ovelhas”. Talvez nunca possamos encontrar o limite daquilo que devemos fazer em obediência, mas devemos exercitá-lo. Os resultados do que fazemos para o Senhor nos ajudarão a ver o grau de obediência que praticamos. “Por seus frutos os conhecereis.”

 

Com as palavras de McGavran, dizemos:

“A teologia de missões, recordando que Deus é Um, deve ver o equilíbrio entre o Deus que busca e o Deus que encontra. Teologicamente, não se pode permitir ao crente que suas intenções sejam “unicamente de buscar”, ainda que, em alguns lugares, pareça que isso é tudo o que podemos fazer… Cristo veio encontrar e salvar o perdido. E é o que a Igreja de Cristo deve fazer”.

 

O Movimento de Crescimento da Igreja, neste sentido de obediência ao Rei, também se concentra no mandato evangelístico. Por Ele somos ordenados a ,”fazer discípulos de todas as nações” e o nosso dever é fazer todo o possível para que as pessoas sejam persuadidas a crer no Senhor Jesus Cristo, aceitando-O como seu Salvador pessoal. Se este é nosso dever, devemos cumpri-lo.

 

A segunda característica do Crescimento da Igreja é o pragmatismo. Trata-se de um pragmatismo consagrado”. O dicionário define a palavra assim: “… critério fundado nos resultados práticos.”

Creio que todos entendemos o que significa “consagrado” e como podemos combinar os dois elementos para cumprir a tarefa divina. “Esta é a maneira como Crescimento da Igreja o interpreta.

Não significa esse tipo de pragmatismo que trata as pessoas como objetos e as desumaniza. Não é pragmatismo que compromete os princípios doutrinários e éticos da Bíblia ou do Reino.

Tem a ver especialmente com metodologia”, ” disse o Dr. Peter Wagner; e o Dr. McGavran acrescenta: Quanto aos métodos, somos pragmáticos furiosos”.” Uma vez mais dizemos, pragmatismo consagrado, já que o usamos em obediência a Deus e o propósito final é o de dar glória e honra a Ele. O mesmo Dr. Peter Wagner fala que existem três razões pelas quais surge este pragmatismo consagrado: “Cultural, histórica e teológica”. Dentro das razões culturais, devemos ver que, em geral, pelo menos no ambiente americano (desde o polo norte ao sul), cada um trata de ser prático no que defende. Todavia os que criticam o pragmatismo do Crescimento da Igreja, são pragmáticos em sua próprias concepções, mesmo as que têm a ver com o “mandato cultural”. Quanto às razões históricas, podemos defini-las com base na experiência; vemos métodos, os quais Deus tem abençoado, e outros, que não têm a bênção divina.

 

Encontramos métodos que, em seu tempo, trouxeram muitas bênçãos, mas agora já não as trazem; métodos que foram abençoados em alguns lugares, e em outros não. Algo difícil de entender para as denominações e suas respectivas Juntas Missionárias é o porque de seus programas mundiais não terem o mesmo êxito em todo lugar? Aqui, existe não somente um aspecto histórico, mas também se pode incluir o aspecto cultural.

 

No que concerne à razão teológica, temos referências bíblicas sobre o pragmatismo. No Antigo Testamento encontramos Neemias que em 52 dias construiu os muros de Jerusalém, estando ainda debaixo do ataque inimigo. No Novo Testamento, na carta aos hebreus, vemos que a crucificação era uma ação pragmática determinada. O mesmo apóstolo Paulo, em sua meta de levar a salvação e cumprir o mandato evangelístico, estava disposto a ser pragmático para “que de todos os modos salve a alguns” ‘(1 Co 9.19-22). Suponhamos que devemos entender esta passagem de um ponto de vista consagrado. Todavia quando lemos a parábola da figueira estéril, em Lucas 13.6-9, vemos que o resultado prático era o fruto. Quantas coisas infrutíferas fazemos? Podemos seguir os passos da parábola e ver se não é tempo de eliminar esse método e buscar outro que dê frutos.

A terceira característica é a de otimismo. Como necessitamos disto! Parece que as hostes do Senhor “exército em campanha”, sofrem de demasiado pessimismo. Envolvemo-nos em tantos argumentos e discussões, que terminamos esgotando nossas energias, consumindo nosso entusiasmo e nos sentindo perdedores, antes de sair para a batalha. O Senhor disse em Mateus 16.18: “Edificarei a minha igreja”. Este é um sentimento de triunfo. O Senhor triunfará, Ele será o vencedor e eu quero estar ao Seu lado. Em meus seminários na América Latina, ao chegar neste ponto, pergunto quais são os simpatizantes de uma ou outra equipe de futebol ou do esporte preferido do país. Geralmente são citadas duas ou três equipes das quais quase todos são torcedores. Logo pergunto quem está ganhando o campeonato nacional. Invariavelmente é uma das mencionadas. Pergunto quem é o último no campeonato … nenhum dos presentes simpatiza com essa equipe. Isso me dá a base para afirmação de que ninguém quer pertencer aos perdedores, mas sim aos ganhadores. No que se diz respeito à obra de Deus, eu e você queremos pertencer à equipe ganhadora, a equipe daquele que disse: “Edificarei a minha igreja”. Otimismo baseado nas promessas do Senhor e nesta fé que, como crente, devo exercitar. Fé que pode triunfar. Fé que me ajuda a crer. Aceitar que “tudo é possível ao que crê” (Marcos 9.23). Desejo ter uma fé como a do Dr. Roberto Schuller, do estado da Califórnia, EUA. Para ele, fé não é só teoria. Deus o levou desde lowa até a Califórnia com a esposa e uns quinhentos dólares, em 1955. Hoje, muitos o criticam por sua Catedral de Cristal e seus 10.420 membros (recomendamos a leitura de seu livro “Su Iglesia Tiene Posibilidades” [Sua Igreja Tem Possibilidades] . Nem tudo é aplicável à situação na qual você e eu estamos, mas ele nos motiva e ajuda-nos a estarmos ao lado do Ganhador, Cristo Jesus).

MIRANDA, Juan Carlos. Manual de crescimento da igreja. São Paulo: Vida Nova, 1989.

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