OBJETIVOS DO DISCIPULADO

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A. OBJETIVOS DO DISCIPULADO

Em nosso trabalho de formar discípulos, devemos nos dedicar basicamente a duas coisas:

l) A edificação da vida do discípulo para que tenha o caráter de Cristo.

2) A capacitação ministerial do discípulo para que possa fazer a obra de Deus.

A EDIFICAÇÃO DA VIDA DO DISCÍPULO

O propósito de Deus é que todos os seus filhos cresçam até atingirem a estatura de Cristo. A vontade de Deus é que nosso caráter seja de tal forma transformado, que possamos expressar a Cristo em todas as áreas de nossa vida.

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno co­nhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13).

Paulo também nos mostra que o seu alvo era apresentar seus filhos na fé perfeitos em Cristo. Assim entendemos que é função e responsabilidade dos líderes cooperarem com o Espírito Santo na obra de crescimento e aperfeiçoamento dos santos. Nós fazemos isso por meio do discipulado.

“Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, afim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Colossenses 1:27).

As áreas mais importantes em que você deve observar essas coisas são: Na família, no trabalho, no tratamento com o próximo, na área sexual, na administração do dinheiro, na moral e na ética, na sua relação com Deus, nos tempos de provações.

A RESPONSABILIDADE DO DISCIPULADOR

Se a obra de transformação do discípulo é do Espírito Santo, en­tão qual é o papel do díscipulador nesse processo? Paulo afirma que “nós somos cooperadores de Deus” (I Coríntios 3:9). É verdade que nem o que planta nem o que rega é alguma coisa; todavia, ainda assim, devemos plantar e regar. Somos cooperadores de Deus. Existe uma parte da obra que é de Deus, mas existe outra obra que cabe a nós realizar. É Deus quem faz a parte misteriosa de dar o crescimento, mas somos nós que plantamos e regamos. Nossa ação nunca pode substituir a ação de Deus; assim também a ação de Deus não nos exime de nossa responsabilidade.

Qual é então a nossa responsabilidade na formação de um dis­cípulo?

*Estar com eles

Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar. Marcos 3:14

*Ser exemplo

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. I Coríntios 11:1

*Amá-los

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. João 13:34

*Conhecê-los

Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim. João 10:14

*Ensinar-lhes a Palavra de Deus

Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. II Timóteo 1:13

*Instruí-los

E o que de minha parte ouviste através de muitas teste­munhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idóneos para instruir a outros. II Tm 2:2

*Animá-los

Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassa­dos, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e es­tou certo de que também, em ti. Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. II Timóteo l :3-7

*Corrigi-los

Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze. Tito 2:15

*Adverti-los e repreendê-los

Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam. I Timóteo 5:20

*Orar por eles

Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassa­dos, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. II Timóteo l:3

*Honrá-los

Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. João 12:26

*Ser amigo

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. João 15:15

*Dar a vida por eles

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10:11

*Enviá-los

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Mateus 28:19-20.

B. RESPONSABILIDADE DO DISCÍPULO

Devemos enfatizar que é responsabilidade do discípulo estar sujeito, ser transparente, tratável, fiel, sincero, servo e esforçado para corresponder em tudo o que lhe for pedido pelo discipulador.

A CAPACITAÇÃO MINISTERIAL DO DISCÍPULO

O segundo objetívo do díscipulado é a capacitação ministerial do discípulo para que possa fazer a obra de Deus.

Há algumas coisas que são obra exclusiva de Deus. Em pri­meiro lugar, precisamos lembrar que é o Senhor quem chama homens para o ministério (Rm 1:1, II Co 1:1). Também é obra do Espírito Santo dar dons aos homens (Ef 4:7, 8,11) e dotá-los de habilidade para o ministério (Rm 12:6-8). E, por fim, é obra do Senhor enviá-los (Mt 9:38,1 Co 12:28). Mais uma vez deve­mos frisar qual é a parte de Deus e qual é a nossa, na capacitação ministerial dos obreiros do Senhor. Creio que a parte que nos compete como discipuladores é a mesma que se diz a respeito dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres: “aperfeiçoar aos santos para a obra do ministério”.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores

e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço…”

(Efésios 4:11-12).

A palavra aperfeiçoar aqui significa simplesmente treinar, ensinar e repetir até que sejam capazes de executar a obra do ministério.

O discipulador é um treinador. Como um discipulador pode levar o seu discípulo a ser capacitado para a obra do ministério? Vamos entender qual é a responsabilidade de um discipulador.

A.RESPONSABILIDADE DO DISCIPULADOR

Podemos dizer que a responsabilidade do discipulador envolve pelo menos quatro aspectos: Equipar, Treinar, Edificar e Enviar, colocando o discípulo em funções.

EQUIPAR  OS  DISCÍPULOS

Em primeiro lugar, nós equipamos nossos discípulos com o conhecimento da Palavra de Deus.

Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. Mateus 28:20

Também precisamos ajudá-los a serem cheios do Espírito Santo e aprenderem a viver em completa dependência de Deus. (Atos 1:8).

Precisamos levar nossos discípulos a conhecerem intimamente a Deus mediante uma vida de oração e de estudo das Escrituras.

Além disso, precisamos levá-los a cultivar uma sensibilidade es­piritual para ouvir a voz de Deus e mover-se nos dons do Espírito.

TREINAR OS DISCÍPULOS

Já dissemos que a maior lição de Jesus para formar obreiros foi a própria obra. Não há nada que possa superar este método. Ele é muito simples.

Estágio l — “Eu faço, você observa”. Leve os discípulos consigo. Esse é o “síga-me”.

Estágio 2 — “Eu faço, você ajuda”. Faça diante deles o que se pretende que eles façam depois: ensine-os com o exemplo.

Estágio 3 — “Você faz, eu ajudo”. Instrua-os especificamente, atribuindo as tarefas que devem fazer (Mateus 10:5-15).

Estágio 4 — “Você faz, eu observo”. Avaliar a tarefa realizada para alertá-los e corrigi-los.

Isso é um círculo, voltando novamente ao primeiro ponto cada vez que uma nova tarefa ou desafio for colocado, e assim por dian­te. Na medida em que vão ganhando experiência, lhes é dada mais liberdade para o desenvolvimento de seu talento pessoal. O treina­mento é uma capacitação prática para que os discípulos aprendam a fazer a obra.

EDIFICAR  OS  DISCÍPULOS

A terceira responsabilidade de um discipulador é edificar os seus discípulos. Edificar é colocar dentro do edifício. Um tijolo edifi­cado é aquele que foi completamente integrado na edificação. Ele possui um tijolo acima dele, possui outros ao lado e possui tijolos abaixo. Não é uma relação de superioridade ou inferioridade, mas uma relação de edificação.

O discipulador é o tijolo acima, os tijolos ao lado são os com­panheiros de discípulado e os tijolos abaixo são nossos próprios discípulos. Tudo isso está vinculado e edificado junto.

A igreja é um corpo, e nela não existem ministérios independentes. Os discípulos, desde o princípio de sua formação, devem aprender a atuar em equipe. Náo há lugar para individualismo entre os servos do Senhor. Cada um complementa o outro naquilo que é bom para a edificação.

De quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Efésios 4:16.

Todo discípulo e líder de célula deve saber a quem está sujeito, ou quem é seu pastor ou díscípulador.

ENVIÁ-LOS, COLOCANDO-OS EM FUNÇÕES

Em nossa igreja, só consideramos que alguém se tornou urn discípulo a partir do momento que ele se dispõe a ser um líder de célula em treinamento. Porque somente a partir desse ponto ele pode exercitar tudo aquilo que tem aprendido e assumir responsabilidades.

Para o desenvolvimento dos discípulos, é muito importante que eles sejam colocados em funções, dando-lhes responsabilidades específicas de acordo com seu nível de habilidade no momento.

RESPONSABILIDADE DO DISCÍPULO

O discípulo deve estar atento para ver, ouvir e perguntar. O re­lacionamento espontâneo e constante entre o discípulo e o discipulador fará surgir oportunidades de ensino, exortação e treinamento.

A atitude do discípulo é a chave para que ele cresça no discipu­lado. Existem três tipos básicos de discípulos: os passivos, os pródigos e os produtivos.

  • Os discípulos passivos

Entram e saem do relacionamento livremente. Quando uma correçâo é aplicada, eles procuram outro discipulador que ainda não tenha descoberto suas falhas. Eles se distanciam quando seus discipuladores são atacados, difamados ou passam por dificuldades.

  • Os discípulos pródigos

Estes buscam a credibilidade da posição e não a correçâo. Eles usarão o nome e a influência do discipulador para manipular outros em algum relacionamento. Na verdade, eles querern o que discipulador conseguiu e não o que ele aprendeu. Eles desejam reputação e reconhecimento, sem preparação e sem preço.

  • O discípulo produtivo

E aquele que possuí um coração de servo. Ele vê o discipulador como um presente de Deus, por isso ele procura não tomar decisões importantes sem ouvir o discipulador. Como verdadeiro discípulo, ele honra o seu discipulador.

Autor: Pr Andre LDA

Tenho uma grande e honrosa missão, Ganhar, Cuidar e Encorajar as pessoas a terem um relacionamento com Jesus, é nisso que gasto minha vida, eu e toda minha família estamos envolvidos nesta nobre tarefa. Soli Deo Gloria

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