COMO FORMAR UM DISCÍPULO

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COMO FORMAR UM DISCÍPULO

Tudo o que fazemos é com o fim de edificar e discipular aqueles que estão sob a nossa liderança. Paulo diz em Colossenses 1:28, “a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”. Essa deve ser a aspiração de todo líder e discipulador.

Se um discipulador não sabe para onde está conduzindo seu discípulo, ele não vai conseguir ministrar a fé devida. Todo discípulo precisa sentir que seu discipulador sabe para onde está indo.

Creio que é útil termos um roteiro básico daquilo que deve ser tratado na vida de um discípulo.

1-A EDIFICAÇÃO PELO DISCIPULADO

Nestes dias queremos renovar o encargo pela edificação da igreja local, mas algumas vezes nos falta a clareza necessária para alcançarmos isso. Digo isso porque toleramos situações que contradizem nosso alvo, e uma delas é permitirmos líderes entre nós que não são realmente discípulos aprovados. Eles até se dizem discípulos de Jesus, mas se recusam a aprender conosco na condição de discípulos da igreja.

O discipulado é uma condição fundamental para que haja edificação sólida e permanente da igreja local. Dizemos que o praticamos e temos até irmãos que são chamados de discipuladores, mas são discípulos de Jesus? São discipuladores de quem?  Quem os segue? Quem os ouve? Precisamos definir melhor nossos termos e esclarecer expectativas.

O cerne (essencial) do discipulado não é uma programação humana e nem a estrutura de uma organização, mas vínculos fortes entre alguém com coração ensinável e um discipulador aprovado.

O centro do discipulado são vínculos, ligaduras no espírito, alianças profundas, compromisso de submissão, de andar na luz, de se deixar tratar. Esse comprometimento é que define se o relacionamento é ou nãol discipulado. Esse vínculo é o compromisso pelo qual aceito o desafio de andar na luz com alguém, e “herdar o seu manto”, submeter-me a ele e abrir mão dos meus conceitos errados. Esses vínculos é que definem o discipulado.

Discipulado é “vínculo íntimo e sólido entre duas pessoas – discipulador e discípulo”. O discípulo, que deve ser aberto, maleável, tratável, e ter um desejo de ser formado em Deus, será conduzido por um discipulador: alguém cuja vida cristã global foi aprovada e também é discipulado por alguém, para levá-lo a uma posição mais elevada em Deus de aprendizado da Palavra e de vida.

Entrar no padrão do discipulado é entrar no padrão de vida de Jesus. Somos convidados a viver uma vida de despojamento, negando-nos a nós mesmos e diariamente tomando a cruz.

O convite é para servirmos, honrarmos e nos submetermos. A ênfase não está no quanto de unção, autoridade e revelação eu tenho ou posso vir a ter, mas no quanto estou disposto a abrir mão para aprender. O convite é para nos humilharmos, esvaziarmo-nos de nós mesmos e então começarmos a crescer; pois o alvo do discipulado é o crescimento. A promessa de Jesus é infalível: “Aquele que se humilhar será exaltado”; “Humilhai-vos, portanto, diante de Deus e ele vos exaltará”.

Discipulado é viver uma vida de renúncia. Mas por que devemos renunciar? Porque essa é a única forma que Deus tem para produzir em nós o quebrantamento e a real dependência dele, que é o caminho para a maturidade.

2-AS BASES DO DISCIPULADO

A primeira base de edificação de um discípulo é o reconhecimdento do Senhor Jesus como rei. Isso significa que cada um precisa entender que, ao ser introduzido no Reino de Deus, foi colocado debaixo de um governo de autoridade, onde Jesus Cristo é o único Rei. Conversão significa mudança de governo. A partir de agora a Palavra de Deus é a base de nossa vida.

Nesse reino existem leis e ordenanças, onde autoridades delegadas foram instituídas. Se uma pessoa não reconhece autoridade não pode ser edificada, não há como ser discipulada. A submissão é a primeira condição e a base do discipulado.

Toda atitude de rebeldia e insubmissão deve ser abandonada e toda postura arrogante deve ser rejeitada. Assim, a primeira base de edificação e discipulado é a submissão à autoridade.

Temos visto que a causa de muitos problemas é tentar discipular alguém que não se coloca numa posição de discípulo, com um coração humilde e submisso.

A segunda base do discipulado é a transparência. Somos transparentes quando confessamos nossos pecados. João diz que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros…” (I João 1.5-7). Só há comunhão genuína na luz.

João também diz que “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (I João 1.8,10). Alguns discípulos simplesmente nunca confessam coisa alguma, isso indica um coração orgulhoso e independente.

Tiago diz para confessarmos os nossos pecados para sermos curados (Tiago 5.16). Quando confessamos o nosso pecado, torna-se mais difícil ele se repetir e somos guardados do tentador quando crescemos no temor de Deus.

Paulo diz para não darmos lugar ao diabo e certamente uma forma de fazermos isso é trazendo segredos de pecados ocultos que produzem acusação e culpa (Efésios 4.27). O inimigo sabe tirar proveito quando há áreas ocultas.

Quando confessamos nosso pecado para um discipulador amoroso e firme, somos exortados e corrigidos, mas também somos ajudados no dia da luta.

Não adianta tentar discipular uma pessoa rebelde e que não é transparente.

3-A MANEIRA DE VIVER

Certamente que a primeira coisa que um discipulador precisa atentar é para maneira de viver de seu discípulo, seu estilo de vida. Pedro diz que fomos resgatados do fútil procedimento que nossos pais nos legaram (I Pedro 1:18). Todos nós recebemos ou herdamos de nossos pais, antepassados, familiares e das pessoas que nos rodeiam uma determinada maneira de viver.

O que é a maneira de viver? Nossa maneira de viver pode ser dividida em quatro aspectos:

  • Estilo de vida – são os nossos gostos, preferências e costumes;
  • Conduta – aponta para aquilo que fazemos e falamos;
  • Forma de pensar – representa e nossa escala de valores;
  • Forma de ser – aponta para o nosso temperamento.

Tudo isso nós herdamos em nossa história de vida, mas hoje as cadeias do passado podem ser rompidas pelo poder do Senhor operando em nós. Todas essas quatro áreas serão completamente afetadas quando o discípulo entender o senhorio completo de Cristo sobre ele.

O que faz um novo convertido se tornar um discípulo é justamente a compreensão do Evangelho do Reino. O Evangelho do senhorio do Senhor Jesus. Um evangelho “diluído” é ineficaz para romper com as cadeias do passado. Somente o Evangelho do Reino, apresentando a Jesus como Senhor, nos dá a base sólida para edificar uma vida.

Como o discipulador pode ajudar na formação de um discípulo?

  • Desenvolvendo com ele uma relação de amor e cuidado.
  • Orando pelo discípulo, dependendo do Senhor e da direção do Espírito Santo.
  • Fazendo coisas juntos, com companheirismo.
  • Animando e estimulando a fé do discípulo.
  • Avaliando os resultados e supervisionando o trabalho do discípulo.

4-O DISCIPULADO ATRAVÉS DO ESTABELECIMENTO DE METAS

A melhor maneira de conduzirmos um relacionamento de discipulado é identificando as áreas que precisam ser edificadas (mudadas), e então estabelecermos metas para o discípulo.

Uma vez que essas metas foram estabelecidas, o discípulo deve agora prestar contas ao discipulador de como tem avançado, e o discipulador, por sua vez, deve prover meios e estratégias para ajudar seu discípulo a atingi-las.

As metas ou alvos são objetivos estabelecidos para a vida de um discípulo, que o ajudarão a avançar na vida cristã e a tornar-se cada vez mais como Jesus.

Todos nós vivemos mais ou menos movidos por metas (o que queremos alcançar), o problema é que muitas vezes colocamos metas erradas e frequentemente não temos a quem prestar contas de nossos avanços.

De maneira geral, o discipulador precisa estabelecer metas em áreas como:

  • Transformação do caráter e santidade – humildade, mansidão, generosidade, temperança, etc. (Gálatas 5:22).
  • Prosperidade financeira – trabalho, vida digna, salário melhor, vida profissional.
  • Vida familiar estável e harmoniosa – de acordo com o propósito e padrão de Deus.
  • Relação correta com Deus – vida de fé e orientação do Espírito Santo.
  • Disposição para servir – ser disponível para a expansão do reino de Deus, liderança.

Quando estabelecemos metas corretas, claras e definidas para um discípulo, devemos logo determinar os passos a serem dados para alcançá-las. Além disso, precisamos analisar o valor da meta e o esforço que se vai empregar. Em alguns casos, podemos determinar o tempo ou o prazo para se alcança-las.

Quando houver clareza sobre os objetivos que se quer alcançar, então se devem determinar os passos para a conclusão.

Autor: Pr Andre LDA

Bacharel em Teologia pela Faculdade Evangélica do Brasil - ISBL, estudou também na Faculdade Teológica Sul Americana, convalidando o curso na Unicesumar. Especialista em docência no ensino superior pela Unicesumar e Liderança, Plantação e Revitalização de Igrejas pelo Seminário Teológico Asbury. Atualmente é graduando em licenciatura em história pela Unicesumar. Tenho uma grande e honrosa missão, Ganhar, Cuidar e Encorajar as pessoas a terem um relacionamento com Jesus, é nisso que gasto minha vida, eu e toda minha família estamos envolvidos nesta nobre tarefa. Soli Deo Gloria

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