“Evidências de uma Igreja cheia do Espírito Santo”

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ESTUDO DAS CÉLULAS | Nº 11 – 18 MARÇO 2018

 “Evidências de uma Igreja cheia do Espírito Santo”

 

Este ano tem disso diferente… Um ano de avivamento! Precisamos crer que 2018 será um ano de fortes experiências para cada um de nós! Vamos crescer na fé e no inédito de Deus para nossa vida. Analisando o livro de Atos, percebemos que seu autor, Lucas, direciona-o a Teófilo, tendo como objetivo principal apresentar o Evangelho ao Império Romano. Atos dos apóstolos poderia ser chamado de Atos do Espírito Santo, em razão do Seu derramar sobre a Igreja e, consequentemente, Seu poder que evidencia marcas indeléveis a todo cristão genuíno. Na qualidade de Igreja, precisamos entender que se não temos vivido o que nossos irmãos(ãs) viveram, é porque há algo errado em nós, e, portanto, precisamos detectar isso, não só para viver sob esse poder, mas, sobretudo, para abrir um novo capítulo nesse tempo. Vejamos:

 

  1. Uma Igreja cheia do Espírito Santo conhece a importância do cenáculo

Quando olhamos para o livro de Atos, é como se os ensinamentos fossem um resumo ao cumprimento do IDE. A primeira ordem aqui foi para que ficassem e aguardassem a experiência inicial com o Espírito de Deus. O “ficar”, nesse contexto, significa o reconhecimento de que nada podiam fazer no mundo sem o auxílio do Espírito. “Ficar” representa a declaração crucial de dependência do Senhor. Esse “ficar” mostra que a igreja não se movimenta só para fora: ela movimenta-se internamente; aliás, é essa ação do Espírito em seu meio que a capacita para sair. Trata-se de uma passividade sábia, uma espera obediente e estratégica. Muitas vezes, esperar, aguardar, expectar, é necessário; é o momento de nossa recomposição! Nossas agendas apertadas, nossas atividades frenéticas, nossos compromissos nossas acelerações cotidianas, drenam nossas forças, portanto, é no cenáculo que nos revitalizamos no poder do Espírito Santo. Como está sua agenda? Sua agenda tem disputado lugar com o cenáculo em sua vida?

 

  1. Uma Igreja cheia do Espírito Santo glorifica a Cristo e crê em sua suficiência

Lucas começa seu segundo livro exaltando a Cristo, ratificando Sua ressurreição e Sua ascensão. Verificamos essa dinâmica ao longo do livro; um exemplo disso, está registrado em Atos 3.6 – Pedro e Silas, diante do coxo, proferem as célebres palavras: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”. Precisamos tomar cuidado com aquilo que divide nossa atenção e não nos permite perceber o real perigo no qual, tantas vezes, nos encontramos; é como sugere John Mac Arthur em seu livro “A nossa suficiência em Cristo”, citando C. S. Lewis em “Cartas do Inferno”: “[…] nossa estratégia é fazê-los pegar em extintores enquanto está acontecendo uma enchente […]”. O que tem te deixado incompleto e/ou insuficiente na vida cristã? Há alguma negligência de sua parte que tem colocado em risco sua obediência a Deus?

  1. Uma Igreja cheia do Espírito Santo testemunha e sustenta a fé

A palavra sustentar aqui é proposital! Era exatamente isso que os irmãos da Igreja Primitiva faziam. Antes de almejarem crescer como povo, eles viviam a integralidade do Evangelho, a despeito das perseguições; é importante mencionar que não era nada fácil ser cristão naquele tempo; somente pelo poder do Espírito e por meio da comunhão e das orações da Igreja, é que os irmãos de Atos sustentavam firmemente a fé; por intermédio do testemunho, foram conhecidos e chamados cristãos (Atos 11). Lucas, no capítulo 17, registra que nossos irmãos de Atos “impactaram o mundo” (Atos 17). A Igreja Primitiva contava com o Didaquê (espécie de manual de vida cristã), o qual trazia orientações bem práticas para muitas situações cotidianas, a saber: aconselhava contra a vida dupla, o fingimento, a prática de feitiçarias, a cobiça, as diversas formas de mentira, etc. Como você tem se comportado frente às perseguições que se colocam em seu caminho? Seu testemunho tem sido sustentado pelos dois principais mandamentos de Jesus: “amar a Deus e ao próximo”?

 

Conclusão

Debaixo desse tema, “Espírito Santo, transborda-me”, já temos experimentado o poder e a presença do Senhor em nosso meio. Em harmonia com nosso estudo, tendo por base Atos 1.1 – 12, temos um grande desafio: ser uma Igreja que evidencia o transbordar do Espírito Santo em nossos dias. Sabemos que a Igreja somos nós, e, portanto, precisamos investir tempo em nosso “cenáculo”, crer na suficiência de Jesus em nossa vida e, por fim, testemunhar e sustentar nossa fé, independentemente do que se colocar em nosso caminho. Que o Senhor nos capacite para tal obra e nos transborde do Seu Espírito Santo para, neste tempo, continuarmos a escrever Atos dos apóstolos, ou se preferir, Atos do Espírito Santo!