Atitudes de um bom discípulo / discipulador

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Mc 3:13 a 15  – vs. 13 – Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. 14 – Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar 15 – e tivessem autoridade para expulsar demônios.

Existem três tipos de discípulos: os passivos, os pródigos e os produtivos

a- Os discípulos passivos

 

Importante – para refletirmos
A passividade pode estar na pessoa ou pode ser gerada mediante o relacionamento entre o discípulo e discipulador. Algumas pessoas possuem um estigma, uma espécie de limitação, se isso não for tratado ela sempre viverá em função do seu passado ou apoiada em experiências pessoais mal resolvidas.

  • Entram e saem do relacionamento livremente.
  • Quando uma correção é aplicada ( saiba que existem maneiras e maneiras) eles procuram outro discipulador que ainda não descobriu suas falhas.
  • Eles se distanciam quando seus discipuladores são atacados, difamados ou passam por dificuldades.
  • Eles não querem se envolver ou se comprometerem com algo

b- Os discípulos pródigos

  • Buscam a credibilidade da posição e não a correção.
  • Usarão o nome e a influência do discipulador para manipular outros em algum relacionamento.
  • Eles querem o que o discipulador conseguiu e não o que ele aprendeu.
  • Eles desejam a reputação e reconhecimento sem preparação e sem preço.

c- O discípulo produtivo

  • É aquele que possui um coração de servo.
  • Ele vê o discipulador como um presente de Deus.
  • Ele procura não tomar decisões importantes sem ouvir o discipulador.
  • Como verdadeiro discípulo,  honra o seu discipulador.

1. O bom discípulo reconhece a ligação que há entre ele e o seu discipulador.

  • O discipulado só se desenvolve quando: pelo relacionamento amoroso, pelo exemplo do discipulador em depender de Deus, no tratar bem as pessoas, em ser educado, cristocêntrico, impactando a vida do discípulo, não pela opressão ou “medo”, mas em respeito e exemplo, o discipulado transmitirá esta influencia que vem da parte de Deus, fazendo com  que o discípulo veja a bênção que esta pessoa (discipulador) produz na vida dela. Há uma grande diferença entre submissão e subserviência e  discernindo isto, a ligação será sobrenatural.
  • A pressão e o autoritarismo gerará um falso “respeito” que estará ligado ao cargo, ao título, a posição ou meramente, mas o reconhecimento é a percepção da unção e da autoridade sobre a vida do líder que Deus colocou sobre ele.

Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros. I Ts. 5.12-13

2. O bom discípulo se esforça para estar com o discipulador – Rute. 1.16

  • Precisamos lembrar que Rute era nora de Noemi, e, portanto, sua discípula. É notável a atitude de Rute de estar com Noemi a qualquer custo.
  • Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Rt. 1.16

 

3. O bom discípulo se esforça para seguir a direção do discipulador

  • Dt.17.12-13
  • Nos dias da lei a pessoa que se recusava a ouvir o sacerdote e o ensino da Palavra deveria ser eliminada.
  • Hoje não eliminamos tais pessoas mas trabalhamos para que sejam integradas na visão da liderança da Igreja local.
  • Aquele que não tem um coração de discípulo e não se esforça para seguir a orientação do discipulador  terá dificuldade também quando estiver discipulando.

Importante – para refletirmos
Todas estas atitudes devem ser construídas sob as bases da confiança e da confidência, estas atitudes refletem um coração quebrantado, cheio de Deus, transbordante do Espírito Santo – a grande questão é: muitos em nossos dias, usam destes princípios bíblicos e sorrateiramente tentam dominar sobre as pessoas. Um líder/discipulador que inspira, porque se esforça em viver o que prega, terá menos problemas em relação às atitudes destes discípulos. Quando há um fracasso em relação a liderança o responsável sempre será o líder e esta responsabilidades se estenderá até as últimas instâncias da liderança. Não vai adiantar aplicar tais princípios num contexto de injustiça e maus exemplos, isso acarretará mais confusão e destruição. A ponta mais forte neste jogo de cordas sempre será a do líder, do discipulador etc…

4. O bom discípulo não é obscuro, revela os segredos do coração ao discipulador.

Importante – para refletirmos
Este nível de discipulado acontecerá quando (mesmo o discípulo tenha errado algumas vezes), tiver construído um relacionamento intimo, equilibrado, respeitador com este discipulador. Se o discipulador manipular esta informação e de alguma maneira demonstrar indiferença, tratando de qualquer maneira o assunto, esta transparência jamais acontecerá. Outro fator importante é maneira como este discípulo será corrigido. A discipuladores que expõem seus “discípulos” publicamente, as vezes, quando se trata de um discipulado em um nível pastoral, nas reuniões, este discipulador, como um “ditador”, bate a mão na mesa, esbraveja e fala palavras de cunho chulo. Muitos querem aplicar técnicas para gerar uma “pressão” – digo a vocês, tudo isso é ridículo e triste. A beleza do discipulado está de fato, ter em honra aquele que está ensinando, se os métodos deste professor estiverem descontextualizados os resultados serão devastadores.

Continua…