Método, modelo ou princípio!

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Eu vou lhes dar pastores verdadeiros, que pensam e sentem como Eu. Eles vão guiar todos vocês com sabedoria e inteligência. Jr 3:15 VIVA

O Método surge para definir procedimentos, comportamentos de uma programação estruturada; força-se mudanças nos níveis estruturais externos, ou seja, transformações sintéticas que não necessariamente atinge a essência da estrutura. Há mais de dez anos percebo que quando se caminha em níveis metodológicos em relação à liderança de uma igreja ela consegue atingir proporções exteriores visíveis que até impressionam, entretanto, tratando-se do Reino de Deus, os métodos ou modelos são paliativos e tudo o que se constrói baseados exclusivamente nos métodos ou modelos possuem prazo de validade.

É claro que com minha afirmação não quero descartar os métodos ou modelos, mas gostaria de refletir com você acerca do “poder” que há nos princípios simples e puramente bíblicos sobre crescimento de igreja.

Existe uma tendência em nós de transformarmos princípios em programas, métodos ou modelos. Isto tem acontecido hoje. No púlpito há um discurso contra os programas que a igreja faz como ferramenta de captação de pessoas, porém, o que mais acontece é a quebra deste discurso… gasta-se muito dinheiro para fazer grandes eventos a custo do abandono e do descaso dos obreiros locais… prega-se sobre família, mas a “εκκλησια que institucionalizou princípios é a primeiro a quebrá-la trazendo grandes fardos financeiros, esgotamento e consequentemente transformando indigna a manutenção da família. O ativismo trocou de roupa, o absolutismo, inquestionabilidade vestiu-se de acusação, tirando a voz das pessoas.

A Igreja Primitiva foi tentada a ver os princípios como programas; a Compaixão e Graça de Atos 2 e 4 quase virou programa de ação social em Atos 6; a evangelização discipuladora de Atos 2.47 e 5.42 demorou a alcançar os gentios (Atos 10 e 11). “A imitação, conforme afirma o ditado popular, pode ser mais sincera lisonja, porém, dentro do contexto de crescimento eclesiástico, a imitação é a vereda mais rápida para a condenação. Ministério por imitação quase invariavelmente resulta deterioração, e não crescimento”. (Igreja Multiplicadora – JMN)

Deus designou sobre Seu Reino aqueles que irão exercer liderança e cuidado (Ef. 4:11) e na totalidade da profecia bíblica estes farão conforme Jeremias 23:4.
O grande Pastor por trás desta cena é Yahweh, o Supremo pastor que promete provisão para restauração dos males provocados pelos maus pastores de acordo com o texto bíblico de Jeremias. Este alimento nos fala de um retorno aos princípios da Palavra de Deus como alimento, provisão, como restauração dos valores em detrimento de suas inversões. Este texto nos fala do grande exemplo, do Supremo Pastor, o Messias, Jesus! Ele é o nosso modelo. (Jo.10:28; Jo. 6:39; Jo. 17:12 e Jo. 18:9)

Somos apenas tipos de coisas melhores que estão por vir, sendo assim, nossa prática, nossa integridade e principalmente nossa liderança precisa se esforçar para caminhar em comparação às verdades bíblicas. Esta pequena citação que faço, fazem parte do encerramento de uma coletânea de oráculos que falam da maneira como os reis procediam culminando nos últimos quatro sendo um deles sobre as más obras dos falsos profetas. Contextualizando, e a barba do vizinho está pegando fogo, coloque a sua de molho!!!! Neste sentido também, os reis, nesta porção bíblica são tipos de pastores. Por quê? Porque eles exerciam autoridade, cuidado e liderança sobre o povo.

Quando refletimos acerca destes princípios, fica mais claro a maneira como devemos proceder. Quando nos apoiamos somente nos modelos ou métodos, praticamente barganhamos os princípios, deixando de ler a Bíblia como um todo, lançando mão apenas dos trechos convenientes que são voz a opiniões e falas pessoais validando situações injustas e desonrosas.

Quando voltamos aos princípios da Palavra de Deus temos um Renovo completo, somos saciados por um cede que só Jesus satisfaz.

“Durante uns 300 anos as primitivas igrejas usaram os lares como locais de suas reuniões de oração, de ensino, confraternização. As escrituras registram o desenvolvimento da igreja através destas reuniões nos lares”. p. 91 (Integração Segundo o NT- Waylon B. Moore)

“O Crescimento e a efetividade das Igrejas Urbanas e no centro das cidades, durante as próximas cinco décadas, hão de ser determinados por sua capacidade de evangelizar e desenvolver o povo que vive em apartamentos. A denominação que negligenciar esse desafio há de torna-se rural e desaparecerá. p. 115 e 116. (A Teologia do Evangelismo – C.E. Autrey – Juerp)

A ideia de Autrey era que não precisaríamos entrar nos condomínios, pois já estaríamos lá, vivendo e expressando os princípios bíblicos e alcançado pessoas. Atualmente, mesmo nas cidades pequenas, e sem condomínios, é comum encontrar bairros de residências inacessíveis ao evangelismo pessoal; em todos os casos, as pessoas sempre estarão acessíveis via relacionamentos.

Não se trata de mudar a pregação (o evangelho é inegociável), mas de estreitarmos nossos relacionamentos, de jogar fora toda casca de religiosidade e de deixarmos marcas de amor como Jesus! Cristianismo é um estilo de vida e precisamos vive-la todos os dias. Que o Espírito Santo nos auxilie nesta nobre tarefa!

Sejam Edificados – Pr Andre Henrique Torres Ribeiro

 

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