Discipulado

pr-andretorresribeiro
Discipular: ajudar outras pessoas a seguir a Jesus, exercer boa influencia espiritual sobre alguém, de forma que essa pessoa se torne mais parecida com CRISTO .

A Vida cristã é uma vida discipulada e uma vida que discipula. É preciso Seguir e guiar, ser amado e amar. Um discípulo de Jesus segue os passos dele, agindo conforme ele ensinou e viveu. Segui-lo significa, antes de mais nada, que você entrou em um relacionamento pessoal com ele – Fp 2:1 – Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, (NVI). Ser discípulo de Cristo não tem início em algo que nós fazemos e sim com o que Cristo fez. Ele é o Bom pastor – Jo 10:11 – “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. (NVI).

O discipulado cristão começa na aceitação deste dom gratuito: Graça, misericórdia, relacionamento com Deus e promessa de vida eterna. Este discipulado começa quando ouvimos e obedecemos: “Siga-me”.  Mc 8:34 – Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (NVI). A resposta fundamental ao amor radical de Deus por nós é que nós o amemos de forma radical.

Verdadeiros discípulos de Jesus depositam suas esperanças, temores e toda sua vida nele. 2Co 5:15 – E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. (NVI).
(Anotações feitas com base no livro DISCIPULADO – MARK DEVER)

Quando observamos a inversão de valores nas igrejas em células, com base nos que as escrituras estão dizendo, percebemos que boa parte dos problemas, traumas e fracassos nas questões do discipulado estão nos alicerces. Discipulados antropocêntricos supervalorizam as pessoas colocando-as no centro. Líderes usando o discipulado para justificar uma manipulação humana e finita. Discipulados cristocêntricos tem como centro Jesus e as sagradas escrituras.
No livro Ide e Fazei discípulos nos trás a seguinte abordagem: Autoridade é diferente de autoritarismo: O discipulador precisa entender que ele é o servo do discípulo e não o dono. Deve ensinar todo o conselho de Deus e não os seus gostos e preferências pessoais.

O PROBLEMA é que as lideranças que estão sendo formadas hoje em dia, possuem informações acerca do discipulado e não o conhecimento bíblico.

Não é necessário nenhum tipo de submissão às opiniões e gostos pessoais do discipulador. Há casos em que o discípulo fica parecido com o discipulador, mas isto é algo espontâneo, fruto da convivência, do andar junto. Não é imposição, uma cobrança. Pedro era diferente de João, de Tiago e de André, mas todos eram discípulos de Jesus.

A Palavra de Deus – A essa o discípulo deve ter uma submissão absoluta. Quando damos a Palavra de Deus a um discípulo e ele não a recebe, está sendo rebelde. Nesse caso devemos seguir as orientações dadas por Jesus em Mateus 18.15-20, ou seja a pessoa poderá até ser disciplinada. Todos no Corpo de Cristo, e não apenas o discipulador, têm autoridade para corrigir e repreender outro irmão dentro do ensino da Palavra (Deve-se observar, antes, o ensino de Gálatas 6.1 e Mateus 7.1-5).

Pode ser que o conselho que damos seja baseado no conhecimento que temos da Palavra de Deus, mas, mesmo assim não passa de conselho. É relativo. Se o discípulo rejeita um conselho, não é necessariamente um rebelde. Entretanto, aquele que nunca aceita conselhos, é orgulhoso e auto-suficiente. Não pode ser edificado. (p.40 ou capítulo 6 – Ide e fazei discípulos – Abe Huber e Ivanildo Gomes)

O MINISTÉRIO DO MENTOR OU DISCIPULADOR

O termo mentor não aparece na Bíblia. É uma palavra que se introduziu no português por meio da literatura grega de Homero, na qual “Mentor” é o amigo confiável a quem Odisseu encomenda a responsabilidade de educar e cuidar de seu filho Telêmaco.

Desde então, um mentor se define como uma pessoa de experiência que ajuda outra de menos experiência (o mentoreado ou discípulo) a desenvolver-se, e por sua vez lhe oferece conselho sábio, serve-lhe de modelo em sua maneira de viver. Esta relação de mentoreamento é comum no mundo acadêmico e, atualmente, também no contexto organizacional.

Na experiência cristã, o mentor é conhecido mais como em líder espiritual, um “irmão mais velho”, ou um discipulador. Uma boa definição do mentoreamento é o discipulado tal como Jesus o praticou. Hoje em dia, não é de se estranhar que o conceito de discipulado se limite às primeiras etapas da vida cristã.

Sem dúvida, o discipulado deve permanecer vigente durante toda a vida do indivíduo. Não é um modelo novo, mas se requer uma visão distinta quanto ao desenvolvimento da liderança. Não é somente a busca pela transferência de conhecimentos, mas também compartilhar as experiências de vida no Senhor, com o fim de apoiar o discípulo em seu crescimento espiritual e ministerial.

Aquele que quer discipular como Cristo fez deveria buscar o reino de Deus mais do que seu próprio império. Muitos pastores e líderes estão tão submersos na obra do ministério, sempre apelando para a ajuda de líderes competentes que andem em santidade, mas se esquecem do princípio da formação de líderes ensinado pelo apóstolo Paulo à igreja de Éfeso (Efésios 4.11,12).

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”.

Quantos ministros continuam sem entender este princípio? Muitos! Lutam para levar adiante programas de ministério, mas não se dedicam a levantar novos líderes, formando-os para a obra do ministério. (p.55)

É triste vermos “pastores de dízimo”, líderes antropocêntricos que, no decorrer da caminhada sacrificam aqueles que com sinceridade, estão buscando desenvolver-se no reino de Deus, mas porque não foram aprovados no “reino pessoal”, ficam no meio do caminho, tristes, feridos e muitos morrem na sarjeta…

Se você se sente assim, não dê espaço para estas mentiras –  deixe que estes fiquem com suas opiniões e se preocupe com aquilo que Deus pensa a teu respeito. As promessas de Deus e seu reino são inexplicáveis. Quando Jesus, Seu Reino e as promessas bíblicas começam a caber dentro de nossas explicações, isto significa que estamos construindo ídolos e fazendo nossa própria vontade.