RELIGIOSIDADE

Existe uma diferença entre devoção à uma pessoa, e devoção à princípios. Se eu perguntasse em uma Igreja muitos responderiam erroneamente que o cristianismo é uma devoção à Religiosidadeprincípios, mas não! O cristianismo é devoção à uma pessoa, Jesus Cristo, ao Espírito Santo! Quando alguém é contaminado pela religiosidade o foco muda, e de filha, essa pessoa se torna uma serva de normas e regras. Os fariseus da época de Jesus tinham 613 normas detalhadas para sua vida diária, que precisavam cumprir por dia! Como se eles quisessem transformar a vida com Deus numa ciência exata! E a questão é: isso nunca vai trazer a paz verdadeira.

Por outro lado, os fariseus jejuavam pelo menos duas ou três vezes na semana, davam os dízimos de tudo e eram extremamente detalhistas. Mas jejum nunca foi e nunca será uma garantia de espiritualidade e tudo o que faziam nada mais era do que um ritual morto e sem qualquer comunhão com Deus. Será que hoje os crentes não estão correndo o mesmo risco?

Jesus revolucionou ao nos ensinar que a vida com Deus é relacionamento e uma série de normas e leis: “isso eu não posso”, “aquilo eu não faço”, essas normas jamais irão gerar o fruto do Espírito Santo na vida de uma pessoa.

O fruto do Espírito Santo só será gerado através da sua relação íntima com o Senhor. Em Efésios 5 a Palavra compara o relacionamento da igreja com Cristo ao relacionamento de marido e mulher. Com base nesta comparação, o que aconteceria se você transformasse a sua relação com a sua esposa em leis e normas e precisasse cumprir 613 obrigações diárias com ela? Nenhum relacionamento se sustenta vivendo desta forma, através de normas e leis!

O que tem acontecido é que muitos transform a vida com Deus em regras tão rígidas que acabam perdendo a espontaneidade. Você começa a se cercar: “se eu não acordar todo dia às seis da manhã para orar meu dia não vai fluir” e começa a se cobrar tanto que o que antes era uma alegria, algo espontâneo, passou a ser um peso diário terrível. Aquela espontaneidade deu lugar ao dever, ou seja, uma obrigação, legalismo.

O legalismo rouba a liberadade e a espontaneidade dos nossos atos e o que seria bom, um relacionamento com Deus, acaba se transformando em uma obrigação diária.

“Escreve ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”

Apocalipse 2:1-7

Como uma igreja que tem todas essas virtudes: trabalho árduo, perseverança, capacidade para administrar crises; pode ter se desviado do primeiro amor? É possivel ter todos esses quesitos e ainda sim não amar a Deus como se fazia no inicio da fé? Sim. A Igreja de Éfeso foi se contaminiou com o fermento da religiosidade. E quando a religiosidade se manifesta na vida de um cristão, ela consegue sim fazer com que ele persevere, se separe do pecado, administre crises, mas isso não é mais acompanhado e carregado de amor, é simplesmente uma rotina, um ritual.

“Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal,se não te arrependeres”

Apocalipse 2:5

Você pode ir em todas as reuniões e cultos da Igreja, mas seu coração estar vazio. Isso equivale ao marido que é fiel à esposa, que trabalha para sustentar sua casa, que é perseverante, mas o seu coração não arde mais de amor por ela… Porque tudo agora caiu na rotina e nos deveres diários.

“Andemos nós também em novidade de vida”

Romanos 6:4

Andar em novidade de vida é renovar diariamente esse primeiro amor por Jesus, pelo noivo..

“quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”

Apocalipse 2:5

Os fariseus faziam tudo muito melhor e com muito mais excelência, mas o Senhor não quer isso, o Senhor quer verdade, espontaneidade, o Senhor quer um amor. De nada vale o marido cumprir suas responsabilidades financeiras e pessoais com a esposa se ele não arde de amor por ela.

Nós precisamos receber este amor para poder dá-lo, ele não vem de nós, ele vem de Deus! Não deixe que as sete lâmpadas dos sete espíritos se apaguem da sua vida, não deixe que Ele remova o castiçal. Nós não podemos produzir esse amor porque fomos gerados do pecado, mas nós recebemos este amor.

O maior sinal de quando o Senhor retira o castiçal, é quando Ele destrói a próxima geração. Que nós venhamos a receber do amor  de Jesus, a chamar por santidade. Que só o amor seja visto, vivido e sentido no nosso meio.

O Senhor resumiu todas as leis em duas: amar a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a ti mesmo. O que é mais importante é amar ao Senhor sobre todas as coisas, não porque é obrigação, não porque precisamos cumprir 613 normas, mas porque o Senhor quer relacionamento espontâneo, sem obrigação. Você não vai se relacionar por obrigação, você vai se relacionar, porque O ama profundamente. Nós somos livres!

Fred e Paula Matsumoto
EMB
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