ABUSOS NO DISCIPULADO

Resultado de imagem para abuso

1 Pe. 5: 2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.

O discipulado deve ser um estilo de vida e não um método de trabalho, o discipulado deve ser um meio de levar o discípulo a maturidade e ao crescimento. Não tenho nenhuma duvida que a edificação da igreja passa necessariamente pelo verdadeiro discipulado. Agora temos que estar atendo aos desvios que poderão ocorrer no seu relacionamento com seus discípulos e vise versa.

Quero enumerar aqui algumas advertências, que são também princípios, para o relacionamento entre o discípulo e o seu discipulador.

1 – AS RELAÇÕES DEVEM SER COMPATÍVEIS.

Antes de mais nada, precisamos mencionar alguns tipos de relacionamentos impróprios no discipulado. Evitá-los só trará benefícios à obra de Deus.

  • Solteiros não devem acompanhar casados em seus problemas matrimoniais e familiares.

 

Os problemas de casais só devem ser tratados por quem é casado e tem experiência na esfera familiar. E os problema sexuais, principalmente, são mais difíceis para o solteiro resolver. É claro que podem ocorrer exceções, mas estou bastante convencido de que serão bastante raras.

 

  • Os rapazes não devem discipular as moças e vise-versa.

 

Embora um rapaz possa levar uma moça a Cristo, mas não deve ser ele o seu discipulador. O mesmo se aplica as moças. Obviamente o nosso receio é que surja um envolvimento emocional entre eles. E isso seria muito danoso para vida espiritual para vida dos jovens.

 

  • Homens casados não devem acompanhar moças e mulheres casadas, e mulheres casadas não devem acompanhar rapazes e homens casados.

 

Você nunca deverá discipular uma mulher casada, a menos que sua esposa participe diretamente do processo. Isso significa que você só fará o discipulado de uma mulher com sua esposa presente em todos os encontros, mas logo deve providenciar uma discipuladora.

 

  • É melhor que o discipulador seja mais velho que o discípulo.

 

Quando o discípulo for bem mais velho que o discipulador isso pode trazer embaraços ao discipulado. Pode ocorrer uma inversão de papeis, não estamos falando que não pode, ma se poder evitar seria melhor.

 

2 – CUIDADO COM A MANIPULAÇÃO E A DOMINAÇÃO.

 Cuidado com o assenhoreamento sobre a vida do discípulo. A palavra de Deus diz para guardarmos o rebanho de Deus que há entre nós, não como constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer: não como dominadores dos que foram confiados, antes tornando-nos modelos do rebanho.

A primeira coisa que temos que afirmar com muita clareza e convicção é que o discípulo é de Cristo e que nós somos apenas humildes canais por onde Jesus fará sua vontade e não a nossa.

Temos que ter muito cuidado com uma tendência muito sutil que pode influenciar no trabalho do discipulado que é o legalismo (Legalismo significa pôr as regras acima de Deus e das necessidades humanas.) e o controle da vida daquele discípulo.

Discipuladores quando desconhecem as exigências de Jesus, impõem suas próprias exigências.

 

Alguém chegou ao absurdo de afirmar que o povo gosta de pregadores que batem porque passam a ideia de um evangelho mais sério. Mas o que temos muitas vezes é apenas legalismo humano.

Assim, irmãos que vivem sob a tutela de líderes dominadores abrem espaço para um discipulado onde o homem, e não Jesus, domina o discípulo. Podemos dar certas opiniões e conselhos, mas jamais decidir pelo discípulo. A Bíblia tem direção para tudo na vida do discípulo, o que temos que fazer é seguir os princípios da palavra de Deus.

 

  1. NÃO FAÇA DO DISCIPULADO UM CURSO INTENSIVO.

 

O processo de discipulado é, antes de tudo, uma transferência de vida e não meramente uma transferência de conhecimento. Muitos discipuladores transformam o relacionamento de discipulado num curso de pós-graduação espiritual. Priorize o relacionamento e ensine quando as circunstancias o exigirem.

 

O melhor é esperar que o Espírito Santo crie situações de tratamento no caráter, ou de ensino de princípios espirituais. Tenha muito cuidado para não tentar criar situações artificiais de ensino ou de tratamento de caráter. Nós precisamos aprender o verdadeiro caminho para a prática do discipulado.

 

O discipulado como forma de treinamento é sumamente importante para a vida da Igreja e para extensão do reino de Deus.

 

Num discipulado existe treinamento. O treinamento deve sempre levar o discípulo ao compromisso com Cristo. Depois, poderemos desenvolver um treinamento mais especifico preparando o discípulo para fazer a obra de Deus.

 

Mateus 15:14 Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.

 

4 – SIRVA O SEU DISCÍPULO.

 

Evidentemente, a autoridade e a submissão são bíblicas. Mas nenhum discipulado funciona apropriadamente se o ensino claro sobre submissão e obediência não for precedido ou acompanhado pelo ensinamento do amor e serviço.

 

Discipuladores que exercem autoridade sem o coração cheio de amor costumam se tornar tiranos, ignorando completamente as necessidades do discípulo.

 

Os discípulos devem ser submissos aos seus discipuladores evidentemente que sim, por outro lado o discipulador precisa entender que ele é o servo do discípulo e não o dono.

 

Devemos ter em mente a visão de Deus sobre autoridade. No mundo autoridade é sinal de posição e domínio, mas no reino de Deus a autoridade vem quando servimos em amor.

 

 Mc. 10: 43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

 

Três coisa que devemos dar aos nossos discípulos.

  1. Devemos dar nós mesmos. (seu tempo, amizade, seu interesse)
  2. Devemos dar exemplo. (atitude, caráter, compromisso)
  3. Devemos dar a palavra de Deus. (Jo 15:3, temos que ensinar a guardar tudo o que Jesus ordenou).

 

5 – CUIDADO COM A NEGLIGÊNCIA.

 Não seja negligente com a pontualidade e também não desmarque um encontro na última hora a não ser que haja uma razão realmente forte para isso. Lembre-se que você é para ele o padrão de cristão, portanto, cuidado para não decepcioná-lo com atitudes erradas como: inconstância, ira, orgulho, falta  de paciência… atc.

6 – CUIDADO COM O ZELO SEM SABEDORIA.

 Os crentes superprotegidos são inseguros e necessitam constantemente de “mamadeira” espiritual.

Não faça tudo por ele, no inicio de sua Caminhada cristã você deve dar aquela ajuda, mas jamais esquecendo de ensinar com muito carinho e de uma forma muito gentil.

Exemplo: você não pode buscá-lo todas as vezes de carro para as reuniões da Igreja, mas deve dar uma força bem no inicio de sua vida cristã. O nosso papel é ensinar os discípulo a aderem com suas próprias pernas.

 

13 – NUNCA VIOLE A PRIVACIDADE.

 Não ultrapasse os limites da privacidade dos discípulos, tanto a nível pessoal quanto familiar. Uma coisa é o discípulo espontaneamente confessar algo de sua intimidade; outra bem diferente é o discipulador forçar a entrada ou invadir sua privacidade.

Quando a convicção de pecado provém da atuação do Espírito Santo, naturalmente o discípulo buscará a sua ajuda como um irmão em quem confia e abrirá o coração com você.