Pluralidade na liderança

Pluralidade de liderança

Vemos em Atos 15 os apóstolos e anciãos reunidos para discutir o que deve esperar dos crentes gentios. Podemos deduzir que muitos dos princípios de seu exemplo.

Em primeiro lugar, podemos ver que não era um “show” de uma pessoa só. Ainda que Pedro e Tiago eram claramente líderes respeitados na equipe, a Bíblia deixa claro que eles se reuniram para decidir como equipe, o que se crê ser uma direção do Senhor. O texto bíblico deixa muito claro que havia uma pluralidade de liderança.

Outro princípio que se pode destacar é a liberdade que todos os membros da equipe tinham de se expressar. Nenhuma vez se teve a impressão que a reunião com a equipe tinha uma agenda previamente planejada, controlada e monopolizada por um par de líderes dominantes.

Em terceiro lugar, os membros da equipe eram líderes responsáveis (apóstolos e anciãos), reconhecidos pela igreja local como pessoas tementes a Deus. Eles, obviamente, criam na importância de estar sempre lutando pela harmonia e unidade no corpo de Cristo.

Pessoalmente, creio que a equipe de liderança deve ter um “Tiago”, um dirigente ou coordenador superior. Creio que a igreja primitiva não praticava 100% a pluralidade horizontal. Entretanto, ao aplicar esse princípio em particular, o líder da equipe sempre deve ouvir o que o Espírito Santo está dizendo por meio dos outros líderes, sempre se esforçando para alcançar um resultado unânime, e dar a liberdade de expressão muito antes de chegar a uma conclusão.

Quando a carta é escrita aos crentes gentios, se afirma que a decisão foi unânime. Esse quinto princípio deve ser sempre a meta da equipe.

O mais importante de todos os “princípios” da equipe de liderança, no entanto, é ser verdadeiramente guiado pelo Espírito Santo. Na carta que os apóstolos e os anciãos de Jerusalém escreveram à igreja primitiva, diz: “Porque o Espírito Santo e nós mesmos resolvemos não pôr nenhuma carga sobre vocês, a ser estas proibições que  são, de fato, necessárias”.

Você pode ver outros princípios da “equipe de liderança” em Atos 15?

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Sobre o Autor

Abe Huber

É diretor e pastor-presidente da Base Regional da Igreja da Paz São Paulo. Supervisor das Bases Regionais da Igreja da Paz em Santarém (PA) e Fortaleza. Idealizador e gestor da Visão MDA. Além de autor de livros, manuais e apostilas, é também pregador e palestrante em eventos nacionais e internacionais.

ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DE MULTIPLICAÇÃO

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Estratégia, segundo Mintzberg, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados. A palavra vem do grego antigo stratègós (de stratos, “exército”, e ago, “liderança” ou “comando” tendo significado inicialmente “a arte do general”) e designava o comandante militar, à época de democracia ateniense.

Tática (do grego taktiké ou téchne; arte de manobrar [tropas]) é qualquer elemento componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir a meta desejada num empreendimento qualquer. Enquanto estratégia busca visão “macro”, de conjunto ou, por assim dizer, sistêmica, relativa ao empreendimento, tática ocupa-se de visão “micro”, no sentido de elementar ou particular em relação ao todo.

“Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.”- Sun TzuA Arte da Guerra.

INTRODUÇÃO: Alguns passos da liderança de Neemias sobre a importância do planejamento, que se aplicam perfeitamente no contexto da liderança de célula. Essas são medidas a serem tomadas diante do desafio da multiplicação planejada.

Lc. 14. 28, 31 “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro parta calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? Ou qual é rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?”

  1. IDENTIFICOU O PROBLEMA. O primeiro passo, de Neemias, foi perguntar qual era a situação dos judeus e dos muros em volta de Jerusalém. Quando soube qual era a situação, ele chorou. Saber qual é o problema é o primeiro passo para resolvê-lo; se não sabemos qual é o problema não iremos saber como resolvê-lo. Identifique nas células os problemas e resolva-os para que as células se multipliquem.
  2. ELE IDENTIFICOU-SE COM O PROBLEMA. Neemias assumiu o problema como sendo seu. O problema agora não era mais um problema do povo; tornou-se o seu problema pessoal. Era o seu fardo interior, o que ardia em sua alma. A multiplicação deve ser a causa que arde na alma de todos os membros; a sua carga interior.
  3. PASSOU UM TEMPO EM ORAÇÃO. Quando soube dos fatos, Neemias colocou-se de joelhos em oração. Confessou o seu erro e de seu povo. Intercedeu pelo povo e então pediu o favor de Deus. Provavelmente foi neste tempo de oração que Deus lhe deu a visão para reconstruir os muros. A oração é o combustível da visão; é a fórmula que leva Deus a operar.
  4. ELE CONVOCOU AS PESSOAS CERTAS. Em qualquer empreendimento que envolva liderança as pessoas podem promover ou destruir qualquer proposta. Além do rei, (Ne. 2.4-5) Neemias se aproximou de outras pessoas importantes que ele levou consigo na jornada. Como líderes, temos que ter a visão de águia e encontrar líderes em potencial; aqueles que fazem a diferença na frutificação.
  5. ELE AVALIOU A SITUAÇÃO. Quando chegou a Jerusalém Neemias ficou frente a frente com o desafio que estava encarando. Saiu a noite analisando pessoalmente os danos, e planejando sem a interferência de outras pessoas desacreditadas. Para multiplicar temos que ter “a mão no pulso”; avaliar os detalhes e estratégias que são necessárias.
  6. ELE PASSOU A VISÃO PARA TODO O POVO. Neemias procurou os sacerdotes, os nobres da terra, os oficiais e todo o povo que fez a obra e compartilhou sua visão de reconstruir o muro e as implicações espirituais do projeto. Ele soube passar a visão para todo o povo. A visão é fruto da repetição dos detalhes, de reuniões, de comunhões e etc. todos devem repassar bem e repetir a visão (Hc. 2.14).
  7. ENCORAJOU-OS COM OS SUCESSOS DO PASSADO. Ele mostrou ao povo o que Deus já havia feito por eles. Diante de uma tarefa tão importante como aquela, ele sabia que precisaria encorajar o povo que estava completamente desacreditado. Vejamos o que ele disse em Ne. 2.18. Temos que mostrar aos nossos discípulos o que Deus tem feito na história de nossa igreja, aonde já chegamos, as multiplicações que já aconteceram.
  8. ELE LEVOU O POVO A UMA DECISÃO DE FAZER A TAREFA. O povo respondeu positivamente. Eles disseram: “Disponhamo-nos e edifiquemos”. E fortaleceram as mãos para a boa obra. O povo aceitou a idéia; estavam dispostos a se dedicarem a liderança de Neemias e a sua visão. (Ne. 2.18). Na visão não basta cobrar, temos que motivar e assumir o desafio de conquistar as pessoas ao invés de falar que elas não querem nada.
  9. ORGANIZOU O POVO E O COLOCOU PARA TRABALHAR. Eles não começaram a trabalhar de qualquer jeito. Neemias as organizou por famílias e as colocou para fazerem a obra de acordo com a ordem de prioridades que ele estabeleceu antecipadamente. Tudo começou com os portões da cidade. Esse é o papel dos níveis de liderança, de líderes de célula a supervisores, cada um tem o seu papel no processo da multiplicação.

CONCLUSÃO

Foi exigido muito trabalho de todo o povo para que realizassem a visão. Neemias foi um grande líder do povo, mas sem um planejamento cuidadoso o muro nunca teria sido reconstruído. A multiplicação tem que ser muito bem planejada para que elas aconteçam nas datas e prazos estabelecidos.