A IGREJA PROTESTANTE E AS IGREJAS LIVRES

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A IGREJA PROTESTANTE E AS IGREJAS LIVRES – DE 1517 A 1800 d.C.

A Igreja de Sardes. Apocalipse 3.1-6. Representa profeticamente a Igreja reformada protestante – a partir de 1500 d.C.

Algumas características e pontos mais importantes deste período foram:

  • A chamada “reforma protestante”, na verdade, não foi uma reforma, pois a Igreja Católica permaneceu praticamente a mesma. O que houve na verdade foi uma tentativa de reformar a Igreja Católica Romana. Aqueles que protestavam contra a Igreja de então foram chamados de “protestantes”.
  • Não negamos que existiram diversos fatores não espirituais para a reforma, mas nós queremos enfatizar que a reforma protestante foi um mover de Deus, rejeitado, sim, pela Igreja Romana, mas que produziu alguns frutos importantes para o crescimento e a gradual renovação da Igreja Cristã como um todo.
  • Os reformadores desejavam que a Igreja Católica Romana voltasse às antigas doutrinas que eram baseadas nas Escrituras. Questões como a “salvação”, por exemplo, eram motivos legítimos para eles reivindicarem uma reforma na Igreja. Nós sabemos, porém, que a Igreja Romana não aceitou esta reforma e, de fato, incentivou uma contra-reforma que martirizou muitos importantes reformadores.
  • As indulgências (documentos feitos pela Igreja declarando que a pena temporal do pecado de uma pessoa que os comprava estava perdoada) se tornaram um dos estopins da reforma protestante. O abuso das indulgências levou o monge Martinho Lutero a pregar suas 95 teses na porta da Igreja em Wittemberg como forma de “protesto” contra as indulgências. Este foi o evento que desencadeou rapidamente a reforma protestante em todo o mundo.
  • De um simples movimento de reforma da Igreja Romana, surgiram quatro grupos principais de “protestantes”:
  • Os Luteranos da Alemanha que fizeram algumas mudanças doutrinárias, mas mantiveram grande parte do ritual católico que não era explicitamente proibido na Bíblia e mantiveram a Igreja unida ao Estado.
  • Os Anglicanos da Inglaterra, que eram “luteranos ingleses” em suas doutrinas e práticas, mas cujo “cabeça” da Igreja era o Rei da Inglaterra. Mantiveram a Igreja unida ao Estado.
  • Os Reformados e Presbiterianos foram grupos que inicialmente rejeitaram toda doutrina prática que não era claramente respaldada nas Escrituras; depois eles “afrouxaram” mais. Em alguns países mantiveram a Igreja unida com o Estado.
  • Os Anabatistas eram crentes ultra-radicais que surgiram na Alemanha, Suíça e Moravia. Eles eram livres e sem elo algum com o Estado. Procuraram restabelecer o padrão da Igreja Primitiva de governo e adoração.
  • Lutero ainda permanece como sendo o “Grande Reformador” por causa das suas famosas 95 teses, a formação da Igreja Luterana na Alemanha e seus escritos. Contudo, outros movimentos de reforma “protestante” também foram importantes. A reforma de Zwinglio na Suíça, por exemplo, apesar de diferenciar apenas num ponto de Lutero, foi muito importante. Lutero e Zwinglio discutiam teologia e eram amigos até que discordaram sobre a presença de Cristo na Ceia. Lutero defendia a presença real e visível de Cristo nos elementos da Ceia, enquanto que Zwinglio cria que a Ceia era apenas memorial e que a presença de Cristo estava na união espiritual com o participante. Alguém já resumiu as diferenças entre Lutero e Zwinglio da seguinte maneira: Lutero permitiu tudo o que a Bíblia não proibia e Zwinglio rejeitou tudo o que a Bíblia não proibia explicitamente. De fato e na prática, grande parte do evangelicalismo herdou mais de Zwinglio do que de Lutero.
  • A Reforma de Calvino em Genebra, na Suíça, também foi uma importante reforma e até hoje tem influenciado o evangelicalismo. Os Cinco Pontos do Calvinismo e as Institutas de Calvino têm influenciado muitas denominações reformadas, tais como os presbiterianos, a Igreja Reformada Holandesa e Alemã, e alguns batistas e congregacionais. A forma de governo ensinada por Calvino é o presbiterianismo, que também deu origem a Igreja Presbiteriana. Outras doutrinas ensinadas por Calvino, claramente diferentes das doutrinas ensinadas por Lutero, também têm marcado as Igrejas Reformadas: a salvação como ato soberano de Deus no qual Ele dá a graça e a fé – sem participação do homem, a predestinação dos eleitos e dos perdidos, etc.
  • O Movimento Anabatista também foi importante para a Igreja Reformada. A palavra “anabatista” significa “re-batizadores”. Eles ensinavam que se um adulto se convertia tendo sido batizado quando criança ele precisava ser batizado de novo. Eles também ensinavam que tudo o que não era especificamente autorizado pelas Escrituras deveria ser veementemente rejeitado. Eles se caracterizam pelo seu pacifismo e pela separação absoluta entre Igreja e Estado. Dos Anabatistas surgiram os Amish da Pensilvânia (EUA) e os Menonitas da Suíça.
  • A Reforma Anglicana foi um movimento para ver quem “mandava na Igreja”, o Papa ou o Rei. Foi uma reforma primordialmente política, mas que depois teve desenvolvimentos de reforma religiosa com o surgimento do O puritanismo foi um movimento separatista dentro da própria Igreja Protestante. De fato, ele deu origem ao denominacionalismo e ao separatismo entre as igrejas protestantes. Os puritanos não eram dissidentes, mas desejam “purificar” a Igreja dos males que ela tinha herdado do catolicismo. Os puritanos se dividiram em nome da “sã doutrina” e se tornaram separatistas, formando grupos separados como os puritanos presbiterianos, os independentes, os congregacionalistas, os batistas gerais e os batistas particulares.
  • A partir de então surgiram diversas denominações e movimentos de renovação dentro da Igreja Protestante. Principalmente quando o protestantismo chegou aos Estados Unidos, surgiram grupos “livres”, ou seja, igrejas independentes do Estado e aglomeradas como sob uma denominação (que inclui não somente um mesmo nome, mas uma mesma doutrina ou declaração de fé em todos os aspectos, mesma forma de governo e etc.).
  • O avivamento Wesleyano foi muito importante para a Igreja neste período. Houve uma renovada ênfase na santificação e também maior liberdade para a ação do Espírito na Igreja. Houve também uma proliferação de “pregadores leigos” (não ordenados ou com curso teológico) que, ao contrário das demais igrejas, pregavam em qualquer lugar onde as pessoas pudessem ouvir.