ALCANÇANDO SUA COMUNIDADE

Quem é o alvo?

O método mais eficiente de evangelismo depende do tipo de pessoas a alcançar. Para isso é preciso saber que tipo de pessoas estão em nossa área de atuação. A Bíblia determina nossa mensagem, mas nós precisamos determinar o alvo: quando, onde e como evangelizar. A mensagem nunca pode ser comprometida!!

1)   Mirar para evangelizar é bíblico: Jesus tinha um ministério direcionado para os judeus (Mt 15.22-28). Ele direcionava seu ministério para ser efetivo e não exclusivo. Assim Jesus também orientou os discípulos (Mt 10.5-6). Assim Paulo e Pedro tinham ministérios igualmente direcionados (Gl 2.7). Até mesmo os quatro Evangelhos foram escritos para públicos diferentes. Por isso têm um estilo diferente. Concentrar os recursos para alcançar as pessoas que a igreja tem mais facilidade de alcançar é uma boa estratégia. Nisto também faz parte a escolha do estilo de música!

2)   Como definir o alvo? Antes de tudo é preciso conhecer o contexto. É preciso definir o alvo nos aspectos geográfico, demográfico, cultural e espiritual. É preciso conhecer o povo a quem pregamos!

  • O alvo geográfico:
  • Que distância as pessoas estão dispostas a percorrer para vir à igreja?
  • Por outro lado, cada vez mais, as pessoas escolhem uma igreja por causa de seus relacionamentos e programas e não tanto por causa da localização.
  • A maioria das pessoas no contexto urbano são pessoas sem igreja.
  • O alvo demográfico:
  • Que tipo de pessoa mora nesta área geográfica?
  • Quais são seus interesses e expectativas.
  • O alvo cultural:
  • Qual é o estilo de vida e modo de pensar daqueles que vivem na área de ação da igreja?
  • Uma das maiores barreiras para o crescimento da igreja é a “cegueira cultural”.
  • O alvo espiritual:
  • Qual a história espiritual das pessoas do contexto de ação da igreja? Que tipo de vínculos espirituais já teve?
  • O que crêem, o que conhecem da Bíblia…

3)   Personalizar o alvo: é importante conseguir descrever este tipo de pessoa .

 

Conhecendo quem você pode alcançar melhor

O Novo Testamento mostra que o evangelho foi propagado através dos relacionamentos! Isto continua válido. As pessoas mais fáceis de alcançar são aquelas que combinam com os membros desta igreja, isto é, com a “cultura desta igreja”. Por isso é preciso perguntar:

1)   Quem freqüenta a igreja? Quem freqüenta a igreja se pergunta: existem alguém como eu aqui? A questão da afinidade cultural é muito importante.

2)   Quem são líderes da igreja? Os líderes refletem a imagem da igreja. “Você conquista mais fácil quem é mais parecido contigo e com que você se relaciona”. Esta é a regra de ouro. Isto também diz muito acerca da faixa etária da liderança. A questão do “combinar” com as pessoas é decisivo.

Observação: programas e cultos de formas e estilos variados ajudam a alcançar uma variedade maior de pessoas de uma mesma igreja. Começar novas igrejas, porém, têm sido a forma mais eficiente para alcançar um grupo étnico-cultural e social específico.

3)   Qual a receptividade espiritual das pessoas? Na parábola do semeador, Jesus ensinou que as pessoas são como os diferentes tipos de solo (Mt 13.3-23). É preciso avaliar a receptividade das pessoas. Os quatro tipos de ouvintes descritos por Jesus podem ser agrupados em dois: as pessoas em transição e as pessoas sob pressão.

  1. Pessoas em transição: Alvin Tofler diz que as pessoas procuram “ilhas de estabilidade” quando as mudanças são grandes demais. Atualmente há uma grande interesse espiritual pelas mudanças maciças no mundo, que estão fazendo com que as pessoas se sintam amedrontadas e inquietas. Outras mudanças (casamento, chegada de um bebê, mudança de residência, …) fazem com que as pessoas sejam receptivas ao evangelho.
  2. Pessoas sob tensão: Deus usa a dor para chamar a atenção das pessoas. Pessoas com medo e ansiedade geralmente começam a procurar por algo superior a elas para tirar-lhes a dor e preencher o vazio que sentem. Os seguintes grupos estão entre os mais receptivos ao evangelho:
  • Visitante que vêm pela primeira vez.
  • Amigos e parentes de novos convertidos.
  • Pessoas que estão passando por um processo de divórcio.
  • Pessoas que precisam de um programa de recuperação (álcool, drogas, sexual,…).
  • Pais que tenham tido seu primeiro filho.
  • Pessoas com doenças terminais e suas famílias.
  • Casais com problemas conjugais.
  • Pais com filhos problemáticos.
  • Pessoas desempregadas ou com problemas financeiros.
  • Novos moradores.

É possível desenvolver um programa específico para cada grupo. Trazer de volta os membros que deixaram de participar “é uma estratégia garantida para o declínio de uma igreja! Ela não funciona. Normalmente gastamos cinco vezes mais energia para reaproximar alguém que está desviado, do que para ganhar para Cristo uma pessoa que nunca ouviu o Evangelho.

 

“Igrejas que crescem

se concentram em alcançar pessoas receptivas.

Igrejas que não crescem

se concentram em realistar pessoas inativas”

 

 

Desenvolvendo sua estratégia

Em Mt 10 e Lc 10 podemos aprender a estratégia e os princípios que Jesus empregou para proclamar o Evangelho. Jesus nos ensina o que falar e como compartilhar. Nestes dois textos encontramos cinco regras básicas:

1)   Saber quem se quer alcançar: quando Jesus enviou os discípulos ele definiu com precisão as pessoas a quem eles deviam ir “às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 10.5-6). Jesus mirou o tipo de pessoa que seus discípulos teriam mais chance de alcançar: pessoas como eles mesmos.

2)   Falar para quem está aberto para ouvir: Jesus recomendou aos seus discípulos que não deveriam ficar com pessoas fechadas ao evangelho (Mt 10.14). Não é boa mordomia de tempo ficar implorando a alguém que já rejeitou a Cristo outras vezes, enquanto que há outros tantos, receptivos, esperando para ouvir o evangelho pela primeira vez. Jesus disse que não deveríamos nos ocupar  com quem não quer ouvir. É perda de tempo!

3)   Aprender a pensar como um não-crente: Jesus era eficiente em lidar com as pessoas porque as entendia. Jesus geralmente sabia o que os não-crentes estavam pensando (Mt 9.4; 12.25; Mc 2.8; Lc 5.22; 9.47; 11.17). Para saber como um não-crente pensa precisamos nos relacionar com um. “Quanto mais tempo passas na igreja menos és capaz de pensar como um não-crente”. Repetidas vezes Jesus perguntava: “O que posso fazer por ti?”. A maioria das pessoas não participa da igreja porque não percebe nada que a igreja possa lhes oferecer. A maioria dos não-crentes não é ateísta.

4)   Entrar no mundo daquele que se alcançar: Jesus ensinou a necessidade de ser sensível aos costumes e à cultura do local, quando disse: “Quando entrardes numa cidade, e vos receberem, comei de tudo que vos oferecerem” (Lc 10.8). O resultado do concílio dos apóstolos (At 15) foi que os gentios não precisavam se adaptar à cultura dos judeus. É preciso distinguir os princípios bíblicos (que não podem ser violados) de hábitos culturais. Para isso é preciso:

  1. Permitir que o alvo determine o método: Paulo descreve que fez exatamente isso em 1 Co 9.19-22 para ganhar as pessoas para Cristo (por exemplo, quando se pesca, a isca é adequada ao peixe que se quer pescar).
  2. Sentir as necessidades dos sem-igreja: Jesus, onde encontrava as pessoas, começava detectando suas ansiedades, necessidades e interesses. Quando Ele enviou os discípulos, fez a mesma coisa: “Curais os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8). Quem prega para os sem-igreja deve estar disposto para agüentar pessoas que têm muitos problemas.
  3. Entender e responder às necessidades dos sem-igreja: cada vez mais as pessoas estão olhando menos para a questão denominacional para se tornar membros de uma igreja. O que elas observam é em que esta igreja pode ajudá-las.
  4. Mudar os métodos quando necessário: o que deu certo no passado pode não dar certo hoje. “O maior inimigo do nosso sucesso no futuro é nosso sucesso no passado”.

5)   Apresentar ofertas múltiplas: Vivemos num mundo de múltiplas escolhas. Infelizmente, no que diz respeito aos cultos, a maioria das igrejas oferece apenas duas possibilidades: pegar ou largar. A questão não é ceder ao consumismo, mas oferecer mais possibilidades para que as pessoas ouçam falar de Cristo. As igrejas que crescem oferecem programas diversos.

Duas observações finais:

  1. Alcançar a sociedade com o evangelho não é barato: evangelização é investimento. Sem investimento não há retorno. Contudo, este investimento custa dinheiro! Todavia, quando a situação financeira da igreja está apertada, uma das primeiras coisas que é cortada é a evangelização. Este é um erro fatal! A evangelização é a fonte de sangue novo e de vida nova para a igreja. Muitas vezes, a falta de dinheiro revela também a falta de um visão clara por parte da igreja. Quando a visão da igreja está clara as pessoas ofertam com mais disposição. Quando a igreja gasta migalhas com a evangelização ela recebe migalhas como resultado. Em Mt 17.27 (quando Jesus pede a Pedro para pesque um peixe, que terá uma moeda na boca, para pagar o imposto) Jesus nos ensina uma grande lição: as moedas sempre estão na boca do peixe!! Quando nos concentramos em pescar (evangelizar), Deus sempre vai providenciar o pagamento das contas.
  2. Evangelizar não é hobby deve ser um estilo de vida: Jesus chamou os seus discípulos e lhes disse: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Quem segue a Jesus tem uma tarefa claramente definida: pescar homens. Para a grande maioria dos crentes esta pescaria é um hobby

Autor: Pr Andre LDA

Bacharel em Teologia pela Faculdade Evangélica do Brasil - ISBL, estudou também na Faculdade Teológica Sul Americana, convalidando o curso na Unicesumar. Especialista em docência no ensino superior pela Unicesumar e Liderança, Plantação e Revitalização de Igrejas pelo Seminário Teológico Asbury. Atualmente é graduando em licenciatura em história pela Unicesumar. Tenho uma grande e honrosa missão, Ganhar, Cuidar e Encorajar as pessoas a terem um relacionamento com Jesus, é nisso que gasto minha vida, eu e toda minha família estamos envolvidos nesta nobre tarefa. Soli Deo Gloria

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