História IPB

INTRODUÇÃO

A leitura deste artigo será de grande valia para aqueles que desejam conhecer mais de perto a Igreja Presbiteriana, sua doutrina e princípios, hierarquia e principalmente sua história, iniciada com a vinda de Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, que juntamente com o Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro, foram as personagens mais notáveis dos primórdios do presbiterianismo no Brasil.

Em narrativa clara e objetiva, o Portal IPB História conta a história da Igreja, descreve as origens mais remotas do presbiterianismo que remontam dos primórdios da Reforma Protestante, do século XVI.

A todos uma boa leitura,
Equipe Portal IPB

HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.

O QUE É IPB

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

DENOMINAÇÕES PRESBITERIANAS NO BRASIL

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

REV. ASHBEL GREEN SIMONTON

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os “quinque fratres” (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.

ESBOÇO HISTÓRICO

Atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente, a Igreja Presbiteriana Conservadora e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros. No entanto, a maior e mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ao mesmo tempo, convém lembrar que, já nos primeiros séculos da história do Brasil, houve a presença de calvinistas em nosso país.

IMPLANTAÇÃO DA IPB (1859-1869)

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Este trabalho foi desenvolvido pelo Rev. Alderi Souza de Matos, historiador oficial da Igreja Presbiteriana.

PLANEJANDO 2021

O que você espera para o próximo ano?

Este momento é decisivo para o planejamento de 2021.

Planejar neste momento não é uma tarefa simples, afinal, ainda existem indefinições.

No entanto, é justamente esse um dos motivos pelos quais planejar é importante.

A todo lugar que se pretende chegar é preciso, primeiramente, saber que caminhos percorrer.

Assim é na vida pessoal, na liderança de células, no ministério e em todas as células.

1. A importância do planejamento

Lc 14:28-31

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar. Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?”

Essa parábola provavelmente foi postas aqui como advertência contra o discipulado frouxo, a fim de reforçar também a declaração que se lê no vs. 27 do mesmo capítulo.

Um criminoso a transportar a sua cruz até ao local de sua execução deve ter sido uma cena familiar no mundo antigo, e que infundia —terror— aos corações dos homens, porquanto se tratava de uma maneira horrível e desumana de execução. (O imperador Constantino, finalmente, aboliu essa forma de execução no império romano, no principio do século IV D.C.).

Esse símbolo deve ter sido especialmente significativo para os primeiros discípulos de Jesus, porquanto alguns chegariam a ver o próprio Senhor Jesus levando a sua cruz para ser executado, ao passo que muitos outros já teriam visto outras pessoas fazer o mesmo. Muitos crentes, depois de Jesus, sofreram mortes idênticas. O discipulado, por conseguinte, não é algo que se aceite de maneira superficial, porquanto, quando Lucas escreveu, muitos viviam diariamente sob a ameaça de morrer na cruz. Para ilustrar ainda mais a seriedade do discipulado, e como só deve ser aceito após reflexão séria e intensa meditação e determinação, Lucas ilustra essas verdades com as duas breves parábolas que estamos considerando.

A parábola da torre se encontra nos vss. 31-33; e a parábola do rei que se preparava para a guerra, está no vs. 33.

Ambas as parábolas têm uma só finalidade, conforme também se vê no vs. 33. Os pontos básicos são os seguintes:

  1. Só se deve abraçar o discipulado após a devida deliberação, considerando as perdas possíveis, os sacrifícios e a capacidade de atravessar a tudo destemidamente.
  2. Essa deliberação reconhece que se faz necessário um auto-sacriflcio autêntico para que se tenha um discipulado completo e bem-sucedido.
  3. O auto-sacrifício deve ser total. O mesmo princípio aparece no vs. 27. O crucificado não podia experimentar meia crucificação. Não podia enfrentar a sua agonia de forma despreocupada. Não podia esconder a sua situação. Existem muitos cristãos, por isso mesmo, que jamais avançam além do lançamento dos alicerces da torre. Esses só servem para alvo de zombarias, e realmente o mundo (e também os outros cristãos) não se demora a manifestar esse menosprezo.
    Epicteto, o filósofo estóico. em Discursos, III.15.1, profere palavras semelhantes às que aqui encontramos sobre as responsabilidades do discipulado: «Em todo negócio considera 0 que antecede e o que vem em seguida, e então atira-te em sua execução. De outra maneira começarás muito animado; porém, não tendo pensado propositalmente nas consequências, quando alguma delas surgir, haverás de desistir envergonhado…Considera primeiro, homem, qual é a questão, e o que a tua natureza é capaz de suportar.

Este deve ser o pano de fundo para fundamentar nossa prática na execução da MISSÃO que temos no Reino de Deus – Andre Torres

O sábio se planeja.

Provérbios 13:16

 “Em tudo o homem prudente procede com conhecimento; mas o tolo espraia a sua insensatez.”

Este provérbio coloca o prudente e o tolo frente a frente. O prudente costuma agir com entendimento, o tolo vive segundo a sua insensatez.

Todo prudente procede com conhecimento. O sábio, que é prudente (no hebraico, ‘ormah, “esperto”, no bom sentido), sempre age com o conhecimento obtido pelo estudo da lei, que é o seu guia (Deu. 6.4 ss.). Todos os seus atos são controlados pelos ditames da lei, fomentados e interpretados pelas declarações da sabedoria. Ver também os comentários em Pro. 12.23 e 1.4, onde aparece, pela primeira vez, a palavra prudente no livro de Provérbios.


Antítese. Em contraste com o prudente e sábio homem, o insensato propala sua estupidez e insensatez por aquilo que diz e faz. O ímpio exibe sua insensatez (Cf. Pro. 12.23b) “como um mascate que espalha, à vista de todos, as suas mercadorias” (Crawford H. Toy, in loc.).

COMO FAZER UM BOM PLANEJAMENTO?

2. Busque a direção do Espírito Santo.

Tiago 4:15-16

“Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna.”

Todo alvo ministerial e até mesmo em nossa vida pessoal primeiro pas­sa pela aprovação do Senhor, para termos sucesso em nosso planejamento.

3. Busque conselho de pessoas sábias.

Provérbios 15:22

“Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”

O rei Salomão, procurando preparar o seu filho para governar a Israel, repetiu isso várias vezes. (Pv. 11:14; 20:18; 24:6). Ele sabia que muitos fatores poderiam torcer o processo de tomada de decisão, especialmente quando ele mesmo estava pessoalmente envolvido na questão.

Esse princípio garante o sucesso na vida – submeta seus alvos à análise de conselheiros sábios.

4. Não seja precipitado ao estabelecer alvos.

Provérbios 21:5

“Os planos do diligente conduzem à abundância; mas todo precipitado apressa-se para a penúria.”

Há coisas que são imediatas, mas há outras que devem ser tratadas refletidas, organizadas e reorganizadas.

Estabeleça alvos grandes, que vai glorificar a Deus, porém não estabeleça alvos tão grandes, inatingíveis, pois a não realização levará a procrastinação e ao desânimo.

5. Seja específico

Mateus 21.22

De todas as coisas que você poderia pedir a Deus, o que você pediria? Jesus disse que “tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis”

6. Fique sonhando com seus alvos

Devid Yonggi Cho,pastor da maior igreja em células do mundo, afirma, que o requisito básico para chamar à existência a realização de um alvo, é aprender a visualizá-lo.

Precisa ser capaz de gerar imagens acerca dos alvos almejados. 

Os sonhos têm a capacidade de aumentar a nossa motivação

7. Alvos importantes na vida de um Líder

a) Ler diariamente a Bíblia;

b) Ter um tempo de oração diariamente;

c) Jejuar frequentemente;

d) Crescer no fruto do Espírito;

e) Estar ativamente envolvido no evangelismo;

f) Discipular e ser bem discipulado;

g) Multiplicar sua célula;

h) Desenvolver os dons do Espírito Santo;

Este será o ano dos sinais

Marcos 16:17-18

Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados”.